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Por 19:38 Sem categoria

Países precisam voltar a regular setor agropecuário, diz representante da FAO

Brasília – Os países sul-americanos precisam retomar o papel regulador no setor agropecuário, afirmou hoje (14) o diretor para América Latina e Caribe da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano.

Segundo ele, depois da crise que atingiu o setor em 1980, os países desmontaram suas estruturas de regulação, o que prejudicou, principalmente, a agricultura familiar.

“O que claramente saiu da sessão é a retomada do papel regulador, não interventor, mas regulador do Estado no setor agropecuário”, avaliou.

Para Graziano, a “desregulação” favoreceu a política de emergência de crises periódicas, o que ocasionou um desgaste dos produtores mais pobres. “Os agricultores familiares da região, que são os grandes responsáveis pela produção de alimentos, passaram a não ter mais crédito e assistência técnica”.

Graziano acredita que a 30ª Conferência Regional da FAO, que teve início hoje e vai até a próxima sexta-feira (18), deve apontar soluções para problemas como as doenças que atravessam fronteiras.

“Nossa expectativa é de que alguns dos principais pontos sejam mantidos, como a prioridade para a política de combate à fome”.

Segundo ele, outros temas que vêm ganhando relevo devem ser incluídos com prioridade maior, como o combate às doenças transfronteiras.

“Hoje, vemos uma clara oportunidade de erradicar algumas doenças, como a aftosa, que afeta muito o Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai”, ressaltou.

Por Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil.

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Inclusão tecnológica na agricultura familiar é desafio na América Latina, avalia FAO

Brasília – Um dos grandes desafios para os países da América Latina é levar a inclusão tecnológica à agricultura familiar, como medida para diminuir as desigualdades sociais e a fome no continente.

Na abertura do primeiro painel da 30ª Conferência Regional da Organização da Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o chefe da Subdireção de Assistência para Políticas da FAO, Fernando Soto Baquero, defendeu mais incentivos públicos para o setor.

“Há um desafio crucial de que se estenda a inclusão tecnológica na agricultura familiar, tanto para uma maior remuneração dos produtores como para prevenção do aquecimento global”, afirmou Baquero. Segundo ele, o crescimento da produção agrícola não gerou aumento de ganhos para a agricultura familiar. Um dos motivos seria a alta dos custos de produção devido à pouca tecnologia.

Para a delegação da Argentina, a agricultura familiar sofre prejuízos porque as políticas públicas estão mais focadas na distribuição de renda nas cidades e, com isso, os investimentos no campo ficam em segundo plano.

Na avaliação de Baquero, a falta de políticas públicas relacionadas à agricultura familiar também tem prejudicado os trabalhadores, porque eles tiveram elevação da carga de trabalho, mas isso não se reverteu em maior remuneração.

No caso dos trabalhadores das lavouras de cana-de-açúcar, exemplificou, nos últimos anos a carga de trabalho cresceu aproximadamente quatro vezes, mas eles ganham, proporcionalmente, o mesmo que recebiam nos anos 70.

De acordo com o representante brasileiro na FAO, José Antônio Marcondes de Carvalho, a produção da agricultura familiar pode ser um dos principais fatores no combate à fome. “Hoje, 65% da produção agrícola no Brasil tem origem na agricultura familiar. É por meio da agricultura familiar que vamos conseguir alimentos suficientes para o povo”, disse.

Carvalho acrescentou que o setor é responsável por 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a soma de todas as riquezas produzidas no país, e por 77% da massa de trabalhadores rurais.

A 30ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação teve início hoje (14) e vai até a próxima sexta-feira (18), no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O encontro se divide em duas partes: comitê técnico, hoje e amanhã (15) e sessão plenária, de quarta (16) a sexta-feira.

Por Danilo Macedo e Ivan Richard – Repórteres da Agência Brasil. Colaborou Felipe Linhares.

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Conferência Regional da FAO começa hoje em Brasília

Brasília – Começa hoje (14) e vai até sexta-feira (18), no Palácio do Itamaraty, em Brasília, a 30ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para a América Latina e Caribe. O encontro se divide em duas partes: comitê técnico (hoje e amanhã (15)) e sessão plenária (dias 16 a 18).

Participam delegações de 33 países da região. Em debate, temas como biocombustíveis, controle de doenças transfronteiriças, reforma agrária e ações conjuntas dos setores público e privado no desenvolvimento rural. Também serão discutidas as ações da FAO nos últimos dois anos e definidas as áreas prioritárias de trabalho para o próximo biênio.

Hoje, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) coordena o painel Políticas para Promover e Fortalecer a Participação e Ação Conjunta entre Atores Público-Privados no Desenvolvimento Rural.

Das 13h às 14h, no Itamaraty, será realizado encontro paralelo à conferência da FAO, que vai debater o tema Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para Alimentação e Agricultura. O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, deve participar.

Por Agência Brasil.

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