Rio de Janeiro – A Petrobras protocolou hoje (3) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido de oferta pública de distribuição primária de 2,174 bilhões de novas ações ordinárias e 1,585 bilhões de novas ações preferenciais. A finalidade é financiar o plano de investimentos da empresa. A oferta pública será promovida simultaneamente no Brasil e no exterior, conforme aprovação na reunião do Conselho de Administração da Petrobras, que ocorreu na última quarta-feira (1º).
No Aviso ao Mercado encaminhado à CVM, a Petrobras informa que a oferta inicial poderá ser acrescida de um lote adicional de 10% das ações ordinárias ou preferenciais, e outros 5% em lote suplementar. Além disso, o procedimento de bookbuilding (coleta de intenções de investimento) vai até o próximo dia 23.
Serão feitas três ofertas: a prioritária, destinada aos acionistas e na qual serão distribuídas até 80% da quantidade inicial de ações ordinárias e preferenciais. Os Fundos Mútuos de Privatização (FMP) poderão participar da oferta prioritária, o que possibilita aos cotistas desses fundos participarem da aquisição, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), desde que não exceda o limite de 30% do saldo da conta vinculada.
A segunda oferta será a de varejo: para empregados da Petrobras, que terão preferência na distribuição, e pessoas físicas. O investimento direto, nessa oferta, terá um mínimo de R$ 1 mil e um máximo de R$ 300 mil.
A terceira oferta será para os investidores institucionais, grupo que inclui pessoas jurídicas, instituições financeiras e clubes de investimento, do Brasil e do exterior. De acordo com o Aviso ao Mercado, para essa oferta serão destinadas as ações restantes, até o limite de 10% da oferta original, com investimentos a partir de R$ 300 mil.
Por Paulo Virgílio – Repórter da Agência Brasil. Edição: Talita Cavalcante.
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Mantega diz que capitalização da Petrobras é operação inédita
Brasília – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reafirmou hoje (1º) que está mantida a previsão do dia 30 de setembro para a realização da capitalização da Petrobras. Segundo ele, neste dia, será enviado um aviso ao mercado com valores e condições da capitalização. “Esta é a maior operação dessa natureza que já foi feita”, disse. Os detalhes de como será feita a oferta de ações serão informados ao mercado no dia 3 de setembro”.
O processo de capitalização terá um índice mínimo de nacionalização de 37% para o período exploratório. Na fase de implantação, o mínimo passa para 55% e o médio para 65%. “É uma maneira de afastar a possibilidade de doença holandesa, porque isso vai fomentar a industrizliaação do país”, disse Mantega. A capitalização terá um retorno de 8,83% ao ano.
O ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, disse que o processo vai sofrer revisões individualizadas por blocos. O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, lembrou que a escolha da área de Franco para fazer a capitalização reflete o melhor conhecimento exploratório que existe no momento. “Não teremos nenhum risco em relação ao volume [de petróleo]”, disse.
No fato relevante enviado hoje ao mercado, a Petrobras afirma que o valor do contrato de cessão onerosa foi determinado por meio de negociação entre a Petrobras e a União, baseado em laudos elaborados por certificadoras independentes. Também ressalta que todos os termos do contrato foram aprovados pelo Conselho nacional de Política Energética (CNPE).
Por Sabrina Craide e Wellton Máximo – Repórteres da Agência Brasil. Edição: Rivadavia Severo.
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Barril do petróleo para capitalizar Petrobras vai custar US$ 8,51
Brasília – O barril do petróleo que será usado para a capitalização da Petrobras vai custar em média US$ 8,51. O valor foi comunicado há pouco pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. O valor da cessão onerosa dos cinco bilhões de barris será de US$ 42,533 bilhões.
O preço do barril é importante para definir o valor da capitalização da Petrobras, prevista para ocorrer no dia 30 de setembro. A capitalização será feita por meio da cessão onerosa, na qual o governo poderá ceder à estatal até 5 bilhões de barris de petróleo em áreas ainda não concedidas. Os detalhes do contrato de cessão onerosa estão sendo explicados por Mantega à imprensa.
No fim do ano passado, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) contratou a Petrobras para fazer as perfurações que permitirão a coleta de informações sobre os reservatórios do pré-sal. A partir daí, a agência e a estatal definiram as áreas a serem repassadas por meio da cessão onerosa.
Com base no volume que será cedido pela União à Petrobras, uma empresa especializada e independente definiu o valor para essas reservas. Somente com o valor divulgado, a estatal poderá fazer uma oferta privada de ações na bolsa de valores para captar os recursos.
Os membros do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) estiveram reunidos durante duas horas na tarde de hoje (1º) no Ministério de Minas e Energia para definir os detalhes da operação. O conselho é formado por integrantes dos ministérios de Minas e Energia, Planejamento, Fazenda, Meio Ambiente, Agricultura, Integração Nacional, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, além da Casa Civil, representantes de estados e de universidades. Depois disso, integrantes do Conselho de Administração da Petrobras se reuniram no Ministério da Fazenda.
Para calcular quanto custa cada barril de petróleo, o governo levou em conta as avaliações independentes contratadas pela Petrobras e pela ANP. Um valor mais alto para o barril representa perdas para a Petrobras e ganhos para a União.
Segundo Mantega, sete campos de reserva serão entregues à Petrobras para exploração: Tupi Sul, Florim, Peroba, Tupi Nordeste, Guará, Iara e Franco. O campo de Peroba, no entanto, só será acionado se a extração nas demais reservas não alcançar o volume de 5 bilhões de barris.
O valor de US$ 8,51 por barril refere-se à média dos campos de petróleo. O campo de Franco, que deverá fornecer cerca de 3,1 bilhões de barris, terá o valor mais alto: US$ 9,04. O menor valor será o do petróleo extraído do campo de Iara: US$ 5,82.
Por Sabrina Craide e Wellton Máximo – Repórteres da Agência Brasil. Edição: Rivadavia Severo.
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