Assembléia que contou com participação maciça dos trabalhadores bancários aprova por ampla maioria greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira, 08 de outubro (NESTA ASSEMBLÉIA, MAIS DE 95% DOS PRESENTES DISSERAM SIM À GREVE QUE COMEÇA NESTA QUARTA-FEIRA)
Os trabalhadores bancários de Curitiba e Região aprovaram nesta terça-feira, dia 7 de outubro, em assembléia realizada no Espaço Cultural e Esportivo da categoria, localizado em Curitiba, a proposta de paralisação por tempo indeterminado.
A greve é uma resposta à Federação Nacional dos Bancos que desde o dia 24 de setembro não apresentou uma nova contraproposta aos trabalhadores bancários. A Fenaban insiste em propor somete 0,3% de aumento real, enquanto os trabalhadores exigem 5%. Se não bastasse, os patrões querem pagar uma Participação nos Lucros e Resultados bem menor que a de 2007.
“Estes 0,3% de aumento real oferecidos pelos bancos são uma afronta aos bancários que estão cientes da lucratividade do setor e do seu papel essencial nestes resultados”, avalia Otávio Dias, presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região. “Os trabalhadores sofrem diariamente com a pressão para cumprimento de metas, o que leva ao adoecimento da categoria. Agora a pressão é benéfica ao trabalhador. Uma pressão pela melhoria da proposta de reajuste salarial e principalmente, por melhores condições de trabalho”, conclui.
O Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região registrou a presença de mais de 600 trabalhadores bancários que compareceram à assembléia desta terça-feira.
Todos os trabalhadores bancários de Curitiba e Região estão convocados a participar de nova assembléia em Curitiba (no Espaço Cultural da Rua Piquiri, número 380), nesta quarta-feira, 08 de outubro. Este evento acontece no início da noite e tem o objetivo de avaliar as ações diárias, bem como, deliberar sobre a continuidade do processo reivindicatório.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br E ADAPTADA PELA FETEC-CUT-PR.
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Por unanimidade, bancários aprovam greve por tempo indeterminado
Nova assembléia acontece na quarta, dia 8 de outubro, às 17h
Uma assembléia marcada pela força, pela paixão, em que cerca de 1.500 trabalhadores de bancos públicos e privados decidiram, por unanimidade, pelo início da greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira, dia 8.
“A disposição de luta que havia essa noite na Quadra deve se refletir na construção da greve em cada local de trabalho, independentemente de a qual banco o trabalhador pertença”, convoca o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.
Os bancários que já têm experiência de outras greves devem dar segurança aos novos para que juntos, ao lado do Sindicato, possam paralisar as agências e concentrações do centro, zonas sul, leste, oeste, norte, da Paulista e de Osasco e região.
“O Sindicato está mantendo uma ampla organização nas diversas regiões da cidade para que todos possam participar da greve. O importante, agora, é a unidade da categoria: todos contra os banqueiros para arrancar o que é nosso por direito”, destaca Marcolino. Os bancários querem aumento real de salários, PLR e piso maiores, valorização dos vales e auxílios.
Na paralisação de 24 horas da semana passada, uma bancária do Santander que participou, como o Sindicato, das paralisações deu o recado: “Greve é algo que tem de sentir na pele. Se todos começarem a parar, paramos tudo. Os banqueiros não terão como segurar um movimento tão forte como esse”, disse.
Além dos bancários de São Paulo, Osasco e região, param trabalhadores de outros 147 sindicatos de todo o Brasil. “E não adianta banqueiro tentar usar a crise do sistema financeiro internacional como desculpa. Os bancos brasileiros estão entre os que mais lucram no mundo e estão devendo muito para seus funcionários”, afirma Marcolino.
Nova assembléia – Os bancários realizam nova assembléia nesta quarta, dia 8, às 17h na Quadra (Rua Tabatingüera, 192, Sé). Os trabalhadores vão avaliar o primeiro dia de greve e deliberar sobre a continuidade do movimento. “Enquanto não houver proposta decente para ser analisada, a categoria permanecerá em greve”, ressalta o presidente do Sindicato Luiz Cláudio Marcolino.
Reunião – O Comando de Greve, composto por todos os diretores do Sindicato, Contraf-CUT, Fetec-CUT/SP (da base de São Paulo, Osasco e região) e delegados sindicais do Banco do Brasil e da Caixa Federal reúne-se nesta quarta-feira, dia 8, na Quadra, às 16h.
Por Jair Rosa – 07/10/2008.
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Proposta rebaixada dos banqueiros provoca greve
Valorização do poder de compra será conquistada, mais uma vez, pela mobilização da categoria
São Paulo – A proposta apresentada pela federação dos bancos (Fenaban) ao Comando Nacional dos Bancários no dia 24 de setembro foi considerada uma verdadeira afronta à categoria, que agora prepara uma grande resposta, deflagrando greve por tempo indeterminado a partir do dia 8.
Uma das principais razões para a revolta dos trabalhadores está na distribuição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Os bancos insistem num modelo que, este ano, reduziria a PLR da maior parte dos bancários. Isso porque o valor adicional – que em 2007 chegou a R$ 1.800 – está relacionado ao crescimento do lucro que, apesar de continuar aumentando muito, teve variação menor. Assim, de acordo com o balanço do primeiro semestre de 2008, os bancos ou não pagariam valor adicional ou pagariam menos do que no ano passado.
O Sindicato e o Comando Nacional dos Bancários apresentaram para a Fenaban um novo formato para a PLR, que tornaria mais justa a distribuição: três salários, mais valor fixo de R$ 3.500 sem teto nem limitador.
“Como os banqueiros simplesmente ignoraram a proposta dos trabalhadores, nossa resposta será a greve. Não apenas pela PLR maior, mas também pelo aumento real de 5% e valorização dos vales alimentação, refeição e auxílio-creche.”, diz o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.
Recado dado – A disposição dos bancários já foi demonstrada em três oportunidades: em 23 de setembro, cerca de 20 mil atrasaram a entrada em nove concentrações dos maiores bancos; no Dia Nacional de Luta, 25, mais de 1.500 começaram o expediente apenas ao meio-dia em 58 agências da região da Paulista e, no dia 30, a paralisação de 24 horas em 441 locais de trabalho, nas cidades de São Paulo e Osasco, que abrangeu 14 mil trabalhadores.
Cláusula
Proposta Fenaban
Reivindicação dos trabalhadores bancários
Índice
7,5%
13,23%
PLR*
80% do salário + R$ 943,85
três salários + R$ 3.500
Auxílio-refeição
R$ 15,82
R$ 17,50
Cesta-alimentação
R$ 271,29
R$ 415
13ª Cesta-alimentação
R$ 271,29
R$ 415
Auxílio-creche/babá
R$ 195,01
R$ 415
Piso – portaria
R$ 690,17
Aumento progressivo, durante três anos, até atingir o salário mínimo previsto pelo Dieese, atualmente em R$ 2.074
Piso – escritório
R$ 990,60
Aumento progressivo, durante três anos, até atingir o salário mínimo previsto pelo Dieese, atualmente em R$ 2.074
Piso – caixa (c/gratificação)
R$ 1.384,31
Aumento progressivo, durante três anos, até atingir o salário mínimo previsto pelo Dieese, atualmente em R$ 2.074
* O teto proposto pela Fenaban é de R$ 6.263,00, a reivindicação dos bancários é que não haja teto nem limitador para o pagamento. Leia sobre o valor adicional no verso.
Elaboração: DIEESE Subseção SESE/Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região
Por Jair Rosa – 03/10/2008.
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