fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 10:05 Notícias

MERCADO APOSTA EM JURO MENOR

Correio Braziliense – Marcelo Tokarski
No primeiro relatório de mercado divulgado pelo Banco Central após a retomada da redução na taxa básica de juros (Selic), que na última quarta-feira caiu de 16,5% para 16,25%, cerca de cem instituições financeiras consultadas pela instituição apostam que os juros voltarão a cair pelo menos mais 0,25 ponto percentual em abril.
Já para o final de 2004, as previsões para a Selic passaram de 13,83% para 14% ao ano, reduzindo o espaço para a queda dos juros até o final do ano de 2,66 para 2,5 pontos percentuais.
Com isso, o mercado revisou mais uma vez para baixo a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
Na semana passada, estava em 3,56%, passando agora a 3,54%. Há quatro semanas, era de 3,70%. Outra previsão pessimista é com relação à inflação.
Segundo o relatório (pesquisa Focus), a previsão do IPCA para 2004 passou de 5,95% para 6%, mesmo patamar registrado há quatro semanas.
Mas o relatório mostra perspectivas defasadas. A opinião é de analistas consultados pelo Correio. Todos concordam com a redução de pelo menos mais 0,25 ponto percentual na taxa de juros em abril —a maioria chega a cravar 0,50 —, mas são unânimes em afirmar que, por enquanto, não há motivos para se reduzir a expectativa de crescimento do PIB.
Pelo contrário. Alguns dizem que as projeções poderiam até ser revistas para cima.
O economista-chefe do Bradesco, Octávio de Barros, diz continuar apostando em um crescimento de 3,8%. Para ele, a recuperação está acontecendo, mas só dará sinais mais claros a partir do 2º trimestre. ‘‘Se fosse revisar minha projeção, seria para cima’’, garante. ‘‘Já os juros devem ser reduzidos de 0,25 a 0,50 pontos percentuais.’’
‘‘Apostamos em crescimento de 3,8% do PIB e não é o momento de rever essa expectativa. Para não crescer pelo menos 3,5% este ano, a economia teria que degringolar muito, e isso não está aparecendo no radar’’, analisa André Loes, do banco Santander.
‘‘Aquela negatividade que se tinha no começo do ano começa a desaparecer agora’’, reforça Marcelo Salomon, do Unibanco.
Alexandre Lins, do BNP Paribas, diz estar ‘‘muito confortável’’ com sua previsão de 3,5%. ‘‘A indústria e o comércio estão se recuperando e as exportações continuarão muito fortes. O cenário de crescimento está garantido’’, aposta.
Carlos Kawal, economista-chefe do Citibank, fala em 3,5% de crescimento. Para ele, quem está revisando projeções para baixo fazia apostas muito altas, de pelo menos 4%.
‘‘ O otimismo dos 4% mudou em função da política monetária cautelosa. Mas nada que justifique chegar perto de 3%. Isso não vai acontecer’’, garante.
No final do ano passado, a consultoria Global Invest apostava que o PIB cresceria 4,1% em 2004. Hoje, projeta 3,4%, mas já admite rever para cima a projeção. ‘‘Com a retomada da queda dos juros, você realinha expectativas’’, avalia o economista Alexsandro Agostini.
A opinião é semelhante à de Renato da Fonseca, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que aposta em 3,5%. ‘‘Temos muito espaço para crescer.’’
A pesquisa divulgada ontem é a primeira do ano a apostar que o Brasil deverá terminar 2004 com saldo positivo (US$ 330 milhões) nas contas externas. Na semana passada, a perspectiva era de saldo zero. No relatório divulgado há um mês, apostava-se em um desempenho negativo de R$ 2 bilhões.
Contas externas positivas significam menor vulnerabilidade externa. O mercado prevê um superávit comercial de R$ 23,15 bilhões, ante R$ 23 bilhões na semana passada e R$ 20,9 bilhões há quatro semanas.

Por 10:05 Sem categoria

MERCADO APOSTA EM JURO MENOR

Correio Braziliense – Marcelo Tokarski

No primeiro relatório de mercado divulgado pelo Banco Central após a retomada da redução na taxa básica de juros (Selic), que na última quarta-feira caiu de 16,5% para 16,25%, cerca de cem instituições financeiras consultadas pela instituição apostam que os juros voltarão a cair pelo menos mais 0,25 ponto percentual em abril.

Já para o final de 2004, as previsões para a Selic passaram de 13,83% para 14% ao ano, reduzindo o espaço para a queda dos juros até o final do ano de 2,66 para 2,5 pontos percentuais.

Com isso, o mercado revisou mais uma vez para baixo a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Na semana passada, estava em 3,56%, passando agora a 3,54%. Há quatro semanas, era de 3,70%. Outra previsão pessimista é com relação à inflação.

Segundo o relatório (pesquisa Focus), a previsão do IPCA para 2004 passou de 5,95% para 6%, mesmo patamar registrado há quatro semanas.

Mas o relatório mostra perspectivas defasadas. A opinião é de analistas consultados pelo Correio. Todos concordam com a redução de pelo menos mais 0,25 ponto percentual na taxa de juros em abril —a maioria chega a cravar 0,50 —, mas são unânimes em afirmar que, por enquanto, não há motivos para se reduzir a expectativa de crescimento do PIB.

Pelo contrário. Alguns dizem que as projeções poderiam até ser revistas para cima.

O economista-chefe do Bradesco, Octávio de Barros, diz continuar apostando em um crescimento de 3,8%. Para ele, a recuperação está acontecendo, mas só dará sinais mais claros a partir do 2º trimestre. ‘‘Se fosse revisar minha projeção, seria para cima’’, garante. ‘‘Já os juros devem ser reduzidos de 0,25 a 0,50 pontos percentuais.’’

‘‘Apostamos em crescimento de 3,8% do PIB e não é o momento de rever essa expectativa. Para não crescer pelo menos 3,5% este ano, a economia teria que degringolar muito, e isso não está aparecendo no radar’’, analisa André Loes, do banco Santander.

‘‘Aquela negatividade que se tinha no começo do ano começa a desaparecer agora’’, reforça Marcelo Salomon, do Unibanco.

Alexandre Lins, do BNP Paribas, diz estar ‘‘muito confortável’’ com sua previsão de 3,5%. ‘‘A indústria e o comércio estão se recuperando e as exportações continuarão muito fortes. O cenário de crescimento está garantido’’, aposta.

Carlos Kawal, economista-chefe do Citibank, fala em 3,5% de crescimento. Para ele, quem está revisando projeções para baixo fazia apostas muito altas, de pelo menos 4%.

‘‘ O otimismo dos 4% mudou em função da política monetária cautelosa. Mas nada que justifique chegar perto de 3%. Isso não vai acontecer’’, garante.

No final do ano passado, a consultoria Global Invest apostava que o PIB cresceria 4,1% em 2004. Hoje, projeta 3,4%, mas já admite rever para cima a projeção. ‘‘Com a retomada da queda dos juros, você realinha expectativas’’, avalia o economista Alexsandro Agostini.

A opinião é semelhante à de Renato da Fonseca, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que aposta em 3,5%. ‘‘Temos muito espaço para crescer.’’

A pesquisa divulgada ontem é a primeira do ano a apostar que o Brasil deverá terminar 2004 com saldo positivo (US$ 330 milhões) nas contas externas. Na semana passada, a perspectiva era de saldo zero. No relatório divulgado há um mês, apostava-se em um desempenho negativo de R$ 2 bilhões.

Contas externas positivas significam menor vulnerabilidade externa. O mercado prevê um superávit comercial de R$ 23,15 bilhões, ante R$ 23 bilhões na semana passada e R$ 20,9 bilhões há quatro semanas.

Close