No Paraná, a maioria dos sindicatos já tem definição sobre a aceitação da proposta feita pela Fenaban, apenas o Sindicato dos Bancários de Campo Mourão não aprovou a proposta, mas suspendeu o movimento grevista. Haverá nova assembléia na sexta-feira, às 18h30. Outros sindicatos como de Arapoti e Guarapuava ainda não realizaram assembléias. Em Arapoti, a assembléia será hoje (11/10) e em Guarapuava, na sexta-feira (13/10).
Em Curitiba, Londrina, Umuarama, Cornélio Procópio, Apucarana, Paranavaí e Toledo, os trabalhadores bancários aprovaram a proposta da Fenaban. A assembléia dos bancários do Banco do Brasil em Cornélio Procópio será hoje (11/10).
Em Curitiba, cerca de mil bancários aprovaram, por ampla maioria, a proposta de 3,5% de índice e as melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A maioria dos bancários presentes eram de bancos públicos. A decisão da assembléia considerou fatores como a significativa melhoria na proposta de PLR e a evolução e os progressos da negociação – iniciou com uma proposta de índice zero para este e para os próximos dois anos, em seguida um índice de 2%, depois de 2,85%, ou seja, reposição da inflação e agora, apenas na oitava rodada de negociação, um índice de 3,5%, o que significa ganho real de 0,65%. Também foram levados em conta, o possível engajamento na greve com o decorrer dos dias, assim como, o desgaste físico e emocional dos bancários.
A diretoria do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região estará reunida na tarde desta quarta-feira (11/10) para avaliar a greve de quatro dias úteis e, especialmente, a conjuntura política da campanha salarial já que mais de 24 sindicatos rejeitaram as propostas e mantêm a greve. “A decisão tomada em assembléia é soberana, mas estamos solidários aos bancários de outras cidades e estados que optaram por manter a greve, afinal, a campanha salarial é nacional e unificada”, concluiu Adilson Stuzata, presidente da FETEC-CUT-PR.
Em Londrina, a assembléia contou com a presença de mais de 350 bancários. Segundo Geraldo dos Santos, o Ceará, presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina, 80% dos trabalhadores presentes aprovaram a proposta. “Temos ciência de que a proposta é rebaixada e de que não atingiu ao desejo dos trabalhadores da categoria, mas alcançamos o aumento real diante de um cenário que não era favorável, pressionados pelos patrões e por interditos proibitórios de todos os lados”, afirma Ceará.
“Aqui em Londrina, a adesão dos bancários da Caixa Econômica Federal foi espontânea, mas os bancários do Banco do Brasil tiveram maiores dificuldades. Mantivemos cerca de 40 a 46 agências fechadas durante os quatro dias de greve, conquistamos o apoio da população e fechar duas agências do Bradesco, nesta região, foi uma grande vitória”, avaliou.
Ceará salientou ainda que a minuta de reivindicações dos bancários não foi completamente atendida. “Nossa luta pelo cumprimento da pauta que atinge e beneficia diretamente a sociedade continua. Esta pauta não foi vencida. Precisamos assegurar aos clientes um melhor atendimento com menos filas e mais bancários para atender a população, mais segurança e a redução nas tarifas bancárias e nos juros. Temos o compromisso de no futuro promover uma greve de clientes, manter nossa guerra contra os bancos”, completou.
Pelo Brasil afora
Em assembléias realizadas ontem (10/10), os sindicatos estaduais do Ceará, Mato Grosso e Rondônia aprovaram a suspensão da greve e aprovaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos apresentada nesta terça-feira, em São Paulo.
Os Sindicatos dos Bancários de São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas e Rio Grande do Norte, aprovaram a proposta para os bancos privados, mas rejeitaram as propostas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.
Segundo a Contraf/CUT, os bancários de Belo Horizonte, Brasília, Bahia, Pernambuco, Amapá, Campo Grande, Espírito Santo, Florianópolis, Maranhão, Pará, Paraíba, Piauí, Roraima e Sergipe não aprovaram a proposta.
Patrícia Meyer
FETEC-CUT-PR
Notícias recentes
- Quaest: Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro
- Advogado de Eduardo Bolsonaro recebeu milhões de dólares do Banco Master
- Regulamentação de plataformas e liberdade sindical marcam atuação da CUT na OIT
- Londrina: Sindicato mobiliza empregados da Caixa em defesa de melhorias na saúde e por condições de trabalho
- Caras de pau: empresários lançam manifesto contra o fim da escala 6×1
Comentários
Por Mhais• 11 de outubro de 2006• 12:42• Sem categoria
Paraná, Ceará, Mato Grosso e Rondônia já aprovaram proposta da Fenaban
No Paraná, a maioria dos sindicatos já tem definição sobre a aceitação da proposta feita pela Fenaban, apenas o Sindicato dos Bancários de Campo Mourão não aprovou a proposta, mas suspendeu o movimento grevista. Haverá nova assembléia na sexta-feira, às 18h30. Outros sindicatos como de Arapoti e Guarapuava ainda não realizaram assembléias. Em Arapoti, a assembléia será hoje (11/10) e em Guarapuava, na sexta-feira (13/10).
Em Curitiba, Londrina, Umuarama, Cornélio Procópio, Apucarana, Paranavaí e Toledo, os trabalhadores bancários aprovaram a proposta da Fenaban. A assembléia dos bancários do Banco do Brasil em Cornélio Procópio será hoje (11/10).
Em Curitiba, cerca de mil bancários aprovaram, por ampla maioria, a proposta de 3,5% de índice e as melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A maioria dos bancários presentes eram de bancos públicos. A decisão da assembléia considerou fatores como a significativa melhoria na proposta de PLR e a evolução e os progressos da negociação – iniciou com uma proposta de índice zero para este e para os próximos dois anos, em seguida um índice de 2%, depois de 2,85%, ou seja, reposição da inflação e agora, apenas na oitava rodada de negociação, um índice de 3,5%, o que significa ganho real de 0,65%. Também foram levados em conta, o possível engajamento na greve com o decorrer dos dias, assim como, o desgaste físico e emocional dos bancários.
A diretoria do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região estará reunida na tarde desta quarta-feira (11/10) para avaliar a greve de quatro dias úteis e, especialmente, a conjuntura política da campanha salarial já que mais de 24 sindicatos rejeitaram as propostas e mantêm a greve. “A decisão tomada em assembléia é soberana, mas estamos solidários aos bancários de outras cidades e estados que optaram por manter a greve, afinal, a campanha salarial é nacional e unificada”, concluiu Adilson Stuzata, presidente da FETEC-CUT-PR.
Em Londrina, a assembléia contou com a presença de mais de 350 bancários. Segundo Geraldo dos Santos, o Ceará, presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina, 80% dos trabalhadores presentes aprovaram a proposta. “Temos ciência de que a proposta é rebaixada e de que não atingiu ao desejo dos trabalhadores da categoria, mas alcançamos o aumento real diante de um cenário que não era favorável, pressionados pelos patrões e por interditos proibitórios de todos os lados”, afirma Ceará.
“Aqui em Londrina, a adesão dos bancários da Caixa Econômica Federal foi espontânea, mas os bancários do Banco do Brasil tiveram maiores dificuldades. Mantivemos cerca de 40 a 46 agências fechadas durante os quatro dias de greve, conquistamos o apoio da população e fechar duas agências do Bradesco, nesta região, foi uma grande vitória”, avaliou.
Ceará salientou ainda que a minuta de reivindicações dos bancários não foi completamente atendida. “Nossa luta pelo cumprimento da pauta que atinge e beneficia diretamente a sociedade continua. Esta pauta não foi vencida. Precisamos assegurar aos clientes um melhor atendimento com menos filas e mais bancários para atender a população, mais segurança e a redução nas tarifas bancárias e nos juros. Temos o compromisso de no futuro promover uma greve de clientes, manter nossa guerra contra os bancos”, completou.
Pelo Brasil afora
Em assembléias realizadas ontem (10/10), os sindicatos estaduais do Ceará, Mato Grosso e Rondônia aprovaram a suspensão da greve e aprovaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos apresentada nesta terça-feira, em São Paulo.
Os Sindicatos dos Bancários de São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas e Rio Grande do Norte, aprovaram a proposta para os bancos privados, mas rejeitaram as propostas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.
Segundo a Contraf/CUT, os bancários de Belo Horizonte, Brasília, Bahia, Pernambuco, Amapá, Campo Grande, Espírito Santo, Florianópolis, Maranhão, Pará, Paraíba, Piauí, Roraima e Sergipe não aprovaram a proposta.
Patrícia Meyer
FETEC-CUT-PR
Deixe um comentário