Rio de Janeiro – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, defenderam hoje (22) a continuidade do modelo político e administrativo como forma de garantir que o país não tenha retrocesso. Lula e Dilma falaram durante a inauguração de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na comunidade de Manguinhos, zona norte do Rio.
Dilma disse que o país está em um momento excepcional e que é preciso manter a continuidade. “Eu tenho certeza de que nenhum de nós vai deixar tudo o que conquistamos e voltar atrás”, afirmou a ministra, diante de plateia formada por beneficiários de apartamentos entregues hoje.
Após o evento, em conversa com os jornalistas, Lula apoiou a posição da ministra, apontada como pré-candidata do PT à Presidência da República. “Eu acho que é a sabedoria de alguém que sabe que o Brasil não pode ter retrocesso. O grande problema do Brasil é que um prefeito, um governador, um presidente começava uma obra, o outro vinha e parava, começava outra obra, e assim sucessivamente. Ano após ano, década após década, a gente não tinha uma obra concluída”, disse o presidente.
“Começamos um processo na construção de parcerias com estados e municípios que tem um conjunto de obras, desde R$ 5 milhões, como saneamento básico, até obras gigantescas, como o polo petroquímico do Rio de Janeiro, de bilhões de dólares, que tem que ter continuidade, porque, se elas pararem, será um retrocesso e um atraso para o país. A Dilma quis falar isso, as obras não podem parar, o país não pode parar”, defendeu o presidente.
Lula negou que a inauguração de obras e a recente troca de declarações com o governador de São Paulo, José Serra, sobre o quadro político, signifiquem que o país já estaria vivendo um clima eleitoral. “O que eu não posso é deixar de inaugurar as coisas que nós construímos em parceria. Eu só espero que o Serra não esteja inaugurando uma obra que tem parceria com o governo federal e não tenha me chamado. A única coisa que eu peço é que, se tiver parceria, me convide que eu vou lá, com o maior carinho”, afirmou, bem-humorado, o presidente.
A ministra desconversou, quando perguntada se já tinha escolhido um nome para vice-presidente em sua chapa, caso se confirme sua candidatura. Ontem (21), durante entrevista no Rio, Lula disse que a escolha cabe à ministra. “Esse processo de escolha de vice só pode ocorrer quando eu – se for eu a pré-candidata – for escolhida como pré-candidata depois de fevereiro. Até lá, essa pergunta tem que ser respondida pelo presidente do PT, tanto o que está saindo [deputado Ricardo Berzoini] quanto o que está entrando [José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras], porque até lá eu não tenho como negociar.”
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Lula e Dilma inauguraram em Manguinhos um conjunto habitacional com 416 apartamentos para famílias que foram realocadas com as obras do PAC. Também participaram da solenidade o governador Sérgio Cabral, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e os ministros da Igualdade Racial, Edson Santos, e das Cidades, Márcio Fortes.
O investimento foi de R$ 53,2 milhões. Os prédios de quatro andares vão abrigar cerca de 2 mil pessoas. No local foram inaugurados centros de geração de renda, de apoio jurídico e de referência da juventude, com investimentos de R$ 14,7 milhões. Também foi construída uma biblioteca com salas climatizadas e informatizadas, ao valor de R$ 4,9 milhões, que receberá mais R$ 3,7 milhões para compra de equipamentos, mobília e acervo, em verbas do Ministério da Cultura e do governo do estado.
Os moradores do conjunto habitacional ganharam ainda uma rede gratuita de internet sem fio. No total, segundo dados do Ministério das Cidades, estão sendo investidos R$ 368 milhões em obras do PAC em Manguinhos. Em todo o estado do Rio, são R$ 6,2 bilhões em saneamento e habitação.
Por Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil. Edição: Nádia Franco.
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Programa Minha Casa, Minha Vida já fechou 220 mil contratos para construção de moradias
Rio de Janeiro – Cerca de 220 mil contratos já foram assinados no programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, para a aquisição da casa própria por famílias com renda de até dez salários mínimos, disse hoje (18) o ministro das Cidades, Márcio Fortes.
Segundo o ministro, a maior parte dos contratos, 132 mil moradias, beneficia as famílias com renda de até três salários mínimos.
“É uma grande surpresa para muitos. Todo mundo achava que as empresas [de construção] só iam querer construir para famílias com renda entre seis e dez salários mínimos”, disse. Na faixa de três a seis salários mínimos, foram assinados 71 mil contratos. Entre seis e dez salários mínimos, apenas 17 mil.
O ministro também voltou a afirmar que, para solucionar o problema de saneamento básico no Brasil, são necessários investimentos de R$ 268 bilhões. Com os R$ 38 bilhões que já estão sendo investidos pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ainda faltam R$ 230 bilhões.
Para Fortes, se for feito um investimento de R$ 10 bilhões por ano, será possível universalizar o saneamento básico no Brasil no prazo de dez anos.
Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil. Edição: Aécio Amado.
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População de baixa renda tem nova linha para financiamento de material de construção
São Paulo – A Caixa Econômica Federal firmou hoje (14) convênio com a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) e redes de lojas do setor, destinado a financiar a compra de material de construção diretamente nos estabelecimentos conveniados. Destinada ao público de menor renda, o Crediário Caixa Fácil terá taxas de juros prefixadas e flexíveis e valor máximo de financiamento R$ 10 mil.
De acordo com a Caixa, o prazo é de 24 meses e o pagamento poderá ser feito por meio de boleto bancário ou débito em conta corrente. A taxa de juros será definida por cada rede, mas deve ser em média de 3% ao mês, menor do que a do mercado, que chega a 7%. Para obter o crédito, basta procurar uma agência da instituição e apresentar o RG e o CPF, além de comprovantes de renda e de residência.
Segundo o vice-presidente da Caixa, Fábio Lenza, o banco destinará R$ 1 bilhão ao segmento. Somado esse valor aos recursos do Construcard, a Caixa disponibilizará para o setor cerca de R$ 5 bilhões.
“O Construcard é um produto mais planejado, com 60 meses de prazo e seis de carência, com valores ilimitados, destinado a uma reforma maior, mais longa. Já o crediário é um produto para aquelas coisas do dia a dia, compras mais rápidas e mais imediatas. Um produto complementa o outro”, explicou Lenza.
De acordo com o vice-presidente do Setor de Pessoas Jurídicas da Caixa, Carlos Brito, esse tipo de crediário, que já existia para a compra de eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos, móveis e pacotes turísticos, tem o objetivo de incluir socialmente pessoas que não teriam possibilidades de investir nesses produtos. Só nesses segmentos, a Caixa já financiou mais de 103 mil clientes, com R$ 90 milhões em crédito.
“Em 2010 termos mais ou menos R$ 50 bilhões para pessoas jurídicas, volume expressivo que vai atender a todas as demandas”, anunciou Brito.
O presidente da Anamaco, Claudio Elias Conz, disse que o varejo concentra 60% dos empregos no Brasil e que o Crediário Caixa Fácil é uma resposta aos anseios do setor, no sentido de incentivar a ampliação de crédito para estimular o comércio, principalmente destinado à construção autogerida. “Essas construções são responsáveis por 77% do consumo de material de construção do país”, informou.
Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil. Edição: Nádia Franco.
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