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Monitoramento das bacias garante água de melhor qualidade no Paraná

Experiências da Sanepar no monitoramento de alguns mananciais no Paraná têm garantido uma água de melhor qualidade para as populações de Arapongas, Ponta Grossa e Região Metropolitana de Curitiba. É que, nessas regiões, a empresa tem feito pesquisas para desenvolver metodologias de preservação não só do curso de água onde faz a captação para o abastecimento público mas também de toda a sua bacia hidrográfica.

Segundo Maria Arlete Rosa, diretora de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, esse novo modelo permite atacar sistematicamente diferentes fontes que colocam em risco os atuais mananciais usados pela Sanepar, bem como aqueles que irão garantir o abastecimento no futuro.

Isso acontece, explica ela, porque as ações são aplicadas em uma área geográfica de muitos quilômetros quadrados, que abrange o curso de água e seus afluentes. “Mesmo que não haja um risco direto para um manancial, ele pode sofrer danos causados em qualquer ponto da sua bacia hidrográfica. E o monitoramento dessa bacia é que permite identificar as fontes de problemas e implementar ações de correção e proteção”, explica.

Essa nova visão preservacionista foi apresentada durante o “Workshop sobre Monitoramento de Qualidade da Água em Bacias Urbanas”, organizado pela Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH) – Regional Paraná.

O evento, realizado no Instituto de Engenharia do Paraná, em Curitiba, terminou nesta quinta-feira (22) e contou com a presença da professora-doutora, Mônica Porto, da Universidade de São Paulo (USP), que fez a palestra sobre monitoramento da qualidade da água em bacias urbanas. Também, no Workshop foi empossada a nova diretoria da ABRH – Regional Paraná.

A diretora da Sanepar relatou os programas de monitoramento realizado nas bacias hidrográficas do Estado, que são mananciais de abastecimento público, como a dos Apertados, em Arapongas; Alagados, em Ponta Grossa e Iraí, na Grande Curitiba.

“Participamos ativamente no Grupo Gestor Alagados, por exemplo, e obtivemos conquistas importantes na diminuição dos impactos ambientais causados principalmente pelas atividades pecuárias, agrícolas e de extração mineral na região”.

Ainda de acordo com a Maria Arlete, nos últimos anos não foram mais observadas florações intensas de algas, graças ao trabalho contínuo de despoluição e recuperação do manancial, combinado com atividades de educação ambiental em Ponta Grossa, Carambeí e Castro.

Entre as ações desenvolvidas no Alagados, os esforços foram concentrados em conter os impactos ambientais causados pela contaminação do solo e do lençol freático pelo aterro sanitário do município de Carambeí, hoje desativado; pelos dejetos da criação de suínos, agora adequadas com a implantação de lagoas impermeáveis para o tratamento dos efluentes; e pela erosão provocada pela agricultura e extração de saibro e cascalho, reduzidas com ações de recuperação da mata ciliar com o plantio de árvores nativas às margens do reservatório.

Do Apertados, Maria Arlete, ressaltou a importância da participação direta dos proprietários rurais da região. “Os produtores se comprometeram a fazer diagnóstico de suas áreas, com dados sobre uso e manejo do solo e da água, sobre mata ciliar e uso de agrotóxicos, a partir do modelo elaborado pela Câmara Técnica do Grupo Gestor, com orientação dos técnicos que já prestam assistência em suas propriedades”, estacou. Esse diagnóstico deve ser entregue até o final desse mês.

ÁGUA E ESGOTO – Além do relato das experiências de monitoramento no evento, a Sanepar também apresentou dois trabalhos de pesquisa nas áreas de esgoto e água. Um é sobre os estudos de eutrofização em reservatórios, defendido pelo gerente da Assessoria em Pesquisa e Desenvolvimento da empresa, Charles Carneiro. O outro sobre monitoramento de estações de tratamento de efluentes, feito pelo coordenador industrial em esgoto da Sanepar, Eduardo Pegorini.

A eutrofização é comum em águas armazenadas em barragens e é responsável pelo aparecimento de algas. Esse fenômeno é cada vez mais freqüente. O aumento da concentração de nutrientes na água, causado tanto por atividades rurais como urbanas, desencadeia o crescimento desordenado de algas.

“É um problema crescente dos centros urbanos, devido à intensa ocupação populacional ao redor das áreas de mananciais, e do qual não há como escapar”, informou Carneiro. Segundo o gerente, a Região Metropolitana de Curitiba, apresenta limitações na disponibilidade e o uso de barragens para equacionar a oferta exigirá soluções para combater eutrofização.

Já Eduardo Pegorini discorreu sobre o processo de monitoramento do esgoto nas 86 estações de tratamento e elevatórias da Grande Curitiba, em 14 municípios, com volume total de 8.400.000 metros cúbicos por mês.

“A meta da Companhia é avaliar seus processos de tratamento, dar subsídios para ações e decisões operacionais e, claro, monitorar os processos para atendimento de requisitos legais, como as resoluções do Conama, da Sema, as portarias do IAP e decreto da Suderhsa”.

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Plano de Recursos Hídricos do Paraná chama atenção de técnicos italianos

A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos recebeu nesta sexta-feira (23) a visita do ministro do Meio Ambiente da região italiana de Toscana, Marco Betti, e o diretor de gestão territorial, Paolo Matina, para conhecer os programas de conservação ambiental desenvolvidos pelo Governo do Paraná. A visita teve o objetivo de promover a troca de experiências entre o Estado e a Itália nas ações realizadas para garantir a sustentabilidade e o equilíbrio ambiental.

Durante a visita, os técnicos paranaenses mostraram os resultados alcançados nos últimos anos com o Programa Estadual Mata Ciliar, Paraná Biodiversidade, Mudanças Climáticas e o Plano Estadual de Recursos Hídricos.

Para o secretário Rasca Rodrigues, a visita da comitiva italiana é a oportunidade que o Estado tem de apresentar para o mundo a importante política ambiental desenvolvida no Paraná.

“Além disso, a troca de experiências é muito válida. Temos que garantir os nossos recursos hídricos para o desenvolvimento de todos os setores da economia e preservá-los para as futuras gerações”, afirmou.

Um dos programas que mais chamaram a atenção dos representantes italianos foi o Plano de Recursos Hídricos do Estado, implantado recentemente e que prevê a conservação das águas com uma visão estratégica de uso, levando em consideração cenários para os próximos 15 anos.

“Gostamos de conhecer e saber como é feito o plano de recursos hídricos aqui no Estado e também apresentamos nossas idéias e mostramos como isso é feito na região de Toscana”, disse o ministro.

O Plano de Recursos Hídricos é um dos instrumentos estabelecidos pelas Leis federal n° 9.433/97 e Estadual n° 12.726/99, pelas quais é firmado um pacto entre o Poder Público, os usuários dos recursos hídricos (indústrias, irrigação, setor de abastecimento de água, geração de energia) e a sociedade civil (Ongs, sindicatos, universidades, associações comunitárias) para orientar a gestão de águas no Brasil.

O Plano deve ser elaborado em três níveis: Nacional, Estadual e Planos de Bacias Hidrográficas. O documento nacional foi concluído em janeiro de 2006 e garante um planejamento do uso racional da água até 2020. As próximas etapas são as estaduais.

O último nível, Planos de Bacias Hidrográficas, identifica os pontos negativos e positivos de cada bacia. As bacias do Rio Jordão, Alto-Iguaçu e Tibagi já concluíram seus diagnósticos.

Outros temas discutidos foram educação ambiental nas escolas, uso de aquecedores solares confeccionados com materiais recicláveis como garrafas pet e caixas de leite e como é encarada a legislação ambiental de cada país.

Foi feita uma análise do impacto da gestão feita pelos estados e países com relação ao desmatamento e bioenergia, os palestrantes comentaram da importância de diminuir o impacto da lei de integração e economizar ações entre os países obtendo assim um melhor funcionamento econômico.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.aenoticias.pr.gov.br.

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