A sessão do Congresso Nacional para a votação da proposta orçamentária para 2008 foi adiada para a próxima quarta-feira, 12, por falta de acordo entre a base do governo e a oposição. O relator-geral do Orçamento, deputado José Pimentel (PT-CE), reuniu-se nesta manhã com os líderes partidários, sem sucesso, na busca de uma solução para os últimos obstáculos para a análise do seu parecer pelo plenário, que estava prevista para esta quinta-feira.
Dificuldades em torno do Anexo de Metas, dos destaques apresentados ao relatório e a proposta de aumento dos recursos destinados às compensações previstas na Lei Kandir, impediram a votação. Pimentel explicou que o acordo não foi alcançado porque a oposição reivindicou aumento de recursos previstos para a Lei Kandir de R$ 5,2 bilhões para R$ 20 bilhões. A líder do governo no Congresso, senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), informou que será realizada uma nova reunião na próxima terça-feira (11) para retomar a negociação de um acordo.
O deputado Gilmar Machado (PT-MG), vice-líder do governo no Congresso, reclamou da postura da oposição e adiantou que a base do governo está disposta a fazer a votação na próxima semana com ou sem acordo. “Vamos colocar a base do governo no Plenário, quem tiver mais voto ganha. O governo não pode mais ficar esperando. Não temos mais alternativas, buscamos o diálogo o tempo todo, se a oposição quiser um diálogo estamos abertos, mas já colocamos as condições, estamos no limite. Se aceitarem as condições que colocamos, ótimo, caso contrário, zera tudo e vamos para o Plenário”, afirmou.
O vice-líder explicou que o governo já havia cedido à reivindicações da oposição e que não contava com mais uma exigência com relação à Lei Kandir. “Conseguimos resolver o problema do Anexo de Metas, cedemos na questão da agricultura, resolvemos a questão do Rodoanel, agora querem mais R$ 20 bilhões para a Lei Kandir, ai não dá. Cada dia é apresentado uma nova pauta, chegamos em um limite que não temos mais o que fazer. Se não votarmos, o governo vai ter que editar Medidas Provisórias, e isso significa travar o Congresso e não podemos mais ficar desse jeito”, alegou.
Por Edmilson Freitas com agências.
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