Dia 8 de março é data para lembrar a história de luta das mulheres e homenageá-las pela força e persistência na busca pela igualdade. O momento serve, inclusive, para provocar uma reflexão acerca das conquistas femininas e a posição social que ocupam hoje em dia.
Bancárias pioneiras
A assinatura de acordo coletivo válido por todo país, em 1992, e a Participação nos Lucros e Resultados, em 1995, não foram as únicas vitórias as quais a categoria bancária foi pioneira. Uma mesa temática, criada para discutir igualdade de oportunidades e acabar com a discriminação de mulheres e negros nos bancos, também está na lista de pioneirismo dos bancários.
Mas, mesmo com esse avanço, o salário da mulher bancária ainda é inferior ao dos homens, embora o grau de escolaridade entre o sexo feminino seja maior. De acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), preparada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o sexo masculino recebe, em média, R$ 3.188,52 de salário, enquanto as mulheres ganham R$ 2.708,28, aproximadamente. Os cargos de diretoria também acompanham essa desigualdade: 88% são ocupados por homens e apenas 12% por bancárias. “Se as bancárias não se conscientizarem que essa diferença existe e se não se organizarem para tentar mudar esse quadro, ele não vai se alterar de forma natural. É necessário um questionamento e uma ação forte para que isso ocorra“, observa Rita Serrano, diretora do Sindicato. “Por isso, é de grande importância a organização das mulheres junto aos sindicatos para resolver essas diferenças”.
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