Na avaliação do secretário-geral do Sindicato dos Bancários e representante da COE/BB, José Paulo Staub, a paralisação foi um alerta para a administração do Banco do Brasil. “Nossa mobilização é fundamental para garantir que aproximadamente 3 mil bancários continuem com suas funções”, destacou, lembrando que a única alternativa para os bancários é a submissão ao PAQ (Programa de Adequação de Quadros), o que causaria o deslocamento dos funcionários para outras regiões.
O presidente da FETEC-CUT-PR, Adilson Stuzata, lembra que as novas medidas têm caráter político do governo que antecedeu ao do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vão contra os interesses dos trabalhadores. Dos sete vice-presidentes da instituição, seis deles foram “herdados” do Governo FHC. “O ato de hoje significou um basta aos governantes tucanos que estão instalados no Banco do Brasil. Apesar dos avanços, a cúpula insiste em diminuir a importância do Banco junto à comunidade. Não vamos tolerar práticas como a terceirização e a precarização do ambiente de trabalho”, protestou.
Segundo a presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, Marisa Stédile, o Sindicato estará ingressando com uma ação judicial para impedir a terceirização no Banco do Brasil e com isso, proteger os clientes. “Trata-se de uma atividade fim, ou seja, este serviço tem que ser realizado por bancários e não por terceiros. O Sindicato irá mover uma ação judicial para reverter este contrato”, explicou.
P/ Edson Junior
Assessor de Imprensa da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Estado do Paraná.