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Por 21:54 Sem categoria

Manifesto em defesa da democracia e da soberania popular

Em defesa da soberania do voto popular

1- Diante da onda de denuncismo que tumultuou o processo eleitoral a menos de duas semanas deste pleito decisivo para os destinos do país, os movimentos sociais não se omitem e vêem a público para manifestar sua opinião sobre os graves acontecimentos em curso. Acima de tudo, defendemos o legítimo e soberano direito do povo brasileiro de decidir nas urnas o futuro desta nação e de suas vidas; repudiamos todas as tentativas golpistas de cassar o voto dos brasileiros e de deslegitimar o processo eleitoral; condenamos a descarada manipulação da mídia hegemônica, que desrespeita a inteligência da sociedade ao tratar de forma desigual as denúncias; e exigimos a apuração de todas as irregularidades e dossiês e a condenação dos supostos culpados.

2- Nos últimos dias, duas graves denúncias vieram à tona. A primeira envolve alguns figurões do PSDB na chamada “máfia das sanguessugas”, desmascarando de vez o cínico discurso dos falsos moralistas. O próprio chefe da máfia afirmou à revista IstoÉ que no governo FHC “o negócio [da venda superfaturada de ambulâncias] era mais fácil e o dinheiro saia mais rapidamente”. O grupo criminoso ainda tentou negociar um dossiê com farta documentação – vídeos, fotos e recibos. A segunda denúncia envolve filiados petistas na desastrada tentativa de compra deste dossiê, o que resultou na rápida operação da Polícia Federal de prisão dos envolvidos e na pronta resposta do governo de afastamento dos culpados. Diante desta seqüência de ilícitos, os movimentos sociais exigem:
a) rigorosa investigação do “dossiê das sanguessugas” e abertura de processo criminal contra os envolvidos;
b) punição dos culpados pela frustrada tentativa de compra deste dossiê, com a apuração da origem do dinheiro e de todos responsáveis por este insana operação.

3- Estes episódios lamentáveis, decorrentes da ação criminosa da máfia das ambulâncias, deram novo fôlego à direita golpista. Desesperada com a iminente e fragorosa derrota nas urnas, como atestam todas as pesquisas, ela agora tenta “melar” o processo eleitoral na sua reta final. Os seus objetivos são nítidos e só os inocentes não enxergam. Apoiada pela mídia venal, a direita procura desesperadamente viabilizar o segundo turno da eleição. Ao mesmo tempo, ela já trabalha com o intento de desestabilizar o futuro governo. Utilizando a tática do golpista Carlos Lacerda, agora ressuscitado por FHC, pretende evitar a reeleição do presidente Lula com base neste jogo sujo; caso não consiga, fala em impedir sua diplomação; e, caso este golpe também não vingue, reúne os elementos para deslegitimar o resultado da eleição e para pedir o impeachment do presidente. Os movimentos sociais, calejados com as sucessivas conspirações da direita no passado, não são ingênuos e percebem a digitais de velhos e novos golpistas, como ACM, Bornhausen, FHC e Alckmin. Acima de tudo, rejeitam qualquer atitude que vise cassar os votos de milhões de brasileiros num verdadeiro atentado contra a legalidade democrática e a soberania popular.

4- Por último, a atual crise política confirma as reiteradas e duras críticas dos movimentos sociais brasileiros à repugnante manipulação da mídia. Neste episódio, mais uma vez ela toma partido de forma descarada. Nada fala sobre o “dossiê das sanguessugas”, que incrimina com vídeos e fotos alguns tucanos de alta plumagem; não aciona suas estruturas para apurar as denúncias; e desvia a atenção sobre o crime principal numa ação “jornalística” abertamente diversionista. Por outro lado, concentra toda sua cobertura, com manchetes espalhafatosas e enfoques parciais, contra o presidente Lula. A experiência recente demonstra que não é possível se iludir mais com o papel da mídia hegemônica. Ela já deu provas de que representa o novo partido das elites neoliberais, manipulando corações e mentes. É urgente dar uma basta à “ditadura midiática”, promovendo a democratização dos meios de comunicação e incentivando veículos alternativos. Do contrário, todo e qualquer governo ficará refém das manipulações e chantagens da mídia hegemônica.

5- Os movimentos sociais brasileiros fazem um alerta à sociedade, a todos os setores populares e democráticos do Brasil. Está em curso uma nova ofensiva golpista da direita. Não vamos tolerar que se casse o direito de voto do povo brasileiro, em especial da maioria trabalhadora e excluída. Vamos às ruas, em passeatas e atos públicos, para barrar qualquer tentativa golpista. Exigimos a apuração imediata de todas as denúncias, seja a da “máfia das ambulâncias”, que envolve alguns caciques do PSDB e ex-ministros de FHC, e dos envolvidos na atrapalhada e estúpida operação da compra de dossiês. O voto de milhões de brasileiros em 1º de outubro deve ser respeitado como mais um instrumento para impedir qualquer retrocesso neoliberal e para impulsionar as urgentes e necessárias mudanças estruturais no Brasil – em defesa da soberania nacional, do desenvolvimento interno, da valorização do trabalho e da ampliação da democracia.

CMS – Coordenação dos Movimentos Sociais.

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Manifesto em defesa da democracia e da soberania popular

Em defesa da soberania do voto popular
1- Diante da onda de denuncismo que tumultuou o processo eleitoral a menos de duas semanas deste pleito decisivo para os destinos do país, os movimentos sociais não se omitem e vêem a público para manifestar sua opinião sobre os graves acontecimentos em curso. Acima de tudo, defendemos o legítimo e soberano direito do povo brasileiro de decidir nas urnas o futuro desta nação e de suas vidas; repudiamos todas as tentativas golpistas de cassar o voto dos brasileiros e de deslegitimar o processo eleitoral; condenamos a descarada manipulação da mídia hegemônica, que desrespeita a inteligência da sociedade ao tratar de forma desigual as denúncias; e exigimos a apuração de todas as irregularidades e dossiês e a condenação dos supostos culpados.
2- Nos últimos dias, duas graves denúncias vieram à tona. A primeira envolve alguns figurões do PSDB na chamada “máfia das sanguessugas”, desmascarando de vez o cínico discurso dos falsos moralistas. O próprio chefe da máfia afirmou à revista IstoÉ que no governo FHC “o negócio [da venda superfaturada de ambulâncias] era mais fácil e o dinheiro saia mais rapidamente”. O grupo criminoso ainda tentou negociar um dossiê com farta documentação – vídeos, fotos e recibos. A segunda denúncia envolve filiados petistas na desastrada tentativa de compra deste dossiê, o que resultou na rápida operação da Polícia Federal de prisão dos envolvidos e na pronta resposta do governo de afastamento dos culpados. Diante desta seqüência de ilícitos, os movimentos sociais exigem:
a) rigorosa investigação do “dossiê das sanguessugas” e abertura de processo criminal contra os envolvidos;
b) punição dos culpados pela frustrada tentativa de compra deste dossiê, com a apuração da origem do dinheiro e de todos responsáveis por este insana operação.
3- Estes episódios lamentáveis, decorrentes da ação criminosa da máfia das ambulâncias, deram novo fôlego à direita golpista. Desesperada com a iminente e fragorosa derrota nas urnas, como atestam todas as pesquisas, ela agora tenta “melar” o processo eleitoral na sua reta final. Os seus objetivos são nítidos e só os inocentes não enxergam. Apoiada pela mídia venal, a direita procura desesperadamente viabilizar o segundo turno da eleição. Ao mesmo tempo, ela já trabalha com o intento de desestabilizar o futuro governo. Utilizando a tática do golpista Carlos Lacerda, agora ressuscitado por FHC, pretende evitar a reeleição do presidente Lula com base neste jogo sujo; caso não consiga, fala em impedir sua diplomação; e, caso este golpe também não vingue, reúne os elementos para deslegitimar o resultado da eleição e para pedir o impeachment do presidente. Os movimentos sociais, calejados com as sucessivas conspirações da direita no passado, não são ingênuos e percebem a digitais de velhos e novos golpistas, como ACM, Bornhausen, FHC e Alckmin. Acima de tudo, rejeitam qualquer atitude que vise cassar os votos de milhões de brasileiros num verdadeiro atentado contra a legalidade democrática e a soberania popular.
4- Por último, a atual crise política confirma as reiteradas e duras críticas dos movimentos sociais brasileiros à repugnante manipulação da mídia. Neste episódio, mais uma vez ela toma partido de forma descarada. Nada fala sobre o “dossiê das sanguessugas”, que incrimina com vídeos e fotos alguns tucanos de alta plumagem; não aciona suas estruturas para apurar as denúncias; e desvia a atenção sobre o crime principal numa ação “jornalística” abertamente diversionista. Por outro lado, concentra toda sua cobertura, com manchetes espalhafatosas e enfoques parciais, contra o presidente Lula. A experiência recente demonstra que não é possível se iludir mais com o papel da mídia hegemônica. Ela já deu provas de que representa o novo partido das elites neoliberais, manipulando corações e mentes. É urgente dar uma basta à “ditadura midiática”, promovendo a democratização dos meios de comunicação e incentivando veículos alternativos. Do contrário, todo e qualquer governo ficará refém das manipulações e chantagens da mídia hegemônica.
5- Os movimentos sociais brasileiros fazem um alerta à sociedade, a todos os setores populares e democráticos do Brasil. Está em curso uma nova ofensiva golpista da direita. Não vamos tolerar que se casse o direito de voto do povo brasileiro, em especial da maioria trabalhadora e excluída. Vamos às ruas, em passeatas e atos públicos, para barrar qualquer tentativa golpista. Exigimos a apuração imediata de todas as denúncias, seja a da “máfia das ambulâncias”, que envolve alguns caciques do PSDB e ex-ministros de FHC, e dos envolvidos na atrapalhada e estúpida operação da compra de dossiês. O voto de milhões de brasileiros em 1º de outubro deve ser respeitado como mais um instrumento para impedir qualquer retrocesso neoliberal e para impulsionar as urgentes e necessárias mudanças estruturais no Brasil – em defesa da soberania nacional, do desenvolvimento interno, da valorização do trabalho e da ampliação da democracia.
CMS – Coordenação dos Movimentos Sociais.

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