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Por 22:07 Sem categoria

Ministra do Turismo cobra aprovação de lei contra homofobia

São Paulo – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, cobrou hoje (25), durante sua participação na Parada Gay, em São Paulo, a aprovação de lei que considere a homofobia um crime.

“Nós ainda temos casos homofóbicos no país sem punição. Nós não temos ainda uma lei que considera homofobia um crime. E isso é muito importante. Está no Congresso e precisa ser aprovado”, disse a ministra, que estava no trio elétrico do Ministério do Turismo. O tema da Parada Gay deste ano é Homofobia mata! Por um Estado Laico de Fato.

“A violência ainda existe, mas temos que combater”, disse a travesti carioca Sandrinha, cujo nome de batismo é Cristiano Marinho, e que participa do evento pela primeira vez.

Na entrevista coletiva concedida antes do início da Parada Gay, a senadora Fátima Cleide (PT-RO) lembrou que está relatando um projeto de lei, o PLC 122, que criminaliza a homofobia. O projeto, segundo ela, teve origem na Câmara dos Deputados em 2003 e foi aprovado pela Casa em 2006. Desde 2007, a proposta aguarda votação no Senado. “Infelizmente enfrentamos resistência de setores religiosos”, disse a senadora.

“Acho que tudo está mudando e que as pessoas estão aceitando melhor. A aceitação sexual está melhor. E acho que a parada só vem ajudar”, disse o enfermeiro Leandro Fernando, há quatro anos participante da Parada Gay.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil.

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Organizadores estimam 5 milhões de pessoas na Parada Gay deste ano

São Paulo – Cerca de 5 milhões de pessoas, segundo os organizadores, participam na tarde de hoje (25), em São Paulo, da 12ª Parada Gay, considerada a maior manifestação do gênero no mundo.

Além da quantidade de pessoas e do caráter político, já que a parada deste ano teve como lema a luta contra a homofobia, a manifestação na Avenida Paulista também chamou a atenção por atrair casais heterossexuais e pessoas em busca de paquera, música, diversão e até de um dinheiro extra no domingo.

Este foi o caso do camelô Odair José, que aproveitou o evento para tentar vender colares e bijuterias com as cores típicas do movimento gay. “Estou vendendo bem”, disse ele, que começou a trabalhar hoje assim que a parada teve início, ao meio-dia. “Acho a Parada Gay uma beleza”, declarou.

Quem também tentou vender alguma coisa hoje foi Wanderlei da Silva. “Estou trabalhando e tentando vender alguns óculos de sol”, disse ele. Mas para Silva, o trabalho na parada deste ano não está valendo a pena. “Esse povo está devagar para gastar hoje”, reclamou. “No ano passado foi melhor. Acredito que este ano eles vieram meio desprevenidos”, disse ele, gesticulando com as mãos na tentativa de indicar que os manifestantes estariam sem dinheiro.

Quem aproveitou a festa para namorar foi o casal César Alves, administrador, e Leandro Fernando, enfermeiro. “A gente acha que é uma festa bem legal e aqui todo mundo se mistura. Todo mundo aqui se respeita”, afirmou Alves.

Já a publicitária paulistana Rita Maria de Souza trouxe o marido e o filho para acompanhar, pela primeira vez, a Parada Gay. “É um evento onde devemos mostrar que não temos preconceitos. Temos que aceitar que hoje é uma situação cotidiana”, afirmou.

Com sua filha portadora de deficiência física, a cabeleireira Luciana da Cunha Barros esteve na parada para “passear um pouco”. “Por enquanto está ótimo. Se continuar assim tranqüilo, sem violência, vai ser ideal.”

E como em todos os anos, a parada de São Paulo também atraiu pessoas fantasiadas. Vestida de “tigresa”, a travesti Sandrinha, cujo nome de batismo é Cristiano Marinho, saiu do Rio de Janeiro para acompanhar a manifestação pela primeira vez. “A parada é tudo. Representa e respeita a gente.”

Este ano, a Polícia Militar informou que não irá fazer um balanço sobre o número de participantes do evento. Até às 16h30, a PM ainda não havia registrado ocorrências graves.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil.

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Trio elétrico vazio homenageia vítimas da aids e da homofobia na Parada Gay

São Paulo – A Homofobia Mata – por um Estado Laico de Fato é o tema da 12ª Parada Gay de São Paulo, que começou ao meio-dia de hoje (25), com a expectativa de reunir mais de 3,5 milhões de pessoas na Avenida Paulista. Há três anos, o evento é considerado a maior manifestação gay do mundo.

Na entrevista coletiva que precedeu a manifestação, o coordenador-geral da Parada Gay, Manoel Zanini, disse que foram investidos cerca de R$ 1 milhão. Ele anunciou duas inovações para esta edição: uma música tema e um trio elétrico vazio, no fechamento da parada, para homenagear as vítimas de aids e homofobia.

“(A parada GLBT) não é para ser olhada com curiosidade antropológica ou folclórica. Não é para ser assistida como passatempo de final de semana. É para ser marcada com os pés e deixar nos escritos o livre direito de amar o outro”, disse um dos organizadores.

De acordo com o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, a Parada GLBT é um dos quatro maiores eventos da capital, além da Virada Cultural, da F1 e o do Carnaval. “Esperamos que ao longo dia tenhamos tudo na mais absoluta normalidade e que tenhamos uma grande festa. São Paulo é uma cidade que nunca abraçou a discriminação”, afirmou.

Números apresentados pela Secretaria Municipal de Turismo (SPTuris) mostram que mais de 49% do público presente à parada é formado por homossexuais e 37% por heterossexuais. Quase 58% desse público é representado por homens.

A SPTuris também calcula que a Parada Gay deste ano atraia cerca de 327 mil turistas, 5% deles estrangeiros. O número seria 20% maior do que o registrado no ano passado. Estes turistas, que passam em média quatro dias visitando a capital paulista, devem movimentar perto de R$ 189 milhões, além de gerar 13,5 mil empregos diretos e indiretos.

Para garantir a segurança dos manifestantes, a Polícia Militar mobilizou mil policiais para acompanhar a parada e mais 400 para o policiamento da região. Segundo o coronel Álvaro Camilo, os policiais receberam treinamento para lidar com incidentes envolvendo mais especificamente o tipo de público que freqüenta a parada.

“A Polícia Militar é extremamente legalista e está aqui para garantir essa diversidade. Treinamos muitos policiais militares no tratamento a todo cidadão porque a garantia dos direitos humanos é a palavra-chave com que a polícia trabalha”, afirmou Camilo.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil.

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