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Por 10:47 Recentes, Saúde do Trabalhador

Novas tecnologias no trabalho mantem bancários em ambiente de risco para LER/Dort

Ao longo de décadas, a categoria bancária esteve entre as que mais estiveram em risco para síndromes e condições osteomusculares que culminam em afastamentos do trabalho por esforços repetitivos.

Chegamos em 2026 e as LER/Dort ainda são uma realidade, mas por que isso acontece se a contagem de moedas ou cheques, por exemplo, se tornaram obsoletas no trabalho bancário?

“A atividade bancária envolve rotina intensa de trabalho o que gera movimentos repetitivos. Muitos bancos, mesmo após modernização tecnológica, ainda estão se adequando em atender com mobiliários e equipamentos e o estresse laboral se dá devido a busca pelo alcance de metas que agravam o risco de adoecimento”, avalia o médico do trabalho Luiz Antonio Minguetti Loureiro.

Para a dirigente sindical Ana Fideli, Secretária de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região, as novas tecnologias também podem ser prejudiciais. “Aparelhos como smartphones, e ferramentas de comunicação, como o uso do whatsapp, não alteraram somente como o trabalho bancário é feito, mas também quando e onde: faz com que bancários e bancárias trabalhem em qualquer horário e em qualquer lugar, respondendo demandas mesmo fora da jornada”, explica.

LER/Dort

A Lesão por Esforço Repetitivo (LER) e o Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho (DORT) são síndromes formadas por um grupo de doenças, como a tendinite, tenossinovite, bursite, epicondilite, síndrome do túnel do carpo, dedo em gatilho, síndrome do desfiladeiro torácico, entre outras. Essas doenças afetam os músculos, nervos e tendões dos membros superiores (e inferiores), sobrecarregando o sistema musculoesquelético. Provocam dor e inflamação, podendo alterar as funções da região comprometida, sendo que a maior parte dos casos ocorre em mulheres.

Incidência na categoria bancária

Alguns aspectos da profissão, como a digitação constante em computadores e sistemas internos; atendimento ao público em guichês e caixas que não estejam ajustados ergonomicamente; pressão psicológica que aumenta a tensão muscular são fatores de aumento de risco.

Prevenção

Para além da ergonomia apropriada, das pausas necessárias e da pré-disposição dos bancários e bancárias em cuidarem do seu bem-estar com atividades físicas e alimentação adequada, as doenças por esforços repetitivos e lesões osteomusculares têm como principal fator de prevenção a melhora das condições de trabalho por parte do empregador: com metas realistas, regras bem definidas, maior autonomia, flexibilização de horário, sem sobrecarga que acarreta em estresse, esgotamento, depressão.

Sindicato defende:

> O aumento da quantidade de trabalhadores por equipe pode diminuir fatores de risco;

> Atender as disposições da NR1 e da NR4, que definem as responsabilidades do empregador na promoção de saúde e segurança no trabalho;

> Atender à NR 7, sobre o PCMSO, que estabelece direitos como exames médicos ocupacionais, monitoramento de saúde, indicativos biológicos de exposição, registro de documentação e emissão de CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho);

> Implementação da NR 17, que estabelece as regras de ergonomia e condições ambientais dos locais de trabalho.

“É papel da instituição financeira garantir o ambiente de trabalho saudável, seguro e produtivo, promovendo o bem-estar e a qualidade de vida dos trabalhadores”, destaca Ana Fideli.

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Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região

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