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Mulheres vão apresentar alternativas ao atual modelo econômico e energético

Mulheres debatem soberania alimentar e energética

Adital – Mulheres de diversas organizações e movimentos sociais estarão reunidas, de 28 a 31 de agosto, em Belo Horizonte (MG), para discutir soberania alimentar e energética. O Encontro Mulheres em Luta por Soberania Alimentar e Energética, organizado pela Marcha Mundial das Mulheres e pela Via Campesina, terá a presença de cerca de 500 mulheres.

“Tentaremos mostrar por meio desse evento quais são as reais demandas das mulheres em relação à soberania alimentar e energética, além de apresentar experiências alternativas que estão sendo construídas pelas mulheres”, afirma Renata Moreno, representante da Marcha Mundial das Mulheres. Tema recorrente na agenda política dos movimentos de mulheres, o debate sobre a soberania alimentar e energética é visto como estratégico no processo de integração dos países da América Latina.

Três painéis centrais com a presença de diferentes entidades vão abordar as seguintes temáticas: “A luta das mulheres contra o capitalismo patriarcal”, “Soberania Alimentar e Energética: Energia para que e para quem?”, “Integração, Soberania Alimentar, Energética e Economia Feminista”. Ao final do encontro, será elaborada uma Carta Política, com a contribuição desses debates, constituída a partir da visão das mulheres como protagonistas na resistência à imposição dos modelos que privilegiam o mercado em detrimento da soberania popular.

Além dos painéis, haverá mesas temáticas sobre hidronegócio, controle da biodiversidade, monocultivos, agroenergia, agroecologia e sementes crioulas, consumo e Economia Solidária, convivência com o semi-árido, produção de energia descentralizada, entre outros. “A questão energética mostra-se fundamental na construção de alternativas ao modelo econômico que não condiz com a realidade das mulheres, como o cultivo de agrocombustíveis, que beneficia apenas o agronegócio”, acrescenta Renata.

Entre as entidades que já confirmaram a presença, estão: Rede de Economia e Feminismo (REF), Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA), Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), Rede Brasileira de Justiça Ambiental (RBJA), Terra de Direitos, Núcleo Amigos da Terra, Movimento Atingidos por Barragem (MAB) e Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE).

Mais informações pelo site: www.sof.org.br/encontro

As matérias sobre Segurança Alimentar são produzidas com o apoio do Banco do Nordeste do Brasil.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.adital.org.br.

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