fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 21:55 Sem categoria

Médicos lançam movimento nacional por melhores condições de trabalho no SUS

Brasília – Médicos de todo o país lançaram hoje (21) o Dia Nacional do Protesto, um movimento para reivindicar melhores condições de trabalho e de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS).

Os profissionais da saúde reclamam da precariedade na infra-estrutura dos hospitais do SUS e dos baixos salários. O lema da manifestação é “Respeito aos médicos. Respeito aos pacientes”.

Segundo o conselheiro do Conselho Federal de Medicina (CFM) e coordenador da Comissão Nacional Pró-SUS, Geraldo Guedes, a falta de condições adequadas de trabalho prejudica a qualidade dos atendimentos hospitalares e aumenta o tempo de espera dos pacientes.

“Passamos por situações de risco, na qual os pacientes são submetidos a condições desumanas. Às vezes, eles têm que deitar em macas nos corredores e até mesmo no chão em busca de atendimento”.

Guedes informou que os médicos farão paralisações-relâmpago de até duas horas e promoverão debates, dentre outras ações, como forma de reivindicação pela qualidade da saúde.

Ele afirma que o objetivo não é prejudicar os pacientes, que já sofrem nas filas de espera.

“Os médicos não aceitam mais compactuar com essa situação. Muitas vezes somos responsabilizados pelo mau atendimento, mas vamos explicar aos pacientes a razão de eles padecerem nas filas”.

Segundo Guedes, as manifestações começam hoje e se estendem por três meses. A cada semana, acrescentou, será distribuído à imprensa e aos pacientes um roteiro das instituições onde ocorrerão as paralisações.

“Cansamos de ser passivos e esperar que um dia as autoridades resolvam o problema. Decidimos, por desencanto e por acreditar no SUS, nos tornar peças ativas nesse processo. Mas, se após os três meses não obtivermos resultado, vamos tomar atitudes mais drásticas”.

Sobre o fato de o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, ter criticado ontem (20) a ameça de greve de médicos do SUS, Guedes disse que o ministro parece não ter conhecimento sobre a situação dos hospitais brasileiros.

“Parece que ele não está no Brasil. Se nós perguntarmos a qualquer cidadão que utiliza a saúde pública, ele vai contar histórias e mais histórias da via crucis que é depender do SUS”.

Os médicos reivindicam reajuste de 100% do montante destinado aos honorários do SUS, aumento do piso salarial para R$ 6.963,52 por 20 horas de trabalho, carreira de Estado, além do aumento das verbas destinadas à saúde e reformas nos hospitais.

O Ministério da Saúde informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não vai se posicionar sobre o assunto.

Por Paloma Santos – Da Agência Brasil.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

Close