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Presidenta Dilma destaca importância da mulher no combate à desigualdade no país

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff destacou hoje (19) o fato do Programa Bolsa Família escolher preferencialmente a mulher chefe de família para receber o benefício. Durante encontro com mulheres camponesas, Dilma disse que o Estado brasileiro reconhece a importância da mulher para resolver o problema da desigualdade no país.

“Tenho muito orgulho do fato de que quem recebe o Bolsa Família no nosso país são preferencialmente as mulheres. Um país que reconhece isso é porque ele sabe o valor da mulher, da mulher camponesa, do campo e da floresta, da mulher trabalhadora para a criação do seu futuro e do seu presente. É um reconhecimento do Estado brasileiro da importância das mulheres para resolver umas das maiores pragas do Brasil, que foi e ainda é a desigualdade”, disse em discurso durante o 1º Encontro Nacional do Movimento de Mulheres Camponesas, no Parque da Cidade, em Brasília.

Dilma ressaltou que a ideia de dar preferência às mulheres no pagamento do benefício foi do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Quem soube disso primeiro não foi uma mulher, foi um homem, o então presidente Lula. Ele percebeu que a mãe – porque ele teve uma mãe especial – não abandona o filho, não abandona neto, a mãe está grudada nos filhos”, lembrou.

Acompanhada de quatro das oito ministras mulheres de seu governo, Dilma disse que um de seus primeiros compromissos ao assumir a Presidência foi “honrar as mulheres” e agradeceu pelo empenho das mulheres para a sua eleição. “Estou aqui não por um milagre. Não estou aqui porque ocasionalmente passei por aqui e aqui cheguei. Estou aqui porque milhões de brasileiras, de lideranças como as mulheres camponesas, de mulheres que luta por este país, construíram a possibilidade de eu estar aqui. Eu estou aqui porque vocês estão aí”.

No discurso, Dilma citou os mecanismos criados pelo governo para combater a violência contra as mulheres e disse que esses instrumentos serão fortalecidos. “Sabemos que acabar com a violência contra a mulher exige que estejamos atentas para reprimir de forma dura e incansável a violência física. E exige também combater a violência da exclusão, da desigualdade, da restrição e da perda de autonomia das mulheres”.

Durante a cerimônia, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram acordo para financiar cooperativas agrícolas, principalmente comandadas por mulheres. Segundo Dilma, a medida vai aumentar a autonomia das mulheres do campo.

De acordo com a organização do evento, cerca de 3 mil mulheres camponesas de 23 estados, além de representantes de entidades de mulheres de vários países participam do encontro. Na agenda de debates estão temas como violência contra as mulheres e a participação feminina na produção de alimentos. O encontro termina na próxima quinta-feira (21).

Edição: Aécio Amado

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Notícia colhida no sítio http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-02-19/dilma-destaca-importancia-da-mulher-no-combate-desigualdade-no-pais

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Após dez anos, governo atinge meta e retira 36 milhões da pobreza extrema

Erradicação total da miséria, porém, ainda depende da busca ativa pelas famílias que estão fora do cadastro do governo federal

Por: Júlia Rabahie, da Rede Brasil Atual – Publicado em 19/02/2013, 14:50 – Última atualização às 18:00

Após dez anos, governo atinge meta e retira 36 milhões da pobreza extrema Dilma discursa durante o evento no Palácio do Planalto (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff e a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, anunciaram hoje (19) que a partir de março todos os 36 milhões de brasileiros cadastrados nos programas de transferência de renda do governo federal sairão da extrema pobreza, zerando processo iniciado em 2003, no primeiro ano do governo Lula, com o Fome Zero e depois o Bolsa Família.

Até 2010, o Bolsa Família havia retirado 14 milhões da miséria. Mas ainda restavam 22 milhões que, mesmo recebendo os benefícios do programa, continuavam na extrema pobreza. A maioria destes conseguiu ultrapassar a linha a partir de completações dos programas Brasil Sem Miséria e Brasil Carinhoso, de 2011 para cá.

Apenas, 2,5 milhões de pessoas cadastradas ainda não recebiam os benefícios, o que ocorrerá a partir de agora. Durante o anúncio, Dilma afirmou que ainda não é possível falar em erradicação completa da pobreza extrema no país, já que existem muitas famílias fora dos cadastros governamentais – e que hoje são alvo da “busca ativa” do programa Brasil Sem Miséria. Estima-se que esse universo seja de 700 mil pessoas.

Para a presidenta, nenhuma outra medida já anunciada no Palácio teve a “força simbólica, a marca histórica e o efeito imediato do que o evento de hoje”. Segundo ela, o Brasil vira agora a página da exclusão social. “São os últimos extremamente pobres a transpor a linha da miséria. Não abandonamos nosso povo, por isso a miséria está nos abandonando. A ideia principal por trás deste ato é esta.”

Todas as famílias já beneficiárias do Bolsa Família que possuem renda familiar per capita menor que R$ 70 reais irão receber o benefício necessário para alcançar, no mínimo, este valor. “O Bolsa Família completa dez anos com o fim da miséria, do ponto de vista da renda, para seus beneficiários”, disse a ministra.

A Busca Ativa, estratégia que identifica e inclui as pessoas no Cadastro Único, foi ressaltada por Dilma como fator central para a superação de barreiras sociais no país. Ela afirmou saber que ainda existem muitas pessoas em situação de pobreza extrema.

“Não é que não haja nenhum brasileiro extremamente pobre. Infelizmente, ainda existe, sabemos disso. É necessário encontrarmos eles e incluirmos no Plano. O Estado deve ir atrás deles, não vamos esperar que batam à nossa porta.”

Idade Média

A presidenta também afirmou que o modelo de desenvolvimento nacional “desafia a lógica das interpretações simplistas”. De acordo com Dilma, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao criar o Bolsa Família em 2003, foi o primeiro presidente brasileiro a trazer a questão social para o centro do debate nacional.

“Nosso modelo nos diferencia do ‘disse me disse’ da pequena política. As correntes mais conservadoras insistem em não entender o Brasil e a originalidade de nosso modelo. Os velhos do restelo sempre surgem da Idade Média.”

De acordo com dados apresentados pela ministra do Desenvolvimento Social, no ano de 2012, 267 mil beneficiários do Bola Família estavam matriculados em cursos técnicos e profissionalizantes, e 15,7 milhões de crianças e jovens matriculados na escola, com frequência acompanhada pelo Cadastro Único.

Uma simulação produzida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e apresentada pela ministra, mostrou que 36 milhões de pessoas, se dependessem apenas de suas rendas, seriam extremamente pobres.

Dilma reforçou também a importância da participação dos estados, municípios e movimentos sociais para o êxito da busca ativa. “O governo federal tem feito sua parte e cabe aqui agradecer todos os estados e municípios. É um dever republicano reconhecer que os municípios, estados e movimentos sociais, por meio da busca ativa, ajudam na eliminação da pobreza extrema.”

Notícia colhida no sítio http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2013/02/governo-federal-anuncia-medida-de-erradicacao-da-extrema-pobreza

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