Os trabalhadores bancários no Banco do Brasil aguardam com ansiedade as negociações com o Banco do Brasil, marcadas, afinal, para a próxima semana em São Paulo. Até o momento, intransigência vinha sendo a palavra de ordem do banco, que se recusava a negociar com a categoria. Graças à luta dos trabalhadores e à pressão imposta aos banqueiros, o BB reviu sua postura e aceitou negociar na terça-feira (18). Entre as principais reivindicações estão a criação de um Plano de Cargos e Salários e a isonomia salarial.
Por conta do impasse criado pela instituição, as manifestações ocorridas em todo o Estado se intensificaram. Em Curitiba, trabalhadores bancários ligados ao movimento sindical fizeram protestos exaltados na agência do Banco do Brasil da Praça Tiradentes. No interior, também não foi diferente.
Para o trabalhador bancário Darci Saldanha (Itaú), Secretário de Assuntos Jurídicos da FETEC-CUT-PR, a negociação com o BB será delicada, pois “há muitas questões específicas a serem tratadas como isonomia, por exemplo, que é o grande sonho dos bancários admitidos pós-98. De qualquer forma, há sempre a expectativa de que a negociação possa trazer ganhos para a categoria”, destaca.
O Comando Nacional da Campanha Salarial do Ramo Financeiro também pretende agendar as próximas rodadas de negociação com o Banco do Brasil. Para isso, já definiu até os temas que constarão no segundo bloco: Planos de Cargos e Salários e de Cargos Comissionados (PCS/PCC), recomposição do poder de compra dos salários e o vale-transporte.
Por Edson Junior
FETEC-CUT-PR