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Petrobras testa capacidade de financiamento de bancos

O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, informou nesta segunda-feira que a companhia vai iniciar testes com bancos brasileiros visando futuros financiamentos para fornecedores da indústria do petróleo, com objetivo de atender à imensa demanda dos projetos do pré-sal.

“Hoje faremos um teste ácido com os bancos para eles avaliarem”, afirmou Barbassa, referindo-se a termo do mercado financeiro sobre medição da capacidade de pagamento de possíveis tomadores de créditos. “Vamos ver as condições contratuais e as garantias que terão, se o modelo é executável”, acrescentou.

A Petrobras foi orientada pelo governo a buscar o aumento do conteúdo nacional em seus equipamentos desde 2003. Com a descoberta do pré-sal, em 2007, as encomendas da empresa irão aumentar gradativamente e o ritmo da exploração da nova fronteira será ditado pela capacidade de atendimento da demanda por empresas locais.

Para viabilizar esse crescimento, a Petrobras quer estender aos pequenos fornecedores o crédito que normalmente disponibiliza aos seus fornecedores diretos, de maior porte. “O desafio aqui é a indústria brasileira, nós estamos trabalhando para facilitar um pouco a condição da empresa brasileira de obter recursos”, disse Barbassa.

“O fornecedor do fornecedor tem que ser financiado, mas quem vai operar isso é o sistema bancário”, afirmou, descartando a hipótese de a Petrobras se tornar uma espécie de “banco” do setor, como ocorreu em alguma medida com a Eletrobrás , responsável pelo financiamento da expansão da geração elétrica no país.

Para conseguir recursos suficientes e fomentar a indústria nacional, a Petrobras será capitalizada até o final do primeiro semestre do ano que vem, prevê Barbassa, processo que ainda está tramitando na Câmara dos Deputados. “Até o primeiro semestre de 2010 isso (a capitalização) terá sido concluído e vai estender a capacidade financeira para indústria”, explicou. Ao mesmo tempo, a companhia continua o trabalho de atrair fabricantes de equipamentos para o país.

No primeiro trimestre do ano que vem, a empresa volta à China para conversar com algumas empresas do setor. “Já estivemos no Japão, na Coreia e Cingapura, queremos atrair para o Brasil não apenas as empresas grandes, que já conhecem o Brasil, mas motivar os fornecedores dos estaleiros de lá”, explicou o executivo em seminário sobre o pré-sal no Rio de Janeiro.

“Os estaleiros nem são a nossa prioridade, queremos trazer os fornecedores desses estaleiros”, disse Barbassa, fazendo coro com Guilherme Estrella, diretor de Exploração e Produção da companhia, que na semana passada reclamou da falta de fabricação de turbinas para navios no país.

Com agências.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.vermelho.org.br.

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Banco chinês repassará US$ 3 bilhões para Petrobras ainda este ano

Rio de Janeiro – O China Development Bank repassará para a Petrobras, ainda este ano, a primeira parcela, de US$ 3 bilhões, do financiamento de US$ 10 bilhões acertado na semana passada.

A informação foi dada hoje (09/11) pelo diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, após palestra promovida pelo Instituto dos Executivos de Finanças (Ibef), na sede do Jóquei Clube do Rio de Janeiro. “A expectativa é de que essa primeira parcela já possa estar nos cofres da estatal entre dezembro deste ano ou janeiro do próximo.”

Barbassa também admitiu que, tão logo entre nos cofres da companhia a primeira parcela do empréstimo de US$ 10 bilhões, passa a vigorar a contrapartida firmada com a Unipec Ásia, subsidiária da petroleira chinesa Sinopec. O acordo prevê a exportação, imediatamente após a liberação dos US$ 3 bilhões, dos 150 mil barris de petróleo diários constantes do contrato.

As negociações com o banco chinês foram concluídas e os contratos assinados no último dia 3. Os US$ 10 bilhões, com prazo de amortização de dez anos, serão usados para financiar o Plano de Negócios da Petrobras 2009-2013 e ingressarão no caixa da empresa em várias etapas, de acordo com os avisos de saques a serem emitidos pela empresa nos próximos meses.

Os contratos vinham sendo negociados desde maio de 2009, quando foi acertado o empréstimo entre as partes e prevê que o volume de petróleo a ser exportado para a Sinopec será de 200 mil barris nos nove anos subsequentes a está primeira carga.

Por Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil. Edição: João Carlos Rodrigues.

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Apesar da crise, investimentos da Petrobras cresceram 49%

Rio de Janeiro – Apesar da crise financeira internacional, os investimentos da Petrobras de janeiro a setembro deste ano atingiram R$ 50, 680 bilhões, um incremento de 49% em relação aos recursos investidos no mesmo período de 2008, de R$ 34,050 bilhões. Segundo o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, os investimentos priorizaram o desenvolvimento da capacidade de produção de petróleo e gás natural no Brasil.

Do total investido, R$ 23,219 bilhões foram para o segmento de exploracão e producão, um aumento de 47% sobre os nove primeiros meses de 2008. Também houve crescimento nos recursos investidos na área de gás e energia que atingiram R$ 4,483 bilhões, um aumento de 103% em relação aos R$ 2,207 bilhões de igual período de 2008.

Já na área de abastecimento, onde os investimentos atingiram R$ 10,591 bilhões, houve uma expansão de 65%, em relação aos R$ 6,423 bilhões investidos de janeiro a setembro de 2008.

Por Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil. Edição: Aécio Amado.

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Petrobras tem lucro líquido de R$ 7,3 bilhões no terceiro trimestre

Rio de Janeiro – A Petrobras registrou no terceiro trimestre deste um lucro líquido de R$ 7,303 bilhões, resultado 26% menor do que os R$ 9,843 bilhões relativos a 2008. Os dados do balanço financeiro do terceiro trimestre da estatal estão sendo divulgados neste momento pelo diretor financeiro da empresa, Almir Barbassa.

A queda no lucro líquido, segundo Barbassa, reflete os menores preços do petróleo e de seus derivados praticados nos mercados externo e interno, embora já dêem sinais de recuperação.

O valor comercial da companhia alcançou R$ 336,772 bilhões, “refletindo exatamente a recuperação da atividade econômica dos preços do petróleo, além da credibilidade do mercado sobre os resultados e perspectivas positivas da companhia”.

O diretor financeiro explicou que, quando comparado com o terceiro de 2008, o último trimestre foi marcado “pelo aumento da produção de petróleo e gás, pelo maior volume exportado e pela forte queda de 41% na cotação do petróleo Brent (cotação de petróleo cru), que passou de uma média de US$ 115, no terceiro trimestre de 2008 para US$ 68, neste terceiro trimestre de 2009.

A receita operacional líquida do trimestre corrente foi 20% inferior a do mesmo trimestre do ano anterior, enquanto o custo dos produtos vendidos caiu 28%, levando o resultado operacional da Companhia a uma redução de 17% em comparação com o terceiro trimestre de 2008.

O lucro líquido consolidado de R$ 7,3 bilhões, por sua vez, foi 26% inferior ao do terceiro trimestre do ano passado, acompanhando a trajetória dos preços médios de realização da companhia, que caíram 18% no período. A geração de caixa operacional cedeu 8%, atingindo R$ 13,993 bilhões. Os resultados foram fortemente impactados pela despesa não recorrente de R$ 2,4 bilhões com a participação especial do Campo de Marlim, e tseria ainda mais sólidos caso não houvesse o provisionamento desta despesa no trimestre, resultado de acordo com a Agencia Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Por Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil. Edição: Aécio Amado.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

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