Deputado Fernando Ferro repudiou a partidarização tucana do Ipea
O Partido dos Trabalhadores lançou, dia 21, uma nota repudiando a “campanha articulada por setores do PSDB e do DEM” contra o professor Márcio Pochmann, presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), após o afastamento de quatro funcionários. Setores da oposição e da mídia acusam Pochmann de promover uma “caça às bruxas”.
“Márcio Pochmann tem um currículo acadêmico respeitadíssimo. Demonstrou sua independência intelectual ao não poupar críticas a aspectos das políticas econômica e social durante o primeiro governo Lula”, afirma a nota do PT.
A nota destaca que “o governo também demonstrou pluralidade e abertura intelectual quando convidou Pochmann para dirigir o Ipea, atitude totalmente diversa do ‘pensamento único’ que impediu o debate no período FHC e dos expurgos promovidos, na época da ditadura, por alguns dos que hoje criticam o presidente do Instituto”.
Para o presidente nacional do PT, deputado federal Ricardo Berzoini, as acusações contra Pochmann são “absolutamente improcedentes e paranóicas”, declarou.
O deputado federal Fernando Ferro disse que é inaceitável que o Ipea seja contaminado por interesses tucano. “Não podemos permitir a partidarização do Ipea, que é um instituto de grande soberania e confiabilidade. Quem tem que reclamar de perseguição é o governo, que pagou por um trabalho que atende ao interesse da oposição”, afirmou. Ele lembrou que dois dos pesquisadores estavam no Ipea em função de um convênio do Instituto com o BNDES que acaba no próximo mês para realizar um trabalho que ainda não foi entregue e estavam partidarizando o instituto, por fazerem um trabalho voltado para a agenda neoliberal tucana.
Segundo Márcio Pochmann, os pesquisadores Fábio Giambiagi e Otávio Tourinho têm até o dia 7 de dezembro para entregar um relatório de pesquisa sobre o papel do BNDES no desenvolvimento do Brasil. Já os outros dois pesquisadores dispensados são aposentados e estavam em situação irregular.
Giambiagi tem ocupado grande espaço na mídia para defender a redução dos gastos públicos e uma reforma previdenciária nos moldes do Chile, ou seja, privatizada.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.horadopovo.com.br.