Os portadores de necessidades especiais realizaram durante o 9º CONCUT uma reunião para formar o coletivo nacional que organize a pauta de reivindicações desses trabalhadores. Segundo Ana Paula Feminela, diretora dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Florianópolis/SC, a proposta é discutir a igualdade de direitos para a construção de um coletivo ampliado. “Para isso estou colhendo assinaturas para organizar o primeiro encontro nacional de dirigentes sindicais portadores de deficiência”.
Ana Paula também destacou sua posição contrária à discussão de participação em conselhos e de como é encaminhada a política de cotas para os portadores. “Essas discussões colocam uma nebulosa sobre a luta de classes. A desigualdade é muito grande. É muito diferente ser deficiente e circular com uma cadeira de rodas em um shopping e viver nessa condição dentro de uma favela. Isso é um abismo social muito cruel para classe trabalhadora”. Outro ponto levantado pela sindicalista foi a proposta de cotas para concurso público e universidades. “É a luta pela igualdade de direitos para uma classe trabalhadora específica”.
O professor da Apeoesp, Wanrley Viana, também portador de necessidades especiais, explicou a situação da categoria. “Somos sete milhões entre trabalhadores e trabalhadoras. Só no estado de São Paulo temos 4 milhões de pessoas com algum tipo de dificuldade física. A nossa luta é pela construção de um coletivo nacional para que possamos dar assessoria a essas questões. A idéia é formar sindicalistas sobre o tema”.
Segundo ele, o cumprimento da lei específica de cotas que determina a contratação nas empresas conforme a quantidade de funcionários também faz parte da reivindicação. “Essa lei não é cumprida e nós temos uma ação na Delegacia Regional do Trabalho de São Paulo que está cobrando de 40 mil empresas a assinatura de um termo de compromisso”, ressaltou.
Fonte: Agência CUT
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