Gazeta do Povo
Juro real vai a 10,55% se a Selic for mantida nos atuais 16,5% ao ano
São Paulo (das agências) – A reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom) começou ontem e termina hoje sem que o mercado financeiro tenha perspectiva de queda na taxa básica de juro, a Selic.
A aposta é que a taxa continuará em 16,5% ao ano. Caso a expectativa se confirme, a taxa real de juro da economia (descontada a inflação) vai passar de 10,28% em fevereiro para 10,55%. O cálculo é da consultoria Global Invest, com base numa inflação projetada para 12 meses de 5,38%.
Para a economista Sílvia Domiti, analista da Global Invest, o Copom deve continuar a se fixar no comportamento da inflação, tendo como prioridade o cumprimento da meta do ano, de 5,5%.
Na ata da última reunião, o Banco Central indica a necessidade de cautela com a movimentação dos preços, principalmente por causa da retomada da economia.
A taxa de juro atual é considerada alta, mas está dez pontos porcentuais abaixo dos 26,5% ao ano que vigoravam em março do ano passado.
Entre junho e dezembro de 2003 o BC optou por sucessivas quedas do juro. Em janeiro, interrompeu o movimento.
Segundo pesquisa realizada pelo Banco Central (BC) junto à cerca de cem instituições financeiras, na semana passada, o mercado reduziu a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2004 de 6% para 5,95% e prevê um corte na taxa Selic em abril, mas estima que os juros básicos devem permanecer em 16,5% em março.
A mediana das expectativas é de que, em abril, a Selic será reduzida para 16%, e chegará a 13,84% em dezembro.
De acordo com a pesquisa, a média das expectativas para a inflação oficial em 2005 permaneceu em 5%. O relatório de mercado do BC indica ainda que a inflação nos próximos 12 meses deve ficar em 5,38%, contra estimativa anterior de 5,64%, de acordo com as instituições.
O IGP-M, índice que inclui também preços no atacado, deve encerrar este mês com inflação de 0,64%, acima da previsão de 0,4% feita na semana anterior. A estimativa para o IPG-M de abril subiu de 0,38% para 0,45%.
A taxa de câmbio, na opinião das instituições ouvidas pelo BC na semana passada, deve ficar em R$ 2,90 no fim de março e em R$ 2,92 no fim do mês que vem. No fim deste ano, segundo o mercado, o dólar estará valendo R$ 3,05, e no fim de 2005 chegará a R$ 3,25.
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Por Mhais• 17 de março de 2004• 10:14• Sem categoria
MESMO COM JURO IGUAL, TAXA REAL SUBIRÁ
Gazeta do Povo
Juro real vai a 10,55% se a Selic for mantida nos atuais 16,5% ao ano
São Paulo (das agências) – A reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom) começou ontem e termina hoje sem que o mercado financeiro tenha perspectiva de queda na taxa básica de juro, a Selic.
A aposta é que a taxa continuará em 16,5% ao ano. Caso a expectativa se confirme, a taxa real de juro da economia (descontada a inflação) vai passar de 10,28% em fevereiro para 10,55%. O cálculo é da consultoria Global Invest, com base numa inflação projetada para 12 meses de 5,38%.
Para a economista Sílvia Domiti, analista da Global Invest, o Copom deve continuar a se fixar no comportamento da inflação, tendo como prioridade o cumprimento da meta do ano, de 5,5%.
Na ata da última reunião, o Banco Central indica a necessidade de cautela com a movimentação dos preços, principalmente por causa da retomada da economia.
A taxa de juro atual é considerada alta, mas está dez pontos porcentuais abaixo dos 26,5% ao ano que vigoravam em março do ano passado.
Entre junho e dezembro de 2003 o BC optou por sucessivas quedas do juro. Em janeiro, interrompeu o movimento.
Segundo pesquisa realizada pelo Banco Central (BC) junto à cerca de cem instituições financeiras, na semana passada, o mercado reduziu a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2004 de 6% para 5,95% e prevê um corte na taxa Selic em abril, mas estima que os juros básicos devem permanecer em 16,5% em março.
A mediana das expectativas é de que, em abril, a Selic será reduzida para 16%, e chegará a 13,84% em dezembro.
De acordo com a pesquisa, a média das expectativas para a inflação oficial em 2005 permaneceu em 5%. O relatório de mercado do BC indica ainda que a inflação nos próximos 12 meses deve ficar em 5,38%, contra estimativa anterior de 5,64%, de acordo com as instituições.
O IGP-M, índice que inclui também preços no atacado, deve encerrar este mês com inflação de 0,64%, acima da previsão de 0,4% feita na semana anterior. A estimativa para o IPG-M de abril subiu de 0,38% para 0,45%.
A taxa de câmbio, na opinião das instituições ouvidas pelo BC na semana passada, deve ficar em R$ 2,90 no fim de março e em R$ 2,92 no fim do mês que vem. No fim deste ano, segundo o mercado, o dólar estará valendo R$ 3,05, e no fim de 2005 chegará a R$ 3,25.
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