Celebramos neste domingo, 6 de julho, um ano a mais dessas nove décadas de lutas em defesa não só dos direitos e conquistas das categorias de trabalhadores do ramo financeiro, mas também de ação, mobilização e engajamento em pautas transversais junto a movimentos sociais, de cultura, formação em conjuntura e suporte de dados estatísticos para compreendermos nossa realidade de atuação, que é dinâmica.
Chegamos em 2025 e estamos passando por ele avançando rumo à superação de novos desafios, tanto nas relações de trabalho quanto nesse novo contexto em que o trabalho é realizado nas instituições financeiras: com uma legislação permissiva, agora nossa algoz não é somente a perda de direitos com a terceirização irrestrita, mas também com a pejotização desenfreada, os inúmeros CNPJs, a ainda falta de regulamentação de empresas financeiras digitais, a fraude nas contratações e uma precarização nos locais de trabalho que está além de ser fisicamente estrutural, pois atinge (e adoece) o trabalhador no seu emocional.
Nós lutamos pelas trabalhadoras e trabalhadores quando coletamos denúncias nos locais de trabalho, organizamos paralisações, nos mobilizamos para soluções rápidas e negociamos transformações permanentes. Nós agimos pela saúde emocional dos trabalhadores e trabalhadoras acolhendo e orientando pelo auxílio médico, previdenciário, assistencial e, se necessário, jurídico para que nenhuma questão seja negligenciada pelos bancos. Nós lutamos pela categoria quando fiscalizamos o cumprimento das convenções coletivas e dos acordos por banco, quando garantimos por esses mesmos acordos mais benefícios sociais, alimentícios ou subsídios financeiros, bem como para o incentivo à formação continuada. Nós lutamos pela classe trabalhadora quando agimos politicamente nas instâncias legislativas para que direitos históricos não sejam retirados, para que leis afirmativas sejam aprovadas, para que o papel social dos serviços bancários para a população não seja negligenciado. Nós lutamos por todos e todas quando nos permitimos o direito ao descanso, ao lazer, à promoção do esporte e da cultura, do compartilhamento de sociabilidades.
Atuar em uma entidade sindical quase centenária é uma responsabilidade coletiva que parte da busca do bem estar, da valorização ética dos direitos humanos, das ações de fomento contra todas as formas de discriminação e violência que atravessam as lutas feministas, antirracistas e das diversidades, que promovam a inclusão, que compreendam as necessidades de quem trabalha mas também exerce o cuidado.
Por todos esses motivos é que o Sindicato continua em movimento e, especialmente nesse mês de julho, convidamos as trabalhadoras e trabalhadores a conhecerem, se engajarem e participarem de atividades afirmativas, formativas, conjunturais e preparatórias para esse novo mundo do trabalho que temos que encarar. Celebraremos sim nossos 93 anos:
- acolhendo todos e todas para uma atenção especial sobre os limites do trabalho, através da propagação da campanha institucional dá uma pausa, mude a causa, que já está nas redes, nas ruas e nos locais de trabalho para direcionar o nosso olhar e de toda a sociedade para o sofrimento emocional que o trabalho está trazendo para a vida das pessoas;
- promovendo uma semana comemorativa, de 6 a 12 de julho, com as seguintes atividades:
- um dia formação sobre a classe trabalhadora, com abordagem sobre os desafios a serem enfrentados em 2026 e novas estratégias de comunicação e mobilização, com a participação de dirigentes sindicais e funcionários da entidade, na segunda, 7 de julho;
- um debate virtual, transmitido em live nesta terça, 8 de julho, sobre as mudanças tecnológicas no sistema financeiro e o futuro do trabalho, a partir de depoimentos de dirigente sindicais que participaram da Febraban Tech;
- uma debate presencial, realizado no dia 10 de julho, no Espaço Cultural dos Bancários, a partir das 19 horas, sobre as novas formas de contratação no sistema financeiro, seguida de um lançamento de livro e um coquetel celebrativo pelos 93 anos;
- a realização de nossa Conferência Regional 2025 no sábado, 12 de julho, etapa preparatória para a organização nacional de construção da pauta de reivindicações para os acordos por bancos e a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho, no ano de 2026.
O Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região renova seu compromisso com sua base de trabalhadores, mas também com toda a sociedade, como um Sindicato Cidadão, de que nossas lutas são por condições dignas e afirmativas não só no trabalho, mas em todas as dimensões da vida de trabalhadores e trabalhadoras.
Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região