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É preciso representar o trabalhador como cidadão

Em Curitiba, Vagner Freitas falou sobre a importância da Central no Brasil e listou desafios da classe trabalhadora

Escrito por: CUT-PR

 

O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, participou nesta quinta-feira (10) de uma plenária sindical organizada pela CUT Paraná, em Curitiba. Ele traçou um histórico da Central, sua importância para o desenvolvimento do Brasil, abordou temas espinhosos e reforçou o papel dos sindicatos para a classe trabalhadora.

“É preciso representar o trabalhador como cidadão”, enfatizou o presidente.  “A CUT cumpriu e continua cumprindo seu papel transformador da sociedade brasileira, quando se propôs 30 anos atrás a organizar a classe trabalhadora”, completou a vice-presidenta Nacional da CUT, Carmen Foro.

A presidenta da CUT Paraná, Regina Cruz, destacou a capacidade de organização da Central mesmo diante das dificuldades. Citou como exemplo recente o fato de no Paraná a CUT ter ficado sem sede durante 10 meses, mas mesmo assim não perdeu o poder de mobilização. “Ficamos sem sede, desde janeiro, mas não deixamos de fazer a luta. Nos organizamos e construímos nossas prioridades. Estivemos presentes nas grandes lutas deste ano, como por exemplo, contra o PL. 4.330, seja aqui no Paraná ou acompanhando a Nacional em Brasília”, afirmou a presidenta da CUT-PR, Regina Cruz.

“As vezes eu ouço das pessoas: ‘como está ruim o governo’. Mas muitas delas compraram seu carro com a redução do IPI proposta pelo Lula, ou ainda, compraram sua casa no maior projeto de construção de casas próprias deste País nunca imaginou fazer. O investimento em saúde não se compara aos governos passados, os aeroportos estão cheios porque a classe média já consegue viajar ou porque estão fazendo faculdade devido ao Prouni. Não sei se estas pessoas eram muito jovens para lembrar de governos anteriores. Hoje elas tem 22 anos e tinham doze, então eram muito novas para lembrar. Então cabe a nós lembra-las”, recordou a vice-prefeita de Curitiba, Mirian Gonçalves, que também participou da Plenária.

A maneira como a CUT cresceu tornou-se exemplo, não apenas para o Brasil, mas para o mundo todo foi destacada pelo presidente Vagner Freitas. “Acabo de chegar de Bruxelas. Eu estava no conselho mundial da CSI, a central sindical internacional, maior entidade sindical do mundo. Eu fui convidado pela secretária geral, que é uma mulher australiana chamada Sharon Burrow e pelo presidente Michael Sommer. Fui fazer no conselho uma exposição sobre o sucesso extraordinário que tem a luta dos trabalhadores no Brasil por meio da CUT porque somos um exemplo mundial de central organizada e combativa”, relatou.

Vagner ainda recordou de outras viagens, como na Alemanha e nos Estados Unidos, onde foi mostrar o exemplo da CUT. “A ONU reconhece que a única entidade sindical no mundo, que foi capaz de mudar a realidade da classe trabalhadora do seu país, sabe qual é? A CUT. A Central Única dos Trabalhadores, reconhecida pela ONU e nós temos 30 anos e as centrais europeias em geral tem mais de 100 anos”,  comparou.

 CUT Combativa

O presidente também falou sobre a história de lutas. “A CUT é a soma da luta dos seus sindicatos. Se nós temos lutas nos sindicatos, nós temos uma CUT combativa. Quem organizou mais greve do que a CUT nos últimos 12 anos? Neste momento que estou falando aqui vocês tem noção de quantos sindicatos da CUT Estão em greve? Enfrentando governo, patrão para defender os trabalhadores?”, provocou.

O resultado destas lutas, de acordo com ele, resultaram no crescimento econômico, na construção da política do salário mínimo e em uma média de aumento real de 2,5 a 3,5% nos últimos para os trabalhadores. “Vocês acham que isso teria sido obtido sem a luta da CUT e dos sindicatos da CUT? Qual luta importante nos últimos anos que não teve a participação da CUT”, questionou. De acordo com ele, a construção de uma tentativa de desmoralização do movimento sindical e do militante cutista no Brasil vem da direita, de forma inteligente, dentro da disputa de poder.

Manifestações de junho

Aos cutistas presentes, Vagner Freitas revelou que viu com bons olhos as manifestações de junho que tomaram conta do País. Contudo, fez algumas ressalvas. “Esta história do apartidarismo, do movimento do eu por eu mesmo, sem partido, sem sindicato, sem participação coletiva, é uma construção da direita.  Nossa proposta é outra: de coletividade, de agregação, sindicalismo, companheirismo. É isso que construiu a CUT”, avaliou.

Reformas

Na plenária, Vagner Freitas adiantou que a CUT deverá focar seus esforços em novas campanhas em defesa da classe trabalhadora, como o fim do fator previdenciário e a reforma política. “Na agenda de curto prazo também queremos construir nosso plebiscito pela reforma política e tributária”, afirmou. O presidente também defendeu uma constituinte para realizar as mudanças no sistema político brasileiro.

De acordo com ele, não há uma representação fidedigna da classe trabalhadora nas instâncias de poder, sobretudo no judiciário e no legislativo. “Nós continuamos tendo poder judiciário retrógrado, na mão dos empresários e um congresso nacional com 513 deputados, sendo 400 ou é empresário ou indicado por empresário. Ainda continuamos tendo financiamento privado de campanha, o que não possibilita que no Congresso Nacional tenhamos uma representação democrática da sociedade brasileira”, afirmou.

O presidente também criticou a grande mídia, concentrada na mão do capital e a concentração fundiária. “Continuamos tendo um Estado absolutamente dominado pela burgesia e não pela participação popular e nós criamos a CUT para mudar isso e estamos longe”, finalizou lançando o desafio para a plateia.

Para ver a galeria de imagens da plenária, clique aqui. 

Notícia colhida no sítio http://www.cutpr.org.br/destaques/1192/e-preciso-representar-o-trabalhador-como-cidadao-diz-presidente-nacional-da-cut

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CUT Paraná inaugura sua nova sede

14/10/2013

Prédio foi totalmente reconstruído. Noite de festa também foi de homenagens para quem fez a história da Central

Escrito por: CUT-PR

 

Na noite da última quinta-feira (10) a Central Única dos Trabalhadores do Paraná inaugurou sua nova sede. O prédio foi totalmente reconstruído, uma vez que a estrutura anterior já contava com cerca de 60 anos desde construída e apresentava uma série de problemas. O novo espaço possuí 11 de salas trabalho, além de outras áreas de uso comum, biblioteca, duas  salas de reunião com uma infra-estrutura completa para organizar a luta dos trabalhadores no Estado.

“Para atestar para vocês, a CUT continua muito forte, vibrante e participativa, além do seu tempo, organizada nos 27 estados do País. Só nesse último mês fui em quatro estados inaugurando sedes novas da CUT, no Mato Grosso, Maranhão, Pernambuco e agora no Paraná. Não podemos esquecer do nosso projeto, para continuar trazendo ganho para trabalhadores, representando os trabalhadores e continuar com o projeto que mudou o Brasil”, afirmou o presidente Nacional da CUT, Vagner Freitas, um dos homenageados da noite.

A presidenta da Central no Paraná, Regina Cruz, destacou a unidade. “ A CUT nestes 30 anos foi construída pelo campo e pela cidade e é essa parceria que fortalece a nossa unidade. Esta nova sede também é reflexo disso, das nossas lutas, da nossa organização, da nossa unidade e do nosso planejamento”, afirmou a presidenta da CUT-PR, Regina Cruz.

Mas a noite também foi de homenagens. Figuras históricas e que ajudaram a construir a Central no Paraná e também no Brasil participaram da solenidade e foram o destaque da noite. Luiz Perin, um dos pioneiros na luta do campo, recebeu uma placa pela sua história na organização dos trabalhadores. “Quero agradecer os dirigentes da central que passaram por ela nestes 30 anos de história. Esta homenagem é para todos os trabalhadores e trabalhadoras de todos os ramos da nossa Central Única dos Trabalhadores. Nós não podemos esquecer a história dos trabalhadores que mudaram este País e todos nós fizemos esta história”, afirmou Luiz Perin.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Curitiba, David Pereira Vasconcellos, que participou do Conclat, congresso que fundou a CUT, também foi homenageado. “Esta homenagem não é minha, é nossa. Eu quero dedicar a direção do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, o segundo sindicato a se filiar nesta Central. O Sindicato que abriu as portas e me deu a oportunidade de desenvolver trabalho na secretaria de formação da Central. Tenho orgulho desta nova sede, porque também ajudei a construir de uma forma ou de outra. Ninguém melhor do que eu sabe como lá nos anos 80  sofremos para fundar esta Central”, completou.

Outra participante do Conclat, a professora estadual Judith Lourdes Barbisan, também foi homenageada. Mas antes, ela entregou à presidenta da Central um presente. O crachá que utilizou no congresso de fundação da Central.  “Foram três dias de debate, de crescimento. Nós não estávamos hospedados. Estávamos alojados, porque nós dormíamos no chão.  Não tinha cadeira, tinha bancos para sentarmos. Aonde ficamos três dias em debates seríssimos, importantes para toda a classe trabalhadora. Na hora de comer era no chão, com o prato no colo”, recordou.

Para ver as fotos da inauguração, clique aqui.

Notícia colhida no sítio http://www.cutpr.org.br/destaques/1191/cut-parana-inaugura-sua-nova-sede

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