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Movimento sindical e BB discutem questões internacionais

(São Paulo) O Banco do Brasil se reuniu na semana passada com representantes dos sindicatos de bancários do Cone Sul para debater a situação dos funcionários na região. Esta é a primeira reunião internacional entre o movimento sindical, representado pela UNI, e a direção do BB. “Foi um marco importante no processo de globalização da luta e da busca de acordos globais. O BB é uma empresa internacional e o movimento sindical está buscando formas de diálogo com as direções dessas empresas. No Brasil, o BB é o primeiro banco a abrir diálogo”, explicou Vagner Freitas, presidente da CNB/CUT e da UNI América Finanças.

Neste primeiro encontro, representantes dos bancários e do BB discutiram três pontos básicos: Acordo Marco e a situação do Paraguai e do Uruguai. O presidente do Banco do Brasil, Rossano Maranhão, considerou importante esta reunião e acredita na construção de uma relação de longo prazo. “Vamos trabalhar para expandir a relação com o movimento sindical e a intenção do BB é continuar seu crescimento no exterior. E o primeiro compromisso do banco com os trabalhadores é com a geração de empregos e renda”, comentou.

Rossano disse, entretanto, que não irá estender os avanços das condições de trabalho que se tem no Brasil aos demais países (Plano de cargos e salários), pois existem muitas diferenças.

O secretário de Relações Internacionais da CNB/CUT, Ricardo Jacques, disse que houve grandes avanços neste primeiro encontro. Sobre o Acordo Marco, explicou que a intenção do movimento sindical é garantir que o BB respeite os direitos fundamentais previstos nas convenções da OIT e nas diretrizes da OCDE, independente do país em que o BB esteja instalado.

“O BB entendeu nossa reivindicação e o objetivo é assinar o Acordo Marco entre a direção do Banco do Brasil e a UNI Américas Finanças em abril, durante o Congresso da ORIT. Para isso, foi formada uma comissão de trabalho para escrever o texto do Acordo Marco, considerado a proposta apresentada pela UNI e a Carta de Princípios de Responsabilidade Sócio-ambiental do BB e o código de ética do Banco do Brasil”, explicou Ricardo Jacques.

Paraguai e Uruguai – Sobre o Paraguai, os bancários reivindicaram a expansão comercial do BB no país, com abertura de novas agências e empregos. Solicitaram também a retomada das negociações com o BB, já que o contrato de trabalho se encerrou no ultimo dia 31 de dezembro.

O BB, no entanto, alegou que não tem interesse de ser um banco de varejo no Paraguai e que suas operações caíram significativamente no país por conta do câmbio. “O resultado positivo para o Paraguai é que a Área Internacional do banco irá acompanhar o processo de negociação e acordo entre a gerência do BB no país e o Sindicato. Há compromisso de buscar avanços neste processo”, disse Ricardo.

Para José Tomás Rodriguez, secretário-geral da Fetraban (a federação paraguaia) a reunião foi muito importante por ter sido a primeira. “Por termos recebido e manifestado as melhores intenções e concretizado uma agenda que nos ajudará a avançar na execução dos objetivos. Somos cientes que há muito trabalho a ser feito, mas confiamos que as condições estão propicias para consegui-las”.

Sobre o Uruguai, o ponto principal das discussões foi o fechamento da agência de Montevideo. Embora o Contrato Coletivo desse a garantia de emprego, com o fechamento os trabalhadores foram demitidos. O BB afirmou que vai reabrir a agência, mas em tamanho menor, pois o Uruguai é um país importante na relação política com o Brasil, por conta do Mercosul.

“Para a AEBU o fato de ter podido reivindicar a reabertura da agência em Montevideo e contar com o apoio da UNI e da CNB/CUT foi muito importante. E lograr o compromisso por parte do Banco em que a mesma será concretizada, nos abre a oportunidade de uma negociação”, disse Elbio Monegal, da federação uruguaia.

Além de Vagner Freitas, Ricardo Jacques e os representantes dos sindicatos do Paraguai e Uruguai, participaram da reunião os sindicalistas Márcio Monzane (Brasil), Osmar Marrecos (Paraguai), Jaci Afonso (Brasil) e o coordenador da Comissão de Empresa do Banco do Brasil, Marcel Barros.

Fonte: Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT

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Movimento sindical e BB discutem questões internacionais

(São Paulo) O Banco do Brasil se reuniu na semana passada com representantes dos sindicatos de bancários do Cone Sul para debater a situação dos funcionários na região. Esta é a primeira reunião internacional entre o movimento sindical, representado pela UNI, e a direção do BB. “Foi um marco importante no processo de globalização da luta e da busca de acordos globais. O BB é uma empresa internacional e o movimento sindical está buscando formas de diálogo com as direções dessas empresas. No Brasil, o BB é o primeiro banco a abrir diálogo”, explicou Vagner Freitas, presidente da CNB/CUT e da UNI América Finanças.
Neste primeiro encontro, representantes dos bancários e do BB discutiram três pontos básicos: Acordo Marco e a situação do Paraguai e do Uruguai. O presidente do Banco do Brasil, Rossano Maranhão, considerou importante esta reunião e acredita na construção de uma relação de longo prazo. “Vamos trabalhar para expandir a relação com o movimento sindical e a intenção do BB é continuar seu crescimento no exterior. E o primeiro compromisso do banco com os trabalhadores é com a geração de empregos e renda”, comentou.
Rossano disse, entretanto, que não irá estender os avanços das condições de trabalho que se tem no Brasil aos demais países (Plano de cargos e salários), pois existem muitas diferenças.
O secretário de Relações Internacionais da CNB/CUT, Ricardo Jacques, disse que houve grandes avanços neste primeiro encontro. Sobre o Acordo Marco, explicou que a intenção do movimento sindical é garantir que o BB respeite os direitos fundamentais previstos nas convenções da OIT e nas diretrizes da OCDE, independente do país em que o BB esteja instalado.
“O BB entendeu nossa reivindicação e o objetivo é assinar o Acordo Marco entre a direção do Banco do Brasil e a UNI Américas Finanças em abril, durante o Congresso da ORIT. Para isso, foi formada uma comissão de trabalho para escrever o texto do Acordo Marco, considerado a proposta apresentada pela UNI e a Carta de Princípios de Responsabilidade Sócio-ambiental do BB e o código de ética do Banco do Brasil”, explicou Ricardo Jacques.
Paraguai e Uruguai – Sobre o Paraguai, os bancários reivindicaram a expansão comercial do BB no país, com abertura de novas agências e empregos. Solicitaram também a retomada das negociações com o BB, já que o contrato de trabalho se encerrou no ultimo dia 31 de dezembro.
O BB, no entanto, alegou que não tem interesse de ser um banco de varejo no Paraguai e que suas operações caíram significativamente no país por conta do câmbio. “O resultado positivo para o Paraguai é que a Área Internacional do banco irá acompanhar o processo de negociação e acordo entre a gerência do BB no país e o Sindicato. Há compromisso de buscar avanços neste processo”, disse Ricardo.
Para José Tomás Rodriguez, secretário-geral da Fetraban (a federação paraguaia) a reunião foi muito importante por ter sido a primeira. “Por termos recebido e manifestado as melhores intenções e concretizado uma agenda que nos ajudará a avançar na execução dos objetivos. Somos cientes que há muito trabalho a ser feito, mas confiamos que as condições estão propicias para consegui-las”.
Sobre o Uruguai, o ponto principal das discussões foi o fechamento da agência de Montevideo. Embora o Contrato Coletivo desse a garantia de emprego, com o fechamento os trabalhadores foram demitidos. O BB afirmou que vai reabrir a agência, mas em tamanho menor, pois o Uruguai é um país importante na relação política com o Brasil, por conta do Mercosul.
“Para a AEBU o fato de ter podido reivindicar a reabertura da agência em Montevideo e contar com o apoio da UNI e da CNB/CUT foi muito importante. E lograr o compromisso por parte do Banco em que a mesma será concretizada, nos abre a oportunidade de uma negociação”, disse Elbio Monegal, da federação uruguaia.
Além de Vagner Freitas, Ricardo Jacques e os representantes dos sindicatos do Paraguai e Uruguai, participaram da reunião os sindicalistas Márcio Monzane (Brasil), Osmar Marrecos (Paraguai), Jaci Afonso (Brasil) e o coordenador da Comissão de Empresa do Banco do Brasil, Marcel Barros.
Fonte: Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT

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