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Paraná vai receber mais 400 mil doses de vacina contra a gripe

O Paraná receberá mais 400 mil doses de vacina contra a gripe na próxima quinta-feira (26). A informação foi confirmada nesta quinta-feira (19), em Brasília, pelo superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, durante reunião realizada pelo Ministério da Saúde, para o enfrentamento da gripe nos três estados do Sul.

A Secretaria Estadual de Saúde distribuirá equitativamente as doses aos municípios e orientará quais grupos deverão ser atendidos. “Vamos definir em conjunto com a Comissão Estadual de Infectologia os grupos que poderão ser contemplados com as novas doses”, explica o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto. A reunião com a comissão será segunda-feira (23).

A vacina é a mesma oferecida durante a campanha de vacinação que ocorreu em maio e junho e protege contra os três vírus influenza que mais circulam no país: Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B. A estimativa de proteção da vacina é de um ano.

Desde o início da campanha, o Paraná já recebeu mais de 2,2 milhões de doses para imunizar idosos, crianças de seis meses a dois anos, gestantes, trabalhadores de saúde, indígenas e outros grupos de risco definidos pela Secretaria da Saúde em consonância com os municípios.

ENFRENTAMENTO – Mesmo com a chegada das novas doses, a Secretaria reforça que a principal estratégia de enfrentamento é a oferta do antiviral oseltamivir (Tamiflu) para todos os pacientes com suspeita de síndrome gripal. O medicamento, se administrado em até 48 horas, pode evitar o agravamento do quadro clínico e a morte.

A Secretaria da Saúde disponibilizou mais de 150 mil tratamentos com o medicamento e possui quantia equivalente em estoque para continuar abastecendo as secretarias municipais de saúde e hospitais. “O medicamento é gratuito e o cidadão poderá ter acesso a ele com a receita médica”, explica o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz.

Em 10 de julho, o Ministério da Saúde dispensou o uso de receita controlada para a administração do antiviral, validando a estratégia do Paraná de facilitar o acesso ao tratamento para todos os casos de gripe, mesmo sem a comprovação laboratorial.

Além disso, a população deve manter as medidas preventivas para evitar a gripe e outras doenças, como manter os ambientes arejados, lavar as mãos com água e sabão sempre que tossir ou espirrar e antes de comer, cozinhar ou tocar olhos, nariz e boca, utilizar o álcool gel para desinfetar as mãos, entre outros hábitos de higiene.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.aen.pr.gov.br

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Mortes por gripe A na Região Sul sobem para 123

Fernando César Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Curitiba – Com mais cinco mortes registradas hoje (19) no Rio Grande do Sul e outras dez em Santa Catarina, subiu para 123 o total de pacientes com o vírus Influenza H1N1 que morreram este ano na Região Sul do país.

Desde janeiro, morreram 62 pessoas em Santa Catarina, 38 no Rio Grande do Sul e 23 no Paraná em decorrência da influenza A (H1N1) – gripe suína.

O total registrado em 2012 equivale a 15,6% dos óbitos verificados em 2009, auge da pandemia, quando 789 pessoas morreram nos três estados. O fim da pandemia foi decretado em agosto de 2010 pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Blumenau é a cidade catarinense que apresenta o maior número de mortes, com 11 ocorrências. Nos estados do Rio Grande do Sul e do Paraná, as capitais lideram o número de óbitos – são seis em Porto Alegre e quatro em Curitiba.

Segundo dados do Ministério da Saúde atualizados até o último dia 12, o país registra desde janeiro 159 mortes relacionadas ao vírus Influenza H1N1. Dois terços dessas pessoas viviam na Região Sul. O clima frio do inverno facilita a circulação do vírus.

Na última sexta-feira (13), o ministério divulgou um levantamento segundo o qual metade dos pacientes que morreram em Santa Catarina teve acesso tardio ao antiviral oseltamivir, conhecido pelo nome comercial Tamiflu.

Os médicos de todo país estão orientados a prescrever o Tamiflu aos pacientes que apresentarem quadro de síndrome gripal, mesmo antes dos resultados de exames ou sinais de agravamento. O medicamento, que reduz as chances de que a doença evolua para um caso grave, é mais eficaz nas primeiras 48 horas desde o início dos sintomas.

A gripe se caracteriza pelo surgimento simultâneo de febre e tosse ou dor de garganta, somados a dor de cabeça, dor muscular ou nas articulações. Lavar as mãos várias vezes ao dia, usar lenço descartável ao tossir e espirrar, evitar aglomerações e ambientes fechados são algumas das formas de evitar a transmissão da doença.

Edição: Fábio Massalli

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://agenciabrasil.ebc.com.br

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