O recente aumento no preço dos combustíveis voltou a pesar no bolso da classe trabalhadora e expõe, mais uma vez, a disputa de interesses que envolve a política econômica no país. Diante do cenário internacional marcado pelo conflito entre Irã e EUA/Israel, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se antecipou aos impactos e zerou as alíquotas federais de PIS/Cofins sobre o diesel, numa tentativa de evitar que a alta chegasse com força ainda maior para toda a população.
A medida do governo federal, no entanto, poderia ter uma efetividade maior caso os setores importantes da cadeia de combustíveis colaborassem para que a redução chegasse até as bombas. A BR Distribuidora, que foi privatizada pelo governo anterior, segue praticando preços elevados, demonstrando que a privatização de áreas estratégicas coloca o lucro acima das necessidades do povo.
Além disso, governadores alinhados à direita ignoraram o apelo do governo federal para reduzir o ICMS, imposto que tem grande peso na composição do preço final dos combustíveis. No Paraná, o governador Ratinho Júnior não apenas deixou de colaborar com a redução, como promoveu aumento da carga tributária nos últimos anos, dificultando ainda mais a situação para trabalhadores e trabalhadoras.
Mesmo com a Petrobras anunciando reduções frequentes nos preços nas refinarias, a falta de compromisso das distribuidoras privatizadas e a resistência de governos de direita impedem que a queda chegue de fato ao consumidor. Quem paga a conta é a população, que sofre com o aumento do custo do transporte, dos alimentos e de todos os produtos que dependem de frete.
Diante desse cenário, fica evidente a diferença de projeto em disputa no país. Enquanto o governo de orientação popular busca medidas para proteger a maioria da população, setores da direita insistem em adotar a lógica do “quanto pior, melhor”, recusando-se a construir soluções conjuntas que aliviem o custo de vida. Ao priorizar interesses políticos e econômicos de poucos, acabam prejudicando o país e penalizando justamente quem mais precisa de proteção: a classe trabalhadora.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Fonte: Fetec/PR
O aumento recente no preço dos combustíveis pegou muita gente de surpresa. O que estranhou foi o fato de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antevendo os problemas que viriam da guerra entre Irã x EUA/Israel, reduziu a zero as alíquotas federais de PIS/Cofins sobre o diesel. Contudo, a medida do presidente não teve o efeito esperado, uma vez que a BR Distribuidora, privatizada pelo governo anterior, e diversos governadores da direita, entre eles Ratinho Júnior (PR), não contribuíram para esta ação.
A decisão de Lula faz parte de um conjunto de ações para evitar o encarecimento dos custos do transporte rodoviário. Entretanto, por mais que a Petrobras reduza os preços, como vem fazendo com certa frequência, a privatizada BR Distribuidora atende apenas – e tão somente – aos interesses de quem a comprou, repassando aos postos o preço que bem entender. Os governadores, por sua vez, já sinalizaram de que não vão acatar o pedido para a redução do ICMS, imposto que tem peso significativo na formação do preço dos combustíveis. Aliás, o governador do Paraná foi além e vem aumento o imposto de 2024 para cá.
Diante deste cenário, chegamos a uma conclusão óbvia. Enquanto o governo de esquerda age para que a população não seja afetada pelo aumento, os políticos de direita seguem apostando no “quanto pior, melhor”. Ao resistir a ações coordenadas para beneficiar a população, eles acabam priorizando disputas ideológicas em vez de soluções para os problemas reais enfrentados pelos brasileiros.