fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 09:45 Sem categoria

Prêmio Jovem Cientista premia iniciativas para reduzir desigualdades

Brasília – O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) apresentou hoje (22) as vencedoras do prêmio Jovem Cientista. Com 1.748 inscrições, o prêmio este ano teve como tema Educação para Reduzir as Desigualdades.
As três ganhadoras foram Júlia Soares Parreiras, na categoria estudante de nível médio, Teresinha Cristina da Costa Rocha, na de nível superior e Sheila Regina dos Santos Pereira, na de graduado.

Júlia fez um trabalho de desinfecção da água por meio da concentração solar. Com isso, ela ajudou comunidades carentes próximas a Belo Horizonte (MG) a transformar a água de um rio poluído em produto de boa qualidade utilizando apenas garrafas PET, papelão e tinta preta.

Já a estudante do último ano de filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais, Teresinha Rocha, foi vencedora do Jovem Cientista porque desenvolveu um dicionário de filosofia na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Com a ajuda de pessoas surdas da comunidade acadêmica, ela criou gestos para representar palavras que antes não tinham correspondência em Libras – como “metafísica”, por exemplo. O dicionário, em CD ROM, permite que a pessoa veja uma foto do gesto e a palavra escrita em língua portuguesa.

Já a vencedora do prêmio na categoria graduado, Sheila Pereira, apresentou a pesquisa Oguntec: uma experiência de ação afirmativa no fomento à educação científica através da educação. O estudo analisa o trabalho realizado pelo projeto Oguntec que faz o acompanhamento escolar de 35 alunos de escolas públicas de Salvador (BA) durante os três anos do ensino médio, de modo a prepará-los para o vestibular.

A escolha da educação como tema deste ano do Prêmio Jovem Cientista, segundo o presidente do CNPq, Marco Antonio Zago, foi política. “Houve uma opção de natureza política, para chamar a atenção de que educação é uma coisa muito importante. Nenhum país vai se desenvolver sem educação”, afirmou.

Segundo Zago, o prêmio também quer mostrar que ciência faz parte do cotidiano das pessoas e que nem sempre é necessário um grande aparato tecnológico para realizar um trabalho científico.

“O que caracteriza a ciência não é a complexidade e, sim, que ela procura responder a perguntas fundamentais”, explicou o presidente do CNPq.

No total, mais de R$ 100 mil em prêmios vão ser pagos aos três primeiros colocados e às instituições que tiveram mais alunos inscritos.

Por Mariana Jungmann – Repórter da Agência Brasil.

==============================================

Lula pede mais incentivo a jovens cientistas do país

Brasília – Mais empenho ao incentivo aos pesquisadores brasileiros foi o pedido feito hoje (15/10/2007) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a entrega do Prêmio Jovem Cientista. A solicitação estende-se ao próprio governo, a reitores e diretores de escolas técnicas e do ensino médio de todo o país.

Mesmo tendo batido recorde no número de inscrições – 1.715 – o presidente considerou pequeno o número de inscritos nesta 22ª edição, que teve como tema Gestão Sustentável da Biodiversidade – Desafio do Milênio.

“É pouco para o tamanho do nosso país. Não estou cobrando ninguém, estou cobrando a mim em primeiro lugar”, disse, em cerimônia ocorrida no Palácio do Planalto. “Todos temos a obrigação de acreditar que um evento dessa magnitude será infinitamente melhor para o Brasil quando criarmos as condições de muito mais gente participar. Não tenho dúvida de que está cheio de gênios espalhados por este país afora”.

Na avaliação do presidente, a premiação ilustra o quanto ganha a sociedade quando investe nas novas gerações de pesquisadores. “O Prêmio Jovem Cientista consagra o talento e a juventude, a escola e o trabalho, a tenacidade e a inovação, a criatividade e a preocupação com o bem comum”, observou. “O Brasil tem mais de 50 milhões e 500 mil moços e moças com idade entre 15 e 29 anos que reúnem potencial suficiente para movimentar a gigantesca usina de inovação, riqueza e justiça social de que tanto precisamos”.

Lula também defendeu o que chamou de “fluxo contínuo” de ações do governo na área de educação, como o Plano de Desenvolvimento da Educação, o Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e o Programa Universidade para Todos (Prouni).

“Mais cedo do que tarde, o Brasil se surpreenderá com a resposta da juventude a estas iniciativas. Veremos, então, do que é capaz uma geração quando a sociedade lhe proporciona a escola a que tem direito. Em certo sentido, esses jovens se anteciparam às obrigações negligenciadas pelo Estado brasileiro durante décadas, muitas vezes, contando apenas com o incentivo da família humilde ou de um professor abnegado, e produziram conhecimentos e inovações relevantes para o futuro sócio-ambiental de nossa terra e de nossa gente”.

Por Mylena Fiori – Repórter da Agência Brasil.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.inf.br.

Close