O número de casos de gripe A (H1N1) aumentou 53% no Paraná em uma semana, mas nenhuma morte decorrente da doença foi registrada no Estado no período. Boletim divulgado nesta segunda-feira (9) pela Secretaria da Saúde mostra que 588 pessoas contraíram o H1N1 desde o início do ano, 207 somente na semana passada. Desde janeiro, foram 14 mortes em decorrência da doença.
De acordo com o boletim, 110 municípios registraram casos de gripe H1N1 neste ano. A maior parte dos casos foi identificada em Curitiba (112), Ponta Grossa (48), Pato Branco (46), Foz do Iguaçu (44) e Campo Mourão (20). A faixa etária com o maior número de casos (240) é a de pessoas entre 20 e 49 anos. Nessa faixa etária ocorreram nove das 14 mortes registradas até agora no Estado.
O boletim completo pode ser visto no site www.saúde.pr.gov.br.
“O vírus da gripe circula em todo o País, por isso é necessário estar atento aos sintomas e buscar atendimento médico caso haja suspeita da doença. Nosso principal objetivo é evitar mortes. Quanto mais rápido é o diagnóstico, menores as chances de agravamento da doença”, disse o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto.
O tratamento contra a gripe está disponível gratuitamente pelo SUS e é eficaz principalmente nas primeiras 48 horas após os primeiros sintomas. Em caso de suspeita de gripe, a pessoa deve ser encaminhada imediatamente a um serviço de saúde. O médico pode receitar o medicamento oseltamivir mesmo sem a confirmação laboratorial do vírus H1N1. O medicamento é indicado para tratar os tipos de gripe mais circulantes no país.
“Já distribuímos 112 mil tratamentos para todos os municípios do Estado. Nosso estoque ainda tem 130 mil tratamentos para outras remessas, caso haja necessidade”, disse o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz.
O Ministério da Saúde repassou o oseltamivir em apresentações que só podiam ser utilizadas em adultos. O Paraná é o único Estado que fraciona o medicamento e mantém produção diária de 10 mil cápsulas para uso infantil, o que equivale a mil tratamentos. O fracionamento é realizado por uma farmácia de manipulação de Curitiba.
COMISSÃO – Nesta segunda-feira (9) foi realizada a segunda reunião da Comissão Estadual de Infectologia. Entidades médicas do Paraná apresentaram um documento que será enviado ao Ministério da Saúde reforçando a necessidade de a região Sul ter prioridade nas ações de enfrentamento à gripe. Em junho do ano passado, o Paraná, em conjunto com Rio Grande do Sul e Santa Catarina, solicitou uma estratégia de vacinação especial para a região, em razão das condições climáticas, que favorecem a circulação do vírus da gripe.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=69838&tit=Parana-tem-mais-207-casos-de-gripe-A-mas-nenhuma-morte-na-ultima-semana&ordem=5
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Estoque de vacinas contra a gripe A na rede privada está no fim, diz diretor de laboratório
Fernando César Oliveira – Repórter da Agência Brasil
Curitiba – A rede privada de serviços de saúde está praticamente sem doses de vacinas contra a influenza A (H1N1) – gripe suína, desde a semana passada. Os estoques ou já acabaram ou estão prestes a terminar, devido ao aumento da procura no mês de junho. A informação do mercado “é de que não há mais vacinas disponíveis para compra no país”, disse à Agência Brasil o diretor do laboratório Frischmann Aisengart, Milton Zymberg. “Ainda existem estoques em alguns estados, mas o montante é insuficiente para atender à demanda que temos”, completou.
Com duas unidades de vacinação em Curitiba, o laboratório, que no começo do ano comercializava em média cerca de 50 doses diárias, chegou a vender 1,3 mil vacinas em um único dia. Os estoques do produto acabaram no início do mês e novos lotes só devem chegar em 2013.
De janeiro a julho do ano passado, o laboratório vendeu 12,5 mil doses. Apenas no primeiro semestre deste ano, foram 23,4 mil. “O aumento [de vendas de vacinas] ocorreu basicamente em junho, quando a imprensa começou a noticiar os casos de gripe”, disse Zymberg.
O Hospital Pequeno Príncipe, também em Curitiba, informou, por meio da assessoria, que “talvez” a instituição venha a receber um novo lote na próxima semana, mas não soube precisar a quantidade de vacinas.
De acordo com o hospital, as vacinas são importadas e o seu processo de fabricação demora até quatro meses. A falta de vacinas na rede privada teria ocorrido em razão de o mercado ter se planejado a atender uma demanda parecida com a de 2011, quando o número de mortes por influenza A (H1N1) – gripe suína foi bem menor que o verificado este ano.
Na última quinta-feira (5), a Promotoria de Defesa do Consumidor abriu uma investigação para apurar uma denúncia de cobrança abusiva pela vacina em uma clínica particular de Curitiba. Em razão da falta do produto no mercado, a clínica, de acordo com a denúncia, comercializou a vacina por R$ 200, valor bem superior à média do preço cobrado pelo medicamento na cidade, que girava entre R$ 60 e R$ 80.
O Ministério Público ainda aguarda a apresentação das notas fiscais de compra e venda de vacinas por parte do estabelecimento. Já a Coordenação Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor do Paraná (Procon-PR) registrou apenas duas reclamações sobre o preço onerado da vacina.
Os três estados da Região Sul registram este ano 84 mortes provocadas pela gripe. Em Santa Catarina, são 600 casos registrados e 47 mortes. No Paraná, 588 casos e 14 mortes. E no Rio Grande do Sul, 145 casos e 23 mortes.
Nos anos anteriores, foram 21 mortes em 2010 e 14 mortes em 2011. Apesar do grande aumento de casos fatais em 2012, o Ministério da Saúde descarta qualquer evidência de epidemia ou surto. O órgão informou que já disponibilizou o medicamento antiviral oseltamivir, conhecido pela marca Tamiflu, a todos os estados, e que a vacina não é recomendada para situações em que já há circulação acentuada do vírus da gripe – a imunização leva em média duas semanas para surtir algum efeito.
Nos últimos meses, o Sistema Único de Saúde (SUS) vacinou gratuitamente as pessoas com maior vulnerabilidade para desenvolver a forma mais grave da doença: idosos a partir dos 60 anos, crianças entre 6 meses e menores de 2 anos, gestantes, trabalhadores de saúde e portadores de doenças crônicas. O ministério autorizou o envio de 1,4 milhão de doses extras da vacina para complementar o estoque dos três estados da Região Sul.
Entre as orientações de prevenção contra a doença estão lavar as mãos várias vezes ao dia, evitar tocar a face com as mãos, proteger a tosse e o espirro com lenço descartável, evitar aglomerações e ambientes fechados. Os médicos estão orientados a prescrever o antiviral a todos pacientes que apresentarem quadro de síndrome gripal, mesmo antes dos resultados de exames ou sinais de agravamento. O medicamento foi disponibilizado pelo SUS para as redes pública e privada. Os sintomas da síndrome gripal são surgimento simultâneo de febre, tosse ou dor de garganta, somados a dor de cabeça, dores musculares ou nas articulações.
Edição: Aécio Amado
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://agenciabrasil.ebc.com.br