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Mulheres lançam campanha de 16 dias de ativismo pelo fim da violência

Brasília – A bancada feminina da Câmara e diversas entidades que lutam pelo fim da violência contra as mulheres lançaram hoje (18) a campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Neste ano, a campanha busca combater a chamada violência sútil, aquela que ocorre no dia a dia e que é considerada normal, como o “menosprezo moral” e/ou “acusação ou insulto moral”, assim como “exigências que limitem a liberdade de escolha de roupas ou maquiagens e humilhação pela aparência física”.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), coordenadora da bancada feminina, informou que o foco da campanha na violência sútil contra as mulheres visa a alertar e punir os atos de violência que são considerados normais e até corriqueiros. Essas campanhas são promovidas desde 1991 em 159 países e tem como objetivo alertar a população sobre os atos de violência contra as mulheres e buscar a punição daqueles que praticam tais atos.

A deputada anunciou que a bancada feminina já convidou a farmacêutica Maria da Penha, que deu o nome a lei de combate à violência contra a mulher (Lei Maria da Penha), para um debate no mês de dezembro na Câmara com a bancada feminina.

Representante da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Kátia Guimarães disse que a violência contra as mulheres ainda é muito grande e que só neste ano a Central de Atendimento à Mulher (telefone número 180) registrou cerca de 116 mil ligações. “Isso significa que ainda temos estatísticas elevadas de mulheres que se encontram na situação de violência”.

De acordo com ela, a tentativa de dar visibilidade à campanha de 16 dias visa a mostrar que há no governo federal canais de serviços para atender essas mulheres.

Por Iolando Lourenço – Repórter da Agência Brasil. Edição: João Carlos Rodrigues.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

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Campanha reforça a luta pelo fim da violência contra as mulheres

Representantes do governo e da sociedade civil, com o apoio das bancadas feminina da Câmara e do Senado lançaram nesta quarta-feira a Campanha 16 Dias de Ativismo para a Não Violência contra a Mulher. Neste período haverá mobilização nacional e debates sobre o direito das mulheres terem uma vida sem violência. O tema deste ano é focado na violência sutil que as mulheres enfrentam.

“São atos de violência moral, psicológica e de controle econômico, entre outros, que acabam sendo considerados normais por serem rotineiros na vida das mulheres”, afirmou a deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP), uma das organizadores do evento, no salão Nobre da Câmara.

Janete Pietá explicou que o lançamento da campanha se transformou, propositalmente, em ato religioso cultural para marcar a tripla discriminação das mulheres negras e de religiões de origem africana. “Somos discriminadas por sermos mulher, por sermos negra e pela nossa crença religiosa”, afirmou. O evento, além de marcar o início da campanha nacional pelo fim da violência contra as mulheres, lembrou também o Dia da Consciência Negra – comemorado em 20 de novembro. Por iniciativa da deputada, o ato contou com a presença de lideranças da Federação Brasiliense e Entorno de Umbanda e Candomblé.

A deputada Cida Diogo (PT-RJ) destacou a importância da campanha, que acontece em 130 países do mundo, para o avanço e consolidação de ações pelo fim da violência contra as mulheres. “Tivemos muitos avanços, como a criação da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres ou a aprovação da Lei Maria da Penha. No entanto, ainda existe um caminho muito longo para colocarmos um fim nestas agressões, muitas vezes silenciosas contra as mulheres”, afirmou.

Cida Diogo ressaltou que nestes 16 dia de campanha – até o dia 10 de dezembro – acontecerão muitas datas importantes e ligadas ao direitos das mulheres. Além do Dia da Consciência Negra, no dia 25 de novembro é o Dia Internacional da Não Violência Contra as Mulheres; 1º de dezembro é o Dia Mundial de Combate à Aids; e 10 de dezembro Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Também apoiam a campanha e participaram do ato as deputadas Angela Portela (PT-RO) e Emília Fernandes (PT-RS).

Números da violência no mundo

– A violência afeta ao menos uma a cada três mulheres no mundo, segundo dados da Unifem.

– Quase a metade das mulheres assassinada no mundo é morta pelo marido ou pelo namorado.

– No Brasil, uma mulher é espancada em cada 15 segundos, ou seja 2,1 milhões por ano, segundo pesquisa da Fundação Perseu Abramo.

– Em 2008, 371 mulheres espancadas, esfaqueadas ou violentadas foram atendidas em Brasília.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.ptnacamara.org.br.

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