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MULHERES SÃO MAIS AFETADAS POR DESEMPREGO NA AMÉRICA LATINA

da France Presse

O desemprego na América Latina afeta mais as mulheres do que os homens, segundo relatório da OIT (Organização Internacional do Trabalho) divulgado por ocasião do Dia Internacional da Mulher.

A OIT –cuja sede latino-americana fica em Lima (Peru)– estimou em 19 milhões de trabalhadores urbanos de ambos os sexos o número de desempregados na América Latina.

Na maioria dos países onde o desemprego registrou aumento, as mulheres foram as mais prejudicadas, enquanto que, onde houve queda, essa diminuição foi menor no caso das mulheres do que dos homens.

“Apesar de uma lenta recuperação das economias da região e de um moderado aumento do emprego, o quadro do desemprego feminino tende a se agravar na América Latina”, alertou a OIT, ao lembrar seu relatório de 2003.

Na Argentina, por exemplo, observou-se o nível mais significativo de diminuição das taxas de desemprego em 2003 (-5,9%, em relação a 2002) de toda a região, onde a queda foi maior para os homens (-6,1%) do que para as mulheres (-4,7%).

Já no Brasil e no Peru, as taxas de desemprego masculinas permaneceram constantes, enquanto as femininas caíram 0,8% e 0,4%, respectivamente.

No Chile, a taxa de desemprego entre os homens caiu 0,8% entre janeiro e setembro de 2003, enquanto a das mulheres se manteve estável. No México, o desemprego feminino foi superior (com avanço de 0,6%) ao dos homens e, na Venezuela, onde o desemprego disparou, aumentou 2,6% entre o sexo masculino e 3,9% entre as mulheres.

Barreiras

Segundo Agustín Muñoz, diretor da OIT para a América Latina e o Caribe, “persistem barreiras para o acesso das mulheres ao emprego que devem ser superadas para derrotar a pobreza e acabar com a diferença ainda existente entre homens e mulheres no mundo do trabalho”.

O relatório regional acrescentou que também persiste uma maior informalidade do trabalho feminino e destacou que, enquanto a proporção de homens empregados na economia informal urbana aumentou nos anos 90 de 39,5% para 44%, a das mulheres passou de 47,5% para 50%.

A OIT ressaltou que a qualidade dos empregos femininos no setor informal é inferior à dos masculinos, referindo-se, por exemplo, ao trabalho familiar não remunerado e o serviço doméstico.

De cada dez empregos, tanto masculinos quanto femininos gerados na América Latina desde 1990, sete foram informais, disse o informe.

O desamparo é outra conseqüência das desigualdades trabalhistas. A OIT estima que 80% das mulheres economicamente ativas no continente não têm qualquer tipo de proteção das instituições de seguridade social.

A exclusão da mulher dos mecanismos e sistemas de proteção social é uma dura realidade. Os dados da OIT alertam que perto de 38% das assalariadas não contribuem para a previdência social, atingindo 72% no setor informal.

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MULHERES SÃO MAIS AFETADAS POR DESEMPREGO NA AMÉRICA LATINA

da France Presse
O desemprego na América Latina afeta mais as mulheres do que os homens, segundo relatório da OIT (Organização Internacional do Trabalho) divulgado por ocasião do Dia Internacional da Mulher.
A OIT –cuja sede latino-americana fica em Lima (Peru)– estimou em 19 milhões de trabalhadores urbanos de ambos os sexos o número de desempregados na América Latina.
Na maioria dos países onde o desemprego registrou aumento, as mulheres foram as mais prejudicadas, enquanto que, onde houve queda, essa diminuição foi menor no caso das mulheres do que dos homens.
“Apesar de uma lenta recuperação das economias da região e de um moderado aumento do emprego, o quadro do desemprego feminino tende a se agravar na América Latina”, alertou a OIT, ao lembrar seu relatório de 2003.
Na Argentina, por exemplo, observou-se o nível mais significativo de diminuição das taxas de desemprego em 2003 (-5,9%, em relação a 2002) de toda a região, onde a queda foi maior para os homens (-6,1%) do que para as mulheres (-4,7%).
Já no Brasil e no Peru, as taxas de desemprego masculinas permaneceram constantes, enquanto as femininas caíram 0,8% e 0,4%, respectivamente.
No Chile, a taxa de desemprego entre os homens caiu 0,8% entre janeiro e setembro de 2003, enquanto a das mulheres se manteve estável. No México, o desemprego feminino foi superior (com avanço de 0,6%) ao dos homens e, na Venezuela, onde o desemprego disparou, aumentou 2,6% entre o sexo masculino e 3,9% entre as mulheres.
Barreiras
Segundo Agustín Muñoz, diretor da OIT para a América Latina e o Caribe, “persistem barreiras para o acesso das mulheres ao emprego que devem ser superadas para derrotar a pobreza e acabar com a diferença ainda existente entre homens e mulheres no mundo do trabalho”.
O relatório regional acrescentou que também persiste uma maior informalidade do trabalho feminino e destacou que, enquanto a proporção de homens empregados na economia informal urbana aumentou nos anos 90 de 39,5% para 44%, a das mulheres passou de 47,5% para 50%.
A OIT ressaltou que a qualidade dos empregos femininos no setor informal é inferior à dos masculinos, referindo-se, por exemplo, ao trabalho familiar não remunerado e o serviço doméstico.
De cada dez empregos, tanto masculinos quanto femininos gerados na América Latina desde 1990, sete foram informais, disse o informe.
O desamparo é outra conseqüência das desigualdades trabalhistas. A OIT estima que 80% das mulheres economicamente ativas no continente não têm qualquer tipo de proteção das instituições de seguridade social.
A exclusão da mulher dos mecanismos e sistemas de proteção social é uma dura realidade. Os dados da OIT alertam que perto de 38% das assalariadas não contribuem para a previdência social, atingindo 72% no setor informal.

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