Representantes do funcionalismo público, bancários, químicos, metalúrgicos, rodoviários, metroviários, petroleiros, eletricitários, jornalistas, costureiras, portuários, professores, servidores municipais e siderúrgicos participaram na manhã desta quinta-feira (19), na sede da CUT nacional, em São Paulo, da plenária de balanço e preparação para nova paralisação contra a emenda 3, marcada para segunda-feira (23).
Os trabalhadores fizeram avaliação das atividades realizadas no dia 10 de abril, data da primeira mobilização que tomou as ruas do país de norte a sul, em protesto contra a Emenda 3. Segundo o diretor executivo da CUT/SP, Adi dos Santos Lima, no dia 10, 120 mil paulistas foram mobilizados, envolvendo trabalhadores de várias categorias. “Foi uma demonstração de que a classe trabalhadora está unida na luta de seus direitos e que não aceita a retirada de nenhum deles”, declara.
Adi ressaltou que com adesão dos metroviários e da linha tronco de ônibus de São Paulo, a manifestação marcada para segunda- feira (23), ganhou proporções ainda maiores. “Desta vez a grande mídia não terá como ignorar nossa indignação contra o assalto aos nossos direitos que estão tentando promover. Esperamos que nossa mobilização ecoe em Brasília para que o veto presidencial não seja derrubado. Caso isso ocorra partiremos para a greve geral no país”.
Em balanço sobre a mobilização a vice-presidente da CUT/SP, Gilda Almeida, ressaltou o papel fundamental da informação. “Ficou claro a intenção da grande imprensa de manipular assuntos importantes como a retirada de direitos trabalhistas. As pessoas não tinham clareza sobre o que está em jogo, por isso, nossa distribuição de materiais explicativos foi tão bem recebido pela sociedade. Nossa mobilização tem um único objetivo: impedir a retira de direitos”.
Marcha pela Educação – A IV Marcha em Defesa pela Educação que acontece em Brasília, no dia 25 de abril, também foi ponto de pauta. O presidente da Apeoesp, Carlos Ramiro de Castro (Carlão), foi enfático ao falar da questão. “Será uma semana de reivindicações importantes para o conjunto da classe trabalhadora. Temos dois temas extremamente relevantes: a manutenção de direitos e a luta pelo ensino público de qualidade. “Vivemos em uma conjuntura política onde os fatos não podem ser desassociados. “A marcha levanta questões importantes como o piso salarial da categoria, que pela primeira vez, será negociado nacionalmente. Além da aprovação da PEC 054/99, que estabelece a garantia de diretos sociais aos trabalhadores com contrato temporário”, enfatizou.
Por Ana Paula Carrion.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.