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Por 21:02 Sem categoria

Presidenta Dilma defende modelo de desenvolvimento brasileiro

Na abertura do Pavilhão Brasil, nesta quarta (13), a presidenta Dilma Rousseff convidou os participantes da Rio+20 a conhecerem o que chamou de modelo brasileiro de desenvolvimento baseado na sustentabilidade. Para a presidenta, o respeito ao meio-ambiente não é tarefa apenas das nações desenvolvidas. E muito menos deve estar restrito às fases de expansão econômica.

Najla Passos

O respeito ao meio-ambiente não é tarefa apenas das nações desenvolvidas. E muito menos deve estar restrito às fases de expansão econômica. Este foi o principal recado da presidenta Dilma Rousseff, ao dar às boas-vindas aos participantes da Rio+20, nesta quarta (13), durante a abertura do Pavilhão Brasil, o espaço destinado a apresentar resultados do modelo brasileiro de desenvolvimento, segundo ela baseado na sustentabilidade. “O meio ambiente não é um adereço. O meio ambiente faz parte da visão de incluir, da visão de crescer, porque em todas elas nós queremos que esteja integrado o sentido de preservar e de conservar”, afirmou.

A presidenta enfatizou que, mesmo em momentos de forte crise econômica, a preservação do ecossistema deve ser preocupação central para todos os povos, ricos ou pobres. “Nós não consideramos que o respeito ao meio ambiente só se dá em fase de expansão do ciclo econômico. Pelo contrário, nós consideramos que um posicionamento pró crescer, incluir, preservar e conservar é parte intrínseca de uma concepção de desenvolvimento e, sobretudo, diante das crises, é necessário que tenhamos a consciência que não tem desenvolvimento possível feito na base de ajustes que só prejudicam pessoas, de ajustes que só prejudicam a preservação do meio ambiente ou da biodiversidade”, disse.

Para Dilma, a questão inclusão social, baseada na distribuição de riqueza para as pessoas, é elemento crucial de qualquer política econômica em qualquer tempo. “Nós queremos mostrar a todos aqueles que visitam o Brasil as conquistas alcançadas e o nosso compromisso de redução da desigualdade de forma definitiva e perene. E esse compromisso com a justiça social num momento importante para o mundo, num momento em que nós vemos conquistas de países avançados na área da inclusão e do desenvolvimento social sofrerem um duro reverso”. A presidenta lembrou que a economia brasileira cresceu 40% em uma década, ao mesmo tempo em que foram criados 28 milhões de empregos formais.

Ao convidar os participantes da conferência a conhecerem as experiências brasileiras expostas no pavilhão, destacou que o Brasil vem cumprindo seus compromissos ambientais, assumidos de forma voluntária a partir da Rio 92, o evento realizado há 20 anos que mudou a forma como o mundo encarava o meio-ambiente. “Desde 2004, o nosso desmatamento diminuiu 77%. Nós registramos o menor índice de desmatamento este ano. Nós respondemos por 75% das áreas de preservação ambiental criadas no planeta, desde 2003. Nós temos 45% da nossa energia decorrente de fontes renováveis”, afirmou.

O Pavilhão do Brasil é uma estrutura de 4 mil metros quadrados, localizada no Parque dos Atletas, em frente ao Riocentro, na Barra da Tijuca, construída com contêineres reaproveitáveis, para abrigar exposição sobre programas e projetos dos ministérios e órgãos governamentais. No espaço que circunda o pavilhão, há quatro áreas de exposição de programas de inovação, tecnologia sustentável e inclusão social, como o programa Minha Casa, Minha Vida, Água Doce e Cultivando Água Boa e produtos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A presidenta deverá voltar ao Rio de Janeiro na quarta (20), onde ficará até a sexta (22), participando de reuniões bilaterais com outros chefes de Estado.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cartamaior.com.br

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Governo não abrirá mão do conteúdo nacional nos projetos de petróleo e gás, diz Dilma

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O conteúdo nacional nos projetos do setor de petróleo e gás é uma meta perseguida pelo governo que não vai ser mudada, disse hoje (13) a presidenta da República, Dilma Rousseff, ao participar, no Palácio Guanabrara, sede do goverrno fluminense, da solenidade de assinatura do contrato de financiamento, entre o Banco do Brasil e o governo do estado do Rio de Janeiro, no valor de R$ 3,645 bilhões. “Todos aqueles que pensam que por meio de uma pressãozinha vão impedir que o governo continue a perseguir conteúdo nacional estão equivocados”, ressaltou.

De acordo com a presidenta, a indústria do petróleo é um dos grandes alavancadores do desenvolvimento nacional e constitui um setor importante, em especial, para o Rio de Janeiro, porque significa a oportunidade de criação de uma cadeia de fornecedores que vai desde o estaleiro e a construção de navios até equipamentos necessários à produção de petróleo e gás.

Em relação às críticas que tem ouvido, referentes ao conteúdo nacional para os projetos de produção de petróleo e gás no Brasil, Dilma explicou que os atrasos observados na produção da Petrobras não decorrem da exigência feita pelo governo federal de dar prioridade a equipamentos produzidos no país. “Isso, de fato, não é uma verdade”, ressaltou.

De acordo com a presidenta, os brasileiros têm condições de produzir tecnologia de alta qualidade no país. “E nós não mediremos esforços para isso”. Nesse sentido, segundo ela, o Programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal, prevê que até 2014 cerca de 100 mil brasileiros terão acesso a conhecimento e tecnologia mais avançada em universidades modernas, em todo o mundo.

Sobre a aquisição de sondas de exploração de petróleo e gás contratadas no exterior e que foram entregues fora do prazo, atrasando alguns investimentos da Petrobras. Dilma disse que a importação das sondas foi necessária, em um primeiro momento, porque “os estaleiros não estão prontos, porque nós sucateamos a nossa indústria naval e tivemos que reconstruí-la. Enquanto se reconstrói, você não consegue produzir sondas”. Por isso, a Petrobras foi obrigada a encomendar parte desses equipamentos no mercado internacional.

A presidenta acredita que a partir de 2015 ou 2016, o fornecimento desses materiais já poderá ser iniciado por meio de uma produção local. Ela reiterou que o governo pretende fazer uma política inteligente, “combinando muito de produção local e um pouco de importação, sim”. Deixou claro, entretanto, que a base da política de desenvolvimento não é “fazer vazar a demanda do Brasil para gerar emprego para os países lá de fora. A base da nossa política é gerar emprego aqui dentro”.

Edição: Aécio Amado

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://agenciabrasil.ebc.com.br

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