Dilma realiza encontro com movimentos sociais em SP
Cerca de 120 lideranças dos movimentos sociais do Estado de São Paulo estiveram presente no encontro com a ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, no sábado, 08 de agosto.
A ministra, que participou da Caravana do PT no Estado, chegou acompanhada pelo presidente do PT, Ricardo Berzoini, do presidente do PT-SP, Edinho Silva e da ex-prefeita e ministra Marta Suplicy.
Na reunião a ministra ressaltou os avanços realizados no governo Lula e o seu significado para o próximo período, especialmente na inclusão social. Dilma ressaltou que diferentemente do governo anterior, que tentou privatizar a Petrobrás, o governo atual garantiu grandes conquistas como a descoberta do pré-sal, e ressaltou que todo o recurso obtido por meio dele deverá ser revertido num grande projeto de desenvolvimento nacional que garanta mais igualdade de oportunidades. “O nosso objetivo é que os 190 milhões de brasileiros tenham de fato uma vida decente e se incorporem ao desenvolvimento que o país deve ter”.
No encontro, a ministra recebeu a saudação da ex-ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, representando todos os setoriais do PT, Sônia Coelho da Marcha Mundial de Mulheres e Adi dos Santos, presidente da CUT-SP.
Depois da atividade com as lideranças, a ministra seguiu para a quadra dos Bancários, onde milhares de pessoas participaram do encerramento da Caravana.
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Dilma: “queremos construir um país soberano e generoso”
A ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, reuniu no sábado passado mais de 5 mil pessoas na quadra dos Bancários de São Paulo e outras tantas que ficaram do lado de fora assistindo os discursos de parlamentares, ministros, prefeitos e lideranças sociais através de telões colocados na Rua Tabatinguera, no centro. O evento foi uma confraternização que marcou o encerramento das caravanas da Capital, plenárias do PT realizadas em 19 microrregiões paulistanas.
Antes, por volta das 15 horas, a ministra reuniu-se com 120 lideranças de movimentos sociais na sede nacional do PT, na Rua Silveira Martins, além de líderes políticos. Por volta das 17 horas, ela caminhou da sede do PT até à quadra dos Bancários, onde foi recebida com euforia pela multidão.
“O governo do presidente Lula está construindo um novo Brasil. Estamos construindo um país onde o povo brasileiro possa usar as riquezas que tem em seu próprio benefício. Nós daremos continuidade a tudo isso porque temos um projeto correto para o Brasil, um projeto de emancipação de nosso povo”, afirmou Dilma em seu discurso. “Um projeto que fará desse país uma das maiores economias do mundo. Queremos construir um país generoso, que não se curve diante de nenhuma ameaça. Um país que não seja mais o país da exclusão social como foi até algum tempo atrás”, declarou. Dilma falou da importância do PT e da sua militância para efetivar as mudanças e do significado do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para o desenvolvimento do país.
O presidente do PT-SP, Edinho Silva, afirmou que as caravanas “mostraram a força daqueles que todos os dias, sem tréguas, construíram esse partido”. “O que nos unifica é o governo do presidente Lula e sabermos que temos uma disputa pelo projeto representado por você, Dilma, em 2010”.
O presidente nacional do PT, deputado federal Ricardo Berzoini (SP), afirmou que “o Brasil precisa de mais PT no governo com a companheira Dilma”. “Seguimos sem medo de setores que criam falsas crises e transformam a política uma grande confusão”, declarou, referindo-se aos problemas no Senado. “O PSDB e o DEM nunca tiveram compromisso com a ética. Tudo que querem é tentar colar a crise no Senado ao presidente Lula, mas não conseguirão”, frisou.
O líder da bancada na Câmara, deputado Cândido Vacarezza, assinalou que “quem sabe onde quer chegar, procura certo o caminho e o caminho certo é eleger Dilma”. Ele criticou a bagunça criada pela oposição no Senado. “Não podemos perder o foco. O que querem não é ética, ou tirar o Sarney, mas impedir o governo Lula e Dilma de governar”, disse.
A ex-prefeita Marta Suplicy disse que “temos a chance de continuar essa ousadia ao eleger a primeira mulher presidente do Brasil. Uma mulher com uma história e uma contribuição a esse governo, que conquista a confiança de todos nós”. O presidente reeleito da CUT, Arthur Henrique, apontou: “Não queremos a volta à esse país daqueles que diziam que o mercado ia resolver todos os problemas e desregulamentaram tudo”.
Estiveram presentes também, entre outros, os ministros Fernando Haddad (Educação) e Luiz Barreto (Turismo).
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Dilma se encontra com lideranças de movimentos populares
Pelo menos 120 lideranças de movimentos sociais do estado de São Paulo estiveram presentes no encontro realizado com a Ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff no último sábado (08) na sede do PT Nacional. A atividade antecedeu ao evento de encerramento das Caravanas.
Dilma chegou ao local acompanhada pelo presidente do PT, Ricardo Berzoini, do presidente do PT-SP, Edinho Silva e da ex-prefeita e ministra Marta Suplicy. Uma multidão de militantes aguardava a chegada da ministra com faixas e bandeiras. De acordo com o Secretário de Movimentos Populares e Setoriais do PT-SP, Márcio Cruz, estiveram representados no Encontro os movimentos sociais agrários, urbanos e sindicais. “É muito importante essa oportunidade de diálogo”, disse a ministra ressaltando a toda a trajetória das lutas sindicais e de movimentos na construção do PT.
Falaram em nome dos movimentos a ex-ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, representando todos os setoriais do PT, Sônia Coelho da Marcha Mundial de Mulheres e Adi dos Santos, presidente da CUT-SP. Em suas intervenções, todos destacaram a atuação dos movimentos populares, a relação com o governo federal, as políticas públicas implantadas durante o governo Lula e as perspectivas para o próximo período.
A ex-ministra Matilde Ribeiro ressaltou a importância de colocar a Reforma Agrária, uma das grandes bandeiras do partido, como eixo da discussão. Além disso, falou sobre a necessidade de aprimoramento e aprofundamento das políticas já implantadas no atual governo federal com a continuidade do projeto petista. “Há muito tempo esperamos ter uma mulher na presidência e agora é a hora”, enfatizou.
Já Adi dos Santos denominou como “salto de qualidade” o relacionamento dos movimentos sindicais com o governo Lula e disse que há muita afinidade dos movimentos aos projetos do Governo do PT. “Até 2002 não éramos recebido no Planalto. Os sindicatos não eram reconhecidos, eram discriminados”. Segundo ele, no último congresso da CUT esteve na pauta o modelo de desenvolvimento econômico com distribuição de renda e que esse modelo está em sintonia com o que vem sendo executado pelo governo Lula. “Vamos dar continuidade a esse projeto por tanto tempo que for preciso para fazermos as mudanças nesse país”.
Sônia Coelho falou sobre o papel da mulher na política e ressaltou as qualidades da Ministra Dilma. “Não votamos pelo fato de ser mulher. Mas, sim pelo fato de ser comprometida com o projeto de combate às desigualdades sociais. Tenho convicção de que será uma mudança profunda e teremos muitos avanços nas lutas sociais. Para nós, o modelo de desenvolvimento ter que ser aquele que gere qualidade de vida, sustentabilidade e igualdade para mulheres e homens, brancos e negros”.
Após ouvir os movimentos, Dilma fez um balanço sobre as ações do governo federal nos últimos anos, destacando programas que levaram mais qualidade de vida e dignidade à população como o Luz para Todos e o Prouni. “O governo conseguiu modificar a vida do trabalhador. Milhares de homens e mulheres tiveram acesso pela primeira vez à luz elétrica e o direito elementar básico de estudar. Temos muito que nos orgulhar, mas temos um desafio imenso pela frente que é aprofundar e expandir essas transformações e conseguir honrar toda a história do PT e os movimentos populares”, disse. Dilma também ressaltou que há necessidade de um combate sistemático à violência que atinge alguns segmentos sociais como mulheres.
A ministra falou sobre a revolução econômica realizada no governo Lula e o que isso deve significar no próximo período, especialmente na inclusão social. Salientou ainda os investimentos na descoberta do pré-sal e como todo recurso obtido por meio dele deve ser revertido num grande projeto de desenvolvimento nacional que garanta mais igualdade de oportunidades. “O nosso objetivo é que os 190 milhões de brasileiros tenham de fato uma vida decente e se incorporem ao desenvolvimento que o país deve ter”.
Ao sair do Encontro com os movimentos, Dilma seguiu a pé, envolta de uma grande multidão, em direção à quadra dos Bancários, onde mais de 5 mil militantes aguardavam sua chegada para o encerramento das Caravanas.
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PT-SP leva mais de cinco mil militantes à Caravana com Dilma
Encerramento das 19 plenárias ocorridas em todo o Estado torna-se grande confraternização no centro de São Paulo
Mais de cinco mil pessoas lotaram a Quadra dos Bancários e promoveram uma grande confraternização petista nas imediações da Praça da Sé, na capital Paulista. Dezenas de ônibus das 19 Macrorregiões do Estado trouxeram a militância para ouvir a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e grandes lideranças do partido. Faltou lugar para tantas bandeiras e faixas das cidades do interior mostrando de onde vinham. Três telões foram montados na Rua Tabatinguera para exibir os discursos às milhares de pessoas que ficaram fora da Quadra.
Por volta das 17 horas, a ministra Dilma caminhou da sede nacional do PT, na Rua Silveira Martins, até a Quadra, quando foi ovacionada pela multidão que lotava as ruas por onde passou. Antes disso, a ministra havia falado, por volta das 15 horas, com 120 lideranças de movimentos sociais que a encontraram na sede do PT Nacional. Os movimentos foram representados pelo presidente da CUT-SP, Adi dos Santos, por Sônia Coelho, da Marcha Mundial das Mulheres, e pela ex-ministra Matilde Ribeiro, que representou todos os Setoriais do Partido.
Pouco antes de falar na plenária da Caravana da Capital, Dilma foi homenageada por um coletivo de mulheres da periferia de São Paulo com uma camiseta. Também foi convidada a abonar a ficha de filiação do presidente do Corintians, Andrés Sanchez, que compareceu para prestigiar o evento do PT-SP.
Por volta das 18h15, após ouvir diversas lideranças petistas assumirem o compromisso de elegê-la presidente do Brasil, em 2010, a ministra exaltou a militância e a história do PT, considerado por ela o partido de maior apelo popular.
“Um partido que, sendo governo, não perdeu esse sentido militante, como comprova a força dessas caravanas”, afirmou. “As caravanas preparam o partido para a grande disputa que se avizinha”, afirmou Dilma.
Após destacar os principais avanços do governo Lula, Dilma assumiu o compromisso com a transformação do país que o atual governo promove, e que “não vai parar”. “Temos que ter orgulho do resultado transformador do governo Lula.”
Para ela, a combinação de desenvolvimento com distribuição de renda, e a estabilidade social com respeito internacional, fazem com que o brasileiro acredite muito mais em seu país. “Temos orgulho do que temos feito até aqui, pois construímos um país capaz de enfrentar crises e sair muito mais rápido do que entrou”, justificou.
“Somos um país que não aceitou privatizar nenhuma de nossas grandes empresas”, disse a ministra. Isso, segundo ela, foi importante para que o país tenha soberania sobre os investimentos que os recursos do pré-sal, petróleo que fica numa camada profunda do mar, proporcionarão.
Dilma ressaltou que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) não é apenas uma lista de obras. “As obras de saneamento em todo o país representam saúde, pois acabam com o esgoto a céu aberto em áreas mais carentes e representam oferta de água tratada adequadamente”, explicou Dilma.
“Construímos um país que diante da crise não recuou, nem se abateu”, disse a ministra sobre as condições criadas pelo governo para que o Brasil estivesse estruturado para resistir à crise, devido à reservas, forte mercado de consumo, crédito e investimentos intensivos. “Temos um presidente que foi à televisão e defendeu o consumo, em meio à crise internacional, como forma de não se abater”, disse ela.
Após apontar todas as transformações ocorridas no país nos últimos anos, Dilma afirmou que “cada militante petista tem um pedaço dessa história”. “Esse processo foi o Partido dos Trabalhadores que construiu e temos orgulho disso.”
Ela afirmou que a história do PT se confundo com a história do país, desde a época da ditadura militar. “Com a construção do PT, a gente metabolizou a ditadura, pois engulimos, deglutimos e expelimos a ditadura. Essa história tem no presidente Lula um símbolo fantástico. Ele encarna um momento riquíssimo do nosso país. Nós, por participarmos, não percebemos a envergadura disso”, analisou.
“É, justamente, a história desse partido que faz sabermos que vamos continuar com essa luta e com esses avanços do governo”, disse Dilma. A ministra afirmou que, desde a luta pelo direito à terra, até o direito pela expressão livre da sexualidade, todas essas lutas estão na bandeira do PT. “Nós daremos continuidade porque sabemos que temos o projeto correto para nos tornarmos uma das mais importantes economias do mundo”, concluiu.
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