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Por 16:56 Sem categoria

Mais de 20 mil armas destruídas na luta contra a violência

Adital – Na manhã de hoje (24), os argentinos deram um passo importante na luta pela diminuição da violência com a destruição de mais de 20 mil armas de fogo entregues pela população como parte do Plano Nacional de Desarme Voluntário. Em nível Nacional, o Plano, que está programado para ter duração de 6 meses com a possibilidade de prorrogação, já alcançou a entrega de 55 mil armas e 325 mil balas.

O fundador da Rede Argentina para o Desarme, Gabriel Conte, disse que: “Estamos vivendo um momento histórico, no qual se dá às pessoas a possibilidade de lucrar encima das armas de fogo e das balas que, em quantidades assombrosas, estão estendidas pelo país”.

Na siderúrgica da cidade de Campana (Província de Buenos Aires) foram destruídas as armas recolhidas nos postos da sede central da Registro Nacional de Armas (Renar), das Associações de Tiro de Núñez, Lomas de Zamora e Quilmes, e nos postos móveis de: Azul, Morón, Necochea, Olavaria, Tres Arroyos, San Cayetano, Lobería e La Plata.

Primeiro houve a trituração dessas armas e depois a fundição, que transformou a arma em escória ou material de ferro fundido. A maioria das armas recolhidas são dos tipos: revólveres 22, revólveres 32, revólveres 38, carabinas 22 e pistolas 22. A pessoa que deseja participar da campanha entregando sua arma, pode fazê-lo de forma anônima e recebe incentivo do governo que varia entre $ 100 e $450 pesos, de acordo com o tipo e o calibre da arma.

Entre as pessoas que entregam as armas, grande parte é de maiores de idade, sobretudo mulheres que as herdaram de seus esposos. Além disso, a porcentagem recebida de armas registradas e não registradas é similar, o que significa o saneamento dos registros e a diminuição do número de armamento ilegal em circulação.

“Para que esse plano tivesse êxito, colaborou a sociedade em seu conjunto, mas há um esforço de muitos anos nas organizações sociais que integram a Rede Argentina para o Desarmamento e não há como negar o mérito na atitude do governo do presidente Kirchner de instalar o tema e de abordá-lo integralmente, com decisão e coragem”, acrescentou Conte.

Em 2000, Mendoza promoveu o primeiro plano de desarme voluntário da América do Sul, com o qual recolheu cerca de 3 mil armas e 8 mil munições somente em um ano. As armas recebidas na localidade se converteram em esculturas realizadas por uma centena dos maiores grandes artistas plásticos argentinos.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.adital.org.br.

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