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Petrobrás atinge a cifra de 13 bilhões de reais de lucros no semestre; horizonte da empresa pública é o pré-sal

Lucro da Petrobras no semestre caiu 20% em relação ao ano passado

Rio de Janeiro – A Petrobras teve lucro líquido de R$ 13,55 bilhões no primeiro semestre deste ano, resultado que representa queda de 20% em comparação com os ganhos obtidos no mesmo período do ano passado. De janeiro a junho de 2008, o lucro da empresa foi de R$ 16,956 bilhões. A informação foi divulgada nesta tarde pela estatal.

No segundo trimestre deste ano (abril a junho), o lucro líquido da Petrobras foi de R$ 7,734 bilhões, um recuo de 20,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando lucrou R$ 9,717 bilhões. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, quando o ganho foi de R$ 5,816 bilhões, o lucro aumentou 33%.

O lucro antes de despesas financeiras, impostos, depreciação e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês, uma medida de fluxo de caixa) foi de R$ 17,513 bilhões no segundo trimestre deste ano, com queda de 6% sobre o mesmo trimestre de 2008. Em relação ao primeiro trimestre, o Ebitda cresceu 30,47%. A receita da Petrobras caiu 20% no segundo trimestre deste ano ante o mesmo período de 2008, somando R$ 44,6 bilhões.

Por Riomar Trindade – Repórter da Agência Brasil.

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Petrobras mostra recuperação no ano e lucro líquido aumenta 33% no segundo trimestre

Rio de Janeiro – A Petrobras divulgou hoje (14) os resultados financeiros do segundo trimestre do ano, que indicaram um forte crescimento nos três primeiros meses. O lucro líquido da empresa chegou a R$ 7,734 bilhões, contra R$ R$ 5,816 do período anterior, um aumento de 33%.

Os números foram divulgados pelo diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Almir Barbassa. “O resultado mostra a recuperação da economia, que aumentou a venda no mercado doméstico em 10% entre esses dois trimestres, e também a recuperação dos preços do petróleo, que aumentou de uma média de US$ 44 para US$ 59 [o barril]”, disse.

Barbassa afirmou que os bons resultados refletiram o acerto na política de preços adotada pela empresa: “É fruto da política de preço da companhia, que ajusta a longo prazo, e, com isso, consegue manter resultados mais equilibrados. Não impacta o consumidor e permite preços estáveis”.

Apesar da recuperação, no primeiro semestre deste ano, comparado com igual período de 2008, o lucro líquido da companhia caiu 20%. Segundo Barbassa, isso ocorreu porque no segundo trimestre do ano passado o preço do barril do petróleo estava no apogeu, a US$ 147, contra US$ 59 deste trimestre. “É pouco mais de um terço”, afirmou.

O diretor da Petrobras garantiu que a exploração da camada pré-sal está viabilizada com os atuais preços do óleo e tendo em vista as tendências do mercado futuro.

“Nós temos uma expectativa muito forte de que é perfeitamente viável, pelas avaliações que já fizemos, mas temos muitos ganhos ainda a conquistar, em termos de formas de trabalhar o desenvolvimento e a produção. O cenário é muito diferente, é muito longe da costa brasileira, mas os campos são muito maiores e aparentemente mais produtivos. Isso tudo vai influenciar no custo, assim como a forma e a tecnologia que vamos usar. Pelas estimativas que temos do piloto, é perfeitamente viável”, avaliou o diretor.

Por Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil. Edição: Aécio Amado.

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Petrobras vai operar blocos do pré-sal e terá participação de 30% nos consórcios

Brasília – Após quase quatro horas de reunião, o governo federal decidiu que a Petrobras será a operadora de todos os blocos da camada pré-sal e terá uma particpação mínima de 30% nos consórcios que vencerem as licitações. O percentual foi confirmado pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. A participação da União será definida caso a caso, em cada licitação.

Outros pontos, no entanto, ficaram pendentes – como a questão dos royalties. Por isso, a divulgação do marco regulatório do pré-sal, que deveria ocorrer na próxima semana após reunião ministerial, ficou para a semana seguinte. “Vamos voltar a nos reunir na próxima segunda-feira (17) na tentativa de fechar pendências e, a partir daí, concluir a redação final”, informou Lobão após a reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Também na próxima semana, por orientação de Lula, Lobão e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, deverão ouvir a opinião do Conselho Político e de lideranças políticas, empresariais e dos trabalhadores antes de finalizar o marco regulatório.

Lobão confirmou, ainda, que o marco regulatório para o petróleo proporá a criação de um único fundo social, que será composto pelos recursos que pertencerão à União com a exploração do petróleo na camada pré-sal. “Esse fundo aplicará recursos também no exterior com caráter de fundo soberano”, disse.

De acordo com o ministro, após a conclusão das discussões, serão enviados ao Congresso três projetos de lei ordinária, com urgência. Na semana passada, ele havia antecipado que um dos projetos trataria da criação do fundo, outro regulamentaria o novo marco regulatório para o petróleo e um terceiro trataria da criação de uma nova empresa estatal para gerir os recursos do petróleo da camada pré-sal.

Também participaram da reunião de hoje os ministros da Fazenda., Guido Mantega, e da Casa Civil, Dilma Rousseff, o presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, o advogado-geral da União, José Antonio Toffoli, a representantes da Agência Nacional do Petroleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A criação de um novo marco regulatório para o petróleo vem sendo discutida há mais de um ano pelo governo. O pré-sal é uma área de cerca de 800 quilômetros de extensão, que vai do litoral do Espírito Santo até Santa Catarina. O petróleo está localizado abaixo da camada de sal, a mais de 2 mil metros de profundidade.

Por Mylena Fiori – Repórter da Agência Brasil. Edição: Aécio Amado.

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Comentários do Presidente, Sr. José Sergio Gabrielli de Azevedo

Prezados acionistas e investidores,

Estamos divulgando os resultados obtidos no primeiro semestre de 2009, que mesmo com a expressiva queda do preço do petróleo propiciou uma geração de caixa operacional, medida pelo EBITDA, superior a R$ 30 bilhões e um lucro líquido de R$ 13,6 bilhões.

Mais uma vez, os bons resultados dos diferentes segmentos em que operamos demonstram o benefício de sermos uma empresa integrada. A área de Abastecimento apresentou lucro líquido superior a R$ 10 bilhões no primeiro semestre, compensando substancial parcela da redução do resultado da Exploração e Produção devido a menores preços do petróleo. A área de Gás e Energia obteve ganhos de margens e redução de custos, fechando o semestre com lucro líquido superior a R$ 200 milhões.

A operação de Distribuição mostrou ganhos na participação no mercado e melhores margens, finalizando o semestre em patamar bastante semelhante ao do primeiro semestre de 2008, apesar da redução da demanda no mercado doméstico.

Os sucessos gerados nas operações e a positiva perspectiva futura têm se mostrado em ganhos para investidores e acionistas. O valor de mercado da Cia. subiu mais de 60% em dólares até o final de julho.

No mesmo período, o AmexOil, índice que inclui grandes empresas do setor, caiu 2%. Dentre as principais empresas de óleo e gás no mundo, a Petrobras foi a que apresentou a maior elevação de valor de mercado no ano.

Na área operacional, desde o final de 2008 acrescentamos 525 mil barris/dia de capacidade de produção com o início das atividades das plataformas P-51, P-53, FPSO Cidade de Niterói e as operações no Parque das Conchas e Frade, que serão fundamentais para manter a trajetória de incremento de produção. No primeiro semestre, a produção de óleo e LGN cresceu 7% em relação ao primeiro semestre de 2008 e 6% em relação ao segundo trimestre do ano anterior. Trata-se de clara
vantagem comparativa da Petrobras já que poucas empresas no mundo apresentam estas taxas de crescimento.

Obtivemos importantes avanços na área de exploração. Em início de abril, declaramos a comercialidade do campo Piracucá, localizado no litoral do Estado de São Paulo, com volume “in situ” estimado em 550 milhões de barris de óleo equivalente. Em maio, divulgamos a existência de gás e condensados no poço Panoramix, em águas rasas também no Estado de São Paulo.

Novas descobertas também ocorreram na região do pré-sal. Divulgamos a descoberta no poço Corcovado-1, no pré-sal da Bacia de Santos e no poço de Iguaçu, localizado na área de avaliação denominada de Carioca, no bloco BM-S-9, em lâmina d’água superior a 2 mil metros.

Um importante marco foi o início do Teste de Longa Duração de Tupi, em 1º de maio, que tem como objetivo analisar diferentes aspectos da região, como comportamento dos reservatórios, movimentação e drenagem dos fluidos e geometria dos poços. Apesar de ter sido interrompido momentaneamente em início de julho para reparos em equipamentos, os resultados obtidos têm sido conforme o esperado e
serão valiosos para a definição do plano de desenvolvimento da área.

Na área internacional, concluímos a aquisição de ativos no Chile, o que garante posição relevante no mercado de distribuição neste país. Foi, também, aprovada a compra, para controle total, da Petrobras Energía Perú. Seguindo a estratégia de ampliação da atuação em águas profundas e ultra-profundas na costa Oeste da África, a Companhia adquiriu, em maio, 50% de participação na exploração de importante bloco na Namíbia.

Apesar da aversão ao risco ainda presente nos mercados financeiros, o grau de investimento permitiu a emissão, em fevereiro, de US$ 1,5 bilhão em notas com vencimento em 2019. Em início de julho, reabrimos estas Global Notes e captamos US$ 1,25 bilhão de recursos, com rendimento ao investidor 1,5 p.p. abaixo da taxa de fevereiro, o que reduziu nosso custo de crédito. O sucesso desta segunda operação foi tanto que a demanda superou cinco vezes o seu volume. Dada a nossa credibilidade no mercado, concluímos em maio as negociações com a China Development Bank para financiamento de US$ 10 bilhões em prazo de 10 anos, após termos adquirido em final de abril linha de financiamento de US$ 2 bilhões com o US EximBank. E, em final de julho, fechamos contrato de financiamento com o BNDES no valor de R$ 25 bilhões.

Com a forte geração de caixa e a capacidade de captação de recursos, nosso programa de investimentos alcançou mais de R$ 32 bilhões nos primeiros seis meses do ano. Isto significa crescimento de 57% em relação ao mesmo período de 2008, sendo a maior parte dos recursos direcionada para a Exploração e Produção visando à ampliação de nossa capacidade produtiva.

Apesar das incertezas que ainda estão presentes na economia mundial, a Companhia vem mostrando a sua capacidade em superar desafios e atingir os objetivos e metas de longo prazo. Em um ambiente de crescente competitividade e dinamismo, nossas conquistas no primeiro semestre de 2009 mostram que estamos no caminho certo.

TEXTO COLHIDO NO SÍTIO www.petrobras.com.br, NO ENDEREÇO ELETRÔNICO http://www2.petrobras.com.br/ri/spic/bco_arq/RMFBRGAAP2T09Port.pdf.

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