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Por 19:39 Sem categoria

Para Ciro, a queda de Serra diminui o risco de retrocesso

Candidata de Lula não para de crescer

Dilma tira 10 pontos da diferença e empata com tucano, diz o Datafolha

O deputado Ciro Gomes (PSB), pré-candidato à Presidência, afirmou que a queda de Serra na pesquisa do Datafolha “começa a anunciar que a ameaça da volta ao passado está diminuindo”. Segundo divulgou o instituto, a ministra Dilma Rousseff subiu de 23% para 28% e o governador de São Paulo caiu de 37% para 32% em comparação com dezembro. Sobre seu desempenho, Ciro comentou: “Apesar de eu ter a menor estrutura de poder, sou um candidato que frequenta a faixa dos 12% estáveis, o que significa quase 20 milhões de brasileiros dando a este modesto nordestino a oportunidade de participar do debate eleitoral”.

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Dilma cresce, Serra cai e torna-se primeiro em rejeição do eleitorado

Pesquisa é do Datafolha. Ciro destaca que “a ameaça da volta ao passado” está mais longe

Ao comentar a nova pesquisa do Instituto Datafolha sobre a eleição presidencial, divulgada no último fim de semana, o deputado federal Ciro Gomes (PSB) disse que a queda nas intenções de voto no governador paulista e pré-candidato José Serra (PSDB) “começa a anunciar que a ameaça da volta ao passado está diminuindo”. Serra caiu mais 5 pontos enquanto Dilma cresceu e obteve mais 5 pontos percentuais.

A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 25 de fevereiro e aponta que a ministra Dilma Rousseff atingiu 28% das intenções de voto contra 23% obtidos no último levantamento. Já o candidato tucano caiu de 37% para 32% das intenções de voto no mesmo período. Ou seja, a diferença entre Dilma e Serra caiu 10 pontos percentuais, de 14 para 4 pontos, em comparação com a última pesquisa, divulgada em dezembro do ano passado. Ciro Gomes permanece estável (12%, ante 13% naquela ocasião), bem como a taxa obtida por Marina (8% nas duas pesquisas).

Sobre seu desempenho, Ciro comentou: “Apesar de eu ter a menor estrutura de poder, sou um candidato que frequenta a faixa dos 12% estáveis, o que significa quase 20 milhões de brasileiros dando a este modesto nordestino a oportunidade de participar do debate eleitoral”.

Dilma também cresce e chega em primeiro lugar na opção que exclui o nome de Serra. Na disputa com Aécio Neves como candidato do PSDB, a ministra obtém 30% da preferência. Ciro ficou sem segundo com 21% e Aécio é mencionado por apenas 13%, ficando em terceiro lugar.

REJEIÇÃO

Na simulação do segundo turno, Dilma se aproxima mais da liderança do pleito. José Serra (PSDB) caiu de 49% para 45% enquanto Dilma subiu de 34% para 41% das intenções de voto. A diferença que era de 15 pontos percentuais em dezembro, caiu para 4 pontos. De acordo ainda com o Datafolha, a rejeição a Serra disparou e já é a maior entre todos os candidatos. O número de pessoas que rejeitam a candidatura Serra cresceu de 19% para 25%; Já a rejeição à candidatura de Dilma caiu de 25% para 23%; Ciro tem 21%; Aécio, 20% e Marina, 19%.

Além de ser o campeão de rejeição, Serra perde para Dilma quando o eleitor decide sem a estimulação com nomes de candidatos. Ela recebe 10% das intenções de voto, o presidente Lula, que não é candidato e apóia Dilma, recebe outros 10%. Enquanto isso, Serra vem em terceiro lugar com apenas 7% das intenções de voto.

Outro dado que deixou atônitos os tucanos é que, além do crescimento geral de Dilma como candidata, cresceu mais 4 pontos percentuais a parcela dos eleitores que afirmam que o apoio do presidente Lula a algum candidato os levariam a escolher, com certeza, esse candidato: foi de 38% antes para 42%. Além disso, 26% afirmaram que podem votar em um candidato apoiado por Lula, que teve sua administração aprovada por 73% da população, segundo o Datafolha. O conhecimento de Dilma como candidata de Lula cresceu, mas ainda é de 59% dos entrevistados.

Uma análise mais detalhada mostra que Dilma cresceu mais entre os homens e em todas as faixas etárias. Ela ganhou cinco pontos entre os homens em relação a dezembro, enquanto Serra perdeu quatro. Serra perdeu cinco pontos entre as mulheres. Já nas faixas etárias mais jovens tanto quanto nas mais velhas, Dilma cresce. Serra perde força: ele perde três pontos tanto entre os que têm até 24 anos quanto entre os que têm entre 25 e 34 anos, ao passo que Dilma ganha sete pontos entre os primeiros, e quatro entre os últimos. O movimento se repete nas faixas etárias de 45 a 59 anos de idade (Serra perde nove, Dilma ganha quatro pontos), bem como entre os que têm 60 ou mais (Serra perde cinco, Dilma ganha sete pontos em relação a dezembro). Dilma cresce em todos os segmentos, com exceção dos mais escolarizados e endinheirados onde mantém as mesmas intenções de dezembro. Já Serra cai em todas as faixas e só cresce um pouco entre os mais escolarizados e mais endinheirados.

Por SÉRGIO CRUZ.

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