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O Estado do Paraná: Bancários em greve por tempo indeterminado

95% dos participantes da assembléia votaram a favor da greve por tempo indeterminado.

Depois de quase dois meses de negociações frustradas e de diversas mobilizações, bancários de Curitiba e região decidiram radicalizar o movimento: eles vão parar a partir de hoje, por tempo indeterminado. A deflagração de greve geral foi aprovada ontem, por 95% dos presentes, durante assembléia da categoria na Sociedade Thalia, centro de Curitiba. Cerca de 800 trabalhadores, segundo o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, participaram da assembléia.

A decisão em Curitiba atende o indicativo do Comando Nacional dos Bancários, que era rejeitar a proposta apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e iniciar greve geral por tempo indeterminado. Hoje eles se reúnem às 17h, na Praça Carlos Gomes, e amanhã haverá nova assembléia, ainda sem horário definido.

“Vamos partir para a greve e ela tem que ser forte, com todos os sindicatos envolvidos. Os bancários precisam mostrar sua força para mudar essa proposta da Fenaban que não traz aumento real e corrige a PLR em valores muito inferiores ao seu aumento de lucratividade”, afirmou Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT (Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, ligada à Central Única dos Trabalhadores).

No interior do estado também houve assembléia na maioria das cidades. No noroeste, bancários vinculados ao Sindicato dos Bancários de Umuarama, Assis Chateaubriand e Região aprovaram, ainda na terça-feira, greve por tempo indeterminado a partir de hoje. “A proposta foi prontamente rejeitada. Além de ser bem inferior às nossas reivindicações, os lucros divulgados pelos bancos permitem um reajuste bem melhor”, afirmou o presidente do sindicato, Paulino Alves de Almeida.

A greve também atinge outros estados. Ontem já haviam paralisado as atividades os bancários de Pernambuco, Maranhão, Rio Grande do Norte, Sergipe, Alagoas, Piauí e Paraíba. Além disso, algumas cidades e regiões metropolitanas também estavam paradas, como Rio de Janeiro, Brasília, Florianópolis, Porto Alegre, Salvador e Belo Horizonte.

Sem acordo

Na reunião da última terça-feira – a sétima rodada de negociações entre banqueiros e representantes dos bancários -, a Fenaban elevou o índice de reajuste salarial de 2% para 2,85%, mas não ofereceu aumento real. O índice, que também corrige as demais verbas salariais, ficou bem abaixo do reivindicado pelos bancários, que é reposição da inflação acumulada nos últimos 12 meses (2,85%) mais aumento real de 7,05%.

A Participação nos Lucros e Resultados (PLR) também teve proposta nova. A Fenaban passou para 80% do salário, mais R$ 823 na parte fixa, além de um adicional de R$ 750 para os funcionários dos bancos que tiverem crescimento de pelo menos 20% em seu lucro líquido. A proposta anterior previa o pagamento de 80% do salário, mais R$ 816, acrescidos de R$ 500, para os bancários de instituições que tiverem crescimento de pelo menos 25% do lucro líquido. Já os bancários reivindicam 5% do lucro líquido linear para todos, mais um salário bruto acrescido de R$ 1.500, além da elevação do piso da categoria de R$ 839,93 para R$ 1.500, auxílio-creche/babá no valor de R$ 350 (o valor atual é R$ 165,34), entre outros benefícios.

Uma das greves mais longas da categoria foi em 2004, quando a paralisação durou 28 dias. No ano passado, após seis dias de paralisação em outubro, os bancários receberam reajuste de 6% (1% de aumento real), mais R$ 1.700 de abono e PLR mínima de 80% do salário, mais R$ 800. Em todo o Brasil há cerca de 400 mil bancários.

Fonte: Paraná Online

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O Estado do Paraná: Bancários em greve por tempo indeterminado

95% dos participantes da assembléia votaram a favor da greve por tempo indeterminado.
Depois de quase dois meses de negociações frustradas e de diversas mobilizações, bancários de Curitiba e região decidiram radicalizar o movimento: eles vão parar a partir de hoje, por tempo indeterminado. A deflagração de greve geral foi aprovada ontem, por 95% dos presentes, durante assembléia da categoria na Sociedade Thalia, centro de Curitiba. Cerca de 800 trabalhadores, segundo o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, participaram da assembléia.
A decisão em Curitiba atende o indicativo do Comando Nacional dos Bancários, que era rejeitar a proposta apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e iniciar greve geral por tempo indeterminado. Hoje eles se reúnem às 17h, na Praça Carlos Gomes, e amanhã haverá nova assembléia, ainda sem horário definido.
“Vamos partir para a greve e ela tem que ser forte, com todos os sindicatos envolvidos. Os bancários precisam mostrar sua força para mudar essa proposta da Fenaban que não traz aumento real e corrige a PLR em valores muito inferiores ao seu aumento de lucratividade”, afirmou Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT (Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, ligada à Central Única dos Trabalhadores).
No interior do estado também houve assembléia na maioria das cidades. No noroeste, bancários vinculados ao Sindicato dos Bancários de Umuarama, Assis Chateaubriand e Região aprovaram, ainda na terça-feira, greve por tempo indeterminado a partir de hoje. “A proposta foi prontamente rejeitada. Além de ser bem inferior às nossas reivindicações, os lucros divulgados pelos bancos permitem um reajuste bem melhor”, afirmou o presidente do sindicato, Paulino Alves de Almeida.
A greve também atinge outros estados. Ontem já haviam paralisado as atividades os bancários de Pernambuco, Maranhão, Rio Grande do Norte, Sergipe, Alagoas, Piauí e Paraíba. Além disso, algumas cidades e regiões metropolitanas também estavam paradas, como Rio de Janeiro, Brasília, Florianópolis, Porto Alegre, Salvador e Belo Horizonte.
Sem acordo
Na reunião da última terça-feira – a sétima rodada de negociações entre banqueiros e representantes dos bancários -, a Fenaban elevou o índice de reajuste salarial de 2% para 2,85%, mas não ofereceu aumento real. O índice, que também corrige as demais verbas salariais, ficou bem abaixo do reivindicado pelos bancários, que é reposição da inflação acumulada nos últimos 12 meses (2,85%) mais aumento real de 7,05%.
A Participação nos Lucros e Resultados (PLR) também teve proposta nova. A Fenaban passou para 80% do salário, mais R$ 823 na parte fixa, além de um adicional de R$ 750 para os funcionários dos bancos que tiverem crescimento de pelo menos 20% em seu lucro líquido. A proposta anterior previa o pagamento de 80% do salário, mais R$ 816, acrescidos de R$ 500, para os bancários de instituições que tiverem crescimento de pelo menos 25% do lucro líquido. Já os bancários reivindicam 5% do lucro líquido linear para todos, mais um salário bruto acrescido de R$ 1.500, além da elevação do piso da categoria de R$ 839,93 para R$ 1.500, auxílio-creche/babá no valor de R$ 350 (o valor atual é R$ 165,34), entre outros benefícios.
Uma das greves mais longas da categoria foi em 2004, quando a paralisação durou 28 dias. No ano passado, após seis dias de paralisação em outubro, os bancários receberam reajuste de 6% (1% de aumento real), mais R$ 1.700 de abono e PLR mínima de 80% do salário, mais R$ 800. Em todo o Brasil há cerca de 400 mil bancários.
Fonte: Paraná Online

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