Blog do Planalto/Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff anunciou nesta segunda-feira (4), em Arapongas, o programa Terra Forte, que terá recursos de R$ 600 milhões para incentivar a industrialização de assentamentos rurais. A presidenta afirmou que deseja criar uma classe média no campo e que o programa Terra Forte é um dos melhores caminhos para que os assentados tenham qualidade de vida.
“Nós queremos criar uma classe média no campo, uma classe média de pequenos produtores, de pequenos proprietários, uma classe média de cooperativados. Porque não há motivo para esse país, com a quantidade de riqueza que tem, ter pessoas na pobreza. Não há motivo, não há justificativa, e nós, nenhum de nós, podemos nos conformar com isso (…) E eu quero apoiar o Projeto Terra Forte, porque, para mim, esse caminho aqui é um dos melhores caminhos para que as pessoas, homens e mulheres que vivam no campo, assentados da reforma agrária, tenham acesso a essa situação”, disse.
Dilma afirmou ainda que a agroindústria de leite montada pela Cooperativa de Comercialização e Reforma Agrária União Camponesa (Copran) no assentamento Dorcelina Folador é um exemplo a ser seguido.
“Eu queria dizer ainda que na definição clássica, a reforma agrária é a democratização à posse da terra. Nós temos no Brasil, hoje, um acúmulo. Sabemos que a reforma agrária terá resultados melhores se puder, ao mesmo tempo, mudar os padrões de produção. Reforma agrária e assentamento não é igual a agricultura de subsistência. Não é igual. Ela pode ser muito mais. Aqui hoje se provou que não só pode, como ocorreu. Ela é muito mais do que isso”.
Terra Forte – O programa contará com recursos de R$ 300 milhões, sendo R$ 150 milhões do fundo social do BNDES, R$ 20 milhões da Fundação Banco do Brasil e R$ 130 milhões dos demais parceiros – Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério do Desenvolvimento Social, Incra e Conab. Além disso, o Banco do Brasil disponibilizará R$ 300 milhões em crédito para as cooperativas investirem em agroindústrias, totalizando R$ 600 milhões em recursos.
José Damasceno, produtor rural de 52 anos, que tem quatro filhos e um neto, vê no investimento na implementação da agroindústria em assentamentos um incentivo para que os jovens continuem no campo, com mais renda e emprego próximo a região que moram.
“A agroindústria complementa um processo que vai ajudar a resistir no campo. Isso favorece as pessoas a ficarem, faz com que os filhos do assentado tenham opção de emprego e renda no campo sem precisar deixar a família em busca de oportunidade”, defende.
Assista vídeo a respeito em http://www.youtube.com/watch?v=kp7niE4ZdVM&feature=player_embedded
Notícia colhida no sítio http://www.pt-pr.org.br/noticias/5/11246/dilma-lanca-programa-para-assentamentos-em-arapongas
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Vamos continuar desonerando o investimento e a produção, afirma Dilma a rádios do Paraná
Blog do Planalto
A presidenta Dilma Rousseff concedeu, nesta terça-feira (5), entrevista a rádios do Paraná, em que respondeu perguntas sobre o corte na tarifa de energia, a desoneração da produção, o controle da inflação, a vigilância nas fronteiras e a preparação de Curitiba para Copa do Mundo.
A presidenta afirmou que, em 2013, o corte nos impostos deve alcançar R$ 53 bilhões, e que pretende levar a desoneração para todos os produtos da cesta básica.
“Eu concordo que é importante reduzir a carga tributária. (…) Nós estamos estudando a desoneração integral da cesta básica dos tributos federais. E o conceito de cesta básica está um pouco ultrapassado. E como a lei que definiu a cesta básica é bastante antiga, nós também estamos revisando os produtos que integram a cesta básica, a fim de que possamos desonera-los integralmente”, afirmou.
Ontem (4), a presidenta afirmou que esperava que, em parceria com o Congresso Nacional e com os estados e municípios, pudesse se avançar para que o Brasil tenha uma política tributária mais justa para os cidadãos e mais favorável ao investimento.
Ouça a locução a respeito em https://api.soundcloud.com/tracks/77928916/download?client_id=0f8fdbbaa21a9bd18210986a7dc2d72c
Notícia colhida no sítio http://www.pt-pr.org.br/noticias/5/11250/vamos-continuar-desonerando-o-investimento-e-a-producao-afirma-dilma-a-radios-do-parana
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Em Cascavel, Dilma entrega retroescavadeiras e participa do Show Rural Coopavel
PT Paraná/Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff esteve em Cascavel na manhã desta segunda-feira, dia 4. Acompanhada da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, além de senadores e deputados, Dilma fez a entrega de 29 máquinas retroescavadeiras para prefeitos do oeste e sudoeste do Paraná. O evento foi realizado na abertura do Show Rural Coopavel.
Em seu discurso, Dilma destacou o “vigor e a capacidade” da agricultura do Paraná, anunciou medidas de apoio aos pequenos, médios e grandes produtores, falou da importância da união entre governo federal, estadual e prefeituras para o desenvolvimento do país e elogiou a organização do Show Rural.
A presidenta afirmou que “a pujança da agricultura do Paraná é inquestionável” e que o estado é referência no setor.
De acordo com Dilma, a receita de sucesso da agricultura brasileira está na união da capacidade de trabalho, nas vantagens naturais e na aplicação de tecnologia de ponta. “Esta receita nos transformou na potência agrícola que somos hoje. A Coopavel ajuda a fortalecer esta receita. Aqui está uma das explicações para o fato do Brasil ser extremamente competitivo, chova ou faça sol, no que se refere à produção de alimentos”.
Dilma falou sobre as políticas do governo para incentivar a produção agrícola no Brasil. Segundo a presidenta, o País está numa fase mais avançada desta política, que começou no governo do ex-presidente Lula com a redução dos juros para o financiamento de equipamentos agrícolas.
Ela citou o Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013, que disponibilizou R$ 115 bilhões para financiar o custeio, comercialização e investimentos da agricultura empresarial e o Plano Safra da Agricultura Familiar, que ofereceu R$ 18 bilhões para crédito no mesmo período. “O governo federal jamais ofereceu tantos recursos para o financiamento agrícola. Para a próxima safra haverá a ampliação destes recursos e também a redução dos juros”, anunciou.
A presidenta anunciou que o governo federal irá criar uma agência ligada à Embrapa que vai prestar assistência técnica especializada a todos os produtores. “A agricultura brasileira vai continuar na fronteira da tecnologia no mundo. Tenham a certeza que todos os produtores, sejam pequenos, médios ou grandes, terão acesso à tecnologia de ponta”, garantiu.
Ela também anunciou que o governo está analisando a possibilidade de entregar um caminhão caçamba para cada município brasileiro com menos de 50 mil habitantes, além de uma retroescavadeira e uma moto-niveladora, equipamentos que já foram garantidos aos municípios. “Queremos melhorar as estradas vicinais, por onde passa o caminhão do leite, o ônibus escolar, a produção de proteína animal. Para que a gente tenha uma agricultura ainda mais sólida, precisamos melhorar a estrutura das estradas vicinais. Os pequenos municípios são essenciais neste processo e precisam de atenção maior do governo federal para que possam ter acesso à esta melhoria.”
Notícia colhida no sítio http://www.pt-pr.org.br/noticias/5/11242/em-cascavel-dilma-entrega-retroescavadeiras-e-participa-do-show-rural-coopavel
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MST entrega carta a Dilma com cobrança de desapropriações e Reforma Agrária
MST
A Direção Nacional do MST entregou à presidenta Dilma Rousseff, que visita o assentamento do MST Dorcelina Folador, no município de Arapongas (a 30 km de Londrina), uma carta com cobrança de desapropriação de terras e da realização da Reforma Agrária, na tarde desta segunda-feira (4/2).
Dilma pousou no campo de futebol do assentamento e foi recebida pelos dirigentes do MST João Pedro Stedile e Roberto Baggio e pela presidente da Cooperativa de Comercialização e Reforma Agrária União Camponesa (Copran), Dirlete Dellazeri.
A carta tem 10 pontos, com propostas e cobranças de medidas do governo federal (leia a carta abaixo). Na carta, o movimento diz que “o governo precisa retomar a política de criação de assentamentos e fazer a Reforma Agrária. Muito pouco tem sido feito para democratizar a terra”.
O governo Dilma é o que menos desapropriou imóveis rurais para fazer reforma agrária nos últimos 20 anos. Na primeira metade do mandato, apenas 86 unidades foram destinadas a assentamentos. Dilma supera só Fernando Collor (1990-92), que desapropriou 28 imóveis em 30 meses.
O movimento cobra um programa emergencial para assentar todas as famílias que vivem acampadas, em situação de extrema pobreza, com a desapropriação imediata de latifúndios em todo o país.
No documento, o MST afirma que a visita de Dilma ao assentamento Dorcelina Folador como “um reconhecimento da necessidade, importância e potencial da Reforma Agrária”.
Dilma fará o o lançamento do Programa Nacional de Agroindústrias na Reforma Agrária e a inauguração da agroindústria da Cooperativa de Comercialização e Reforma Agrária União Camponesa (Copran).
O programa é uma demanda antiga dos movimentos do campo, que pretendem avançar na organização dos assentamentos em cooperativas e industrializar a produção, para agregar valor e gerar renda aos trabalhadores rurais. Depois de mais de um ano de pressão, o governo lança o programa.
Dilma deve chegar às 13h e visita o espaço de melhoramento genético e criação dos novilhos a pasto, na unidade de produção do leite. Depois, ela visita a agroindústria de produção e empacotamento de leite, queijos e iogurtes. Por fim, ela passa pela feira de produtos da Reforma Agrária, produzidos no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Dilma deve almoçar com uma comitiva, que terá a presença de 10 dirigentes do MST, que acompanharão a presidenta por todo o percurso da visita.O ato político de lançamento do programa está previsto para começar às 15h. A expectativa é que aproximadamente 6 mil pessoas participem da atividade.No final do ato, o integrante da Coordenação Nacional do MST, João Pedro Stedile, concederá uma entrevista coletiva aos jornalistas, ao lado da sala da imprensa instalada pela organização do ato.
Abaixo, leia a carta:
CARTA DA DIREÇÃO NACIONAL DO MST À PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF
Arapongas/Paraná, 4 de fevereiro de 2013
Excelentíssima presidenta Dilma Rousseff,
a sua visita ao assentamento Dorcelina Folador, no município de Arapongas, na região de Londrina (PR), para a inauguração da agroindústria da Cooperativa de Comercialização e Reforma Agrária União Camponesa (Copran), é um reconhecimento da necessidade, importância e potencial da Reforma Agrária.
Os trabalhadores rurais estão fazendo muito pelo nosso país e podem fazer muito mais. Estamos muito longe do nosso potencial, que demanda uma ação forte, ampla e eficiente do Estado.
Em primeiro lugar, o governo precisa retomar a política de criação de assentamentos e fazer a Reforma Agrária. Muito pouco tem sido feito para democratizar a terra.
Em segundo lugar, os programas do governo para as famílias assentadas são conquistas importantes, no entanto, são muito burocráticos, não têm recursos suficientes tanto para cumprir seus fins como para a universalização.
Abaixo, apresentamos alguns pontos fundamentais para desenvolver o meio rural e combater a pobreza, fazendo a Reforma Agrária, agregando valor à produção dos assentados e gerando renda para melhorar a qualidade de vida do trabalhador rural.
1-Um programa emergencial para assentar todas as famílias que vivem acampadas, em situação de extrema pobreza, com a desapropriação imediata de latifúndios em todo o país. Só o nosso movimento organiza 90 mil famílias acampadas.
2-Garantir assistência técnica pública, programas de pesquisa e tecnologia para agropecuária.. Precisamos de uma empresa estatal de máquinas para a agricultura camponesa.
3-Política de crédito específica para as famílias assentadas, associada à produção agrícola diversificada e em bases agroecológicas e sem agrotóxicos e transgênicos, para promover uma agricultura sustentável. O Pronaf não atende as necessidades dos trabalhadores assentados.
4-Desenvolver políticas públicas para a cooperação agrícola, como mutirões, formas tradicionais de organização comunitária, associações e cooperativas, para aumentar a escala da produção.
5-Garantir a implementação de agroindústrias na forma cooperativa, sob controle dos agricultores e dos trabalhadores, para beneficiar os alimentos, agregar valor à produção e gerar renda, garantindo a oportunidades de trabalho para a juventude no meio rural.
6-Universalizar as políticas públicas de compra da produção de alimentos, de qualidade e saudáveis para atender a demanda dos municípios próximos dos assentamentos e as compras governamentais, para escolas e hospitais, fortalecendo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e os programas PNAE e PAA.
7-Universalizar o acesso à educação escolar de qualidade em todos os níveis, da creche à universidade e ensino técnico, com a construção e manutenção de escolas públicas e gratuitas, para aumentar o nível educacional dos assentados. Promover mutirão para erradicar o analfabetismo da população adulta.
8-Garantir a implementação do programa Minha Casa Minha Vida Rural, conforme sua determinação em abril de 2001 e até hoje não normatizada, para viabilizar a construção de moradias adequadas à cultura do meio rural.
9-Assentar as famílias sem-terra nos perímetros irrigados na região Nordeste, que serão beneficiadas com terra e acesso a água. Garantir abastecimento permanente de água potável nas comunidades rurais.
10-Fortalecer e universalizar o programa nacional para o desenvolvimento de técnicas de produção com base na agroecologia. Implementar um amplo programa de reflorestamento, para todas as áreas de Reforma Agrária, sob coordenação das mulheres, para recuperar as áreas degradadas e fontes de água destruídas pelo latifúndio.
DIREÇÃO NACIONAL DO MST
Notícia colhida no sítio http://www.pt-pr.org.br/noticias/9/11245/mst-entrega-carta-a-dilma-com-cobranca-de-desapropriacoes-e-reforma-agraria
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Richa destaca paz no campo e apoio a agricultura familiar – 04/02/2013 19:50
O governador Beto Richa afirmou nesta segunda-feira (04/02) que diálogo é fundamental para a paz no campo e que o Paraná tem dado atenção especial para a agricultura familiar. Richa acompanhou a presidente Dilma Rousseff na inauguração da Agroindústria de Leite da Cooperativa de Comercialização e Reforma Agrária União Camponesa (Copran), em Arapongas, Norte do Paraná.
“Somos parceiros de iniciativas como essa. Nos dois últimos anos, temos apoiado decisivamente os movimentos sociais e a agricultura familiar. São dois anos de paz no campo, de diálogo permanente, sem uma única invasão ou despejo no Estado”, afirmou o governador Beto Richa.
Ele disse que a relação de respeito com os movimentos sociais têm propiciado parcerias em várias iniciativas. “Entendemos que esta é uma revolução pacífica, que nasce do diálogo e do trabalho, chegando a resultados concretos como o da Copran”, ressaltou o governador.
O evento marcou também o lançamento do Programa Terra Forte, do governo federal, que tem como objetivo apoiar e promover a agroindustrialização de assentamentos da reforma agrária em todo o país.
A Copran – localizada no Assentamento Dorcelina Folador, onde estão assentadas 93 famílias – foi escolhida para o lançamento do programa nacional por sua organização e referência na agroindustrialização.
“Estamos diante de uma das melhores práticas agrícolas de pecuária. O Brasil todo pode ver na Copran um projeto de primeira, que saiu do papel e virou realidade pelo esforço de homens e mulheres aqui do Paraná”, declarou a presidente Dilma Rousseff.
O laticínio vai beneficiar mais de duas mil famílias de assentados e terá capacidade para produzir até 90 mil litros de leite por dia. O empreendimento recebeu R$ 8 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 3,1 milhões do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
O Governo do Estado deu suporte para o projeto com a construção de 15 casas rurais, assistência técnica para a industrialização, rede elétrica, adequação de estradas, entre outros serviços. “Uma iniciativa pioneira e que certamente vai motivar organizações de assentamentos a se tornarem cooperativas através da agroindustrialização”, enfatizou o governador.
AGRICULTURA FAMILIAR – Richa informou que o Paraná é o primeiro Estado a cumprir com a orientação federal de adquirir 30% dos alimentos para a merenda escolar, diretamente da agricultura familiar. “Queremos levar essas práticas para todo o Brasil. Me congratulo com o governador quando o Paraná cumpre com os 30% [da compra de alimentos] da agricultura familiar”, destacou Dilma.
Para a presidente, o exemplo do assentamento paranaense demonstra que “é possível construir um caminho para a agregação de valor, o aumento de renda e a geração de emprego”, proposta do Programa Terra Forte.
“Pra nós é um dia especial. Um produto de trabalho de dois anos. Antes essa Fazenda só tinha cinco funcionários, hoje, temos 93 famílias”, disse o coordenador do MST do Paraná, Roberto Baggio.
O presidente do Incra, Carlos Guedes, afirmou que a entidade irá apoiar iniciativas como a Copran para que os assentados “produzam cada vez mais e melhor e possam ter uma vida de qualidade”.
DIÁLOGO – Em constante diálogo com as lideranças de movimentos sociais, o Paraná cria uma nova política agrária. “Essa inauguração é resultado de um bom diálogo com as lideranças dos movimentos sociais. Faz parte de um projeto que iniciou com o governador Beto Richa para fazer a integração e levar desenvolvimento e capacitação aos assentados”, afirmou o assessor estadual para Assuntos Fundiários, Hamilton Seriguelli.
“Nós estamos surpresos com esses dois anos do governo do Paraná. O Paraná tem adotado uma política transparente e cidadã em relação a questão de terra e reforma agrária. Estamos satisfeitos porque percebemos que o governo do Paraná tem tido um relacionamento cidadão”, disse o dirigente nacional do MST, João Pedro Stredile.
“Hoje temos vários assentamentos que buscam seu espaço. Isso tem recebido apoio do Estado diretamente, por meio de capacitação e programas sociais. O objetivo maior é a agregação de valor, para que o produtor tenha mais renda”, afirmou o secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara.
AGROINDUSTRIALIZAÇÃO – O Terra Forte – Programa de Agroindustrialização em Assentamentos da Reforma Agrária será reproduzido em todo o Brasil, com o objetivo de promover a agroindustrilização em assentamentos reconhecidos pelo Incra.
O programa contará com recursos de R$ 600 milhões, sendo R$ 150 milhões do BNDES, R$ 20 milhões da Fundação Banco do Brasil, R$ 130 milhões dos parceiros e outros R$ 300 milhões do Banco do Brasil para linhas de crédito.
Os beneficiários são famílias de trabalhadores rurais de assentamentos regularmente reconhecidos pelo Incra e organizadas em cooperativas ou associações. A expectativa é atender 200 cooperativas e associações com o valor médio de R$ 1,5 milhão por cooperativa nos próximos cinco anos. “É um caminho certo para dar sustentabilidade e renda às cooperativas dos trabalhadores. Queremos multiplicar essas experiências em todo o Brasil”, disse o presidente do BNDES, Luciano Coutinho.
COOPERATIVA – A Copran vai industrializar produtos como queijo, ricota, requeijão, leite, bebida láctea, iogurte, manteiga e doce de leite, beneficiando famílias assentadas e pequenos produtores dos municípios de Apucarana, Arapongas, Londrina e Maringá.
As mercadorias serão comercializadas com a marca Campo Vivo, que fará parte dos 18 grupos que compõem a Rede de Cooperativas da Reforma Agrária do MST do Paraná. “Tivemos uma crise muito grande no passado pelo preço baixo do leite. Com o processo de industrialização, atingiremos direto o mercado e aumentaremos a renda das famílias”, explicou a presidente da Copran, Dirlete Dellazeri.
ASSENTAMENTO – Localizado na região Norte do Paraná, no município de Arapongas, o assentamento Dorcelina Folador tem uma área total de 756 hectares e possui 93 famílias assentadas.
O local onde foi instalado o laticínio tem 58 hectares e destina-se exclusivamente para a cooperativa, onde há referência tecnológica para as famílias assentadas e demais cooperados da Copran.
Ainda na área comunitária, sete hectares foram destinados à convivência comunitária e prática de atividades esportivas.
Entre 2011 e 2012, a Copran forneceu ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) frutas, hortaliças, açúcar mascavo, feijão, milho, macarrão, mandioca e rapadura num valor aproximado de R$ 970 mil, e queijo no valor de R$ 1,4 milhão.
Os produtos foram destinados a entidades no combate à insegurança alimentar e para formação de estoques e venda no mercado. A Copran comercializa a produção de 24 assentamentos.
Participaram da solenidade os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República) e Mendes Ribeiro (Agricultura); o presidente do BNDES, Luciano Coutinho; o presidente da Fundação Banco do Brasil, Jorge Streit; o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Rubens Rodrigues dos Santos; o prefeito de Arapongas, Padre Beffa; os senadores Sérgio Souza e Plairo Magi, o dirigente nacional do MST, João Pedro Stedile, parlamentares, prefeitos e lideranças de movimentos sociais.
Notícia colhida no sítio http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=72922&tit=Richa-destaca-paz-no-campo-e-apoio-a-agricultura-familiar&ordem=35
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Richa anuncia R$ 270 milhões para apoiar projetos do agronegócio – 04/02/2013 16:30
O governador Beto Richa anunciou nesta segunda-feira (04/04), em Cascavel, na abertura da 25.ª edição do Show Rural, a liberação de R$ 270 milhões pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) para apoiar projetos do agronegócio paranaense. A feira tecnológica foi aberta pela presidente Dilma Rousseff.
Do valor total, R$ 150 milhões estão disponíveis para novos financiamentos e R$ 120 milhões vão dar suporte para ampliações das atividades das cooperativas Frimesa e C. Vale. “Nada mais inteligente do que investir no agronegócio para garantirmos um Brasil ainda mais forte”, disse Richa.
“São investimentos que revelam a importância da agricultura para o desenvolvimento do nosso Estado. É preciso enfatizar que a nossa agricultura atuou nas últimas décadas como vigoroso agente de transformação da estrutura produtiva nacional, proporcionando ao País novos padrões de desenvolvimento econômico e de inclusão social”, disse Richa.
Ele destacou ainda a exposição do maquinário que integra o programa Patrulhas do Campo. A iniciativa do Governo do Estado disponibiliza 12 tipos de equipamentos para que consórcios intermunicipais possam executar obras de modernização de estradas rurais. “Queremos fazer intervenções em 110 mil quilômetros de estradas rurais para facilitar o escoamento da produção agrícola e o transporte escolar”, afirmou o governador.
No ano passado, o governo estadual adquiriu 30 patrulhas compostas por escavadeira, caminhões comboio, trator de esteira, pá-carregadeira, motoniveladoras, rolos compactadores, caminhonete e cinco caminhões basculantes que já estão disponíveis para utilização das prefeituras.
Outros 30 conjuntos serão adquiridos até o início do próximo ano. “Os prefeitos sabem que tem no governador um parceiro que entende que é nos municípios que as pessoas vivem e é ali que precisam ver satisfeitas as suas necessidades”, completou Richa.
A presidente Dilma Rousseff também anunciou no Show Rural a transferência de máquinas para pequenas prefeituras paranaenses. No total, estão sendo entregues 29 retroescavadeiras e motoniveladoras para auxiliar na realização de obras pelos municípios.
A presidente destacou que está otimista com a produção de grãos do Estado deste ano que responderá por 19% da produção recorde de grãos estimada para o país. “É importante reconhecer o vigor, a capacidade e a pujança da agricultura do Paraná, que são inquestionáveis”, afirmou a presidente Dilma.
Dilma Rousseff disse também que a boa parceria com o Paraná é fundamental para o Brasil. “Nós temos parcerias grandes com o governador Beto Richa na área do saneamento, da energia. Vamos conseguir dar um salto no Minha Casa Minha Vida e tudo isso vai se acelerar”, afirmou. “O governador falou uma coisa que é certa: o Paraná precisa de infraestrutura e nós consideramos que esta parceria é fundamental para o País crescer”.
INVESTIMENTOS – O governador afirmou que nos próximos dois anos serão investidos mais de R$ 1,6 bilhão na modernização do sistema portuário do Paraná, na ampliação de sua capacidade operacional e na melhoria do corredor de exportação. Investimentos em infraestrutura foram iniciados com as obras de dragagem do Porto de Paranaguá – o que já resultou em aumento de 14% na movimentação do corredor de exportação, em relação a 2011.
Richa afirmou a Dilma que espera que o Paraná tenha presença destacada no programa federal de concessões com duas obras ferroviárias do corredor de exportações: o ramal Cascavel-Maracaju e a modernização da ligação entre Guarapuava e Paranaguá.
“O investimento em infraestrutura nunca foi tão imprescindível no Paraná como nos dias de hoje, não apenas pelas demandas do agronegócio, mas também pelo vigoroso processo de industrialização que o Estado vive há dois anos”, destacou Richa.
“Com diálogo e respeito aos contratos, iniciamos no Estado um novo ciclo de industrialização, cujo eixo operacional é o programa Paraná Competitivo, que já garantiu mais de R$ 20 bilhões de novos investimentos em apenas dois anos com a futura geração de 120 mil empregos”, afirmou o governador.
SHOW RURAL – Richa disse que o evento organizado pela Coopavel é um dos mais importantes da América Latina na área do agronegócio. “O Show Rural é uma referência internacional. Uma vitrine do agronegócio que revela inovações que estão disponíveis para o Brasil e o mundo”, disse o governador.
O Show Rural Coopavel é um evento eminentemente tecnológico promovido pela Coopavel Cooperativa Agroindustrial, realizado em uma área de 72 hectares, onde estão mais de 400 expositores. Nesta edição do evento são esperadas mais de 200 mil pessoas, segundo o presidente da cooperativa, Dilvo Grolli.
Richa destacou que em 25 anos de existência, o Show Rural projetou-se mundialmente. “Isso é motivo de orgulho para todos nós, pois a difusão da tecnologia tem sido o grande motor da qualidade e da competitividade agrícola do Brasil, contribuindo com a geração de emprego e renda e também para o equilíbrio de nossa balança comercial”, disse.
Em 2012, saíram do meio rural paranaense cerca de 30 milhões de toneladas de grãos e mais grande volume de frangos, suínos, bovinos, leite, madeira, hortaliças e insumos agrícolas.
Participaram da abertura do Show Rural 2013, a ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman; o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho; o ministro chefe de gabinete da Segurança Institucional da presidência da República, general José Elito Carvalho; os senadores Sérgio Souza, Kátia Abreu, Blairo Maggi e Acir Gurgacz; o presidente da Itaipu Binacional, Jorge Samek; o secretário nacional da Agricultura Familiar, Valter Bianchini, o prefeito de Cascavel, Edgar Bueno, o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, o deputado federal, Nelson Padovani e o deputado estadual André Bueno.
Notícia colhida no sítio http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=72915&tit=Richa-anuncia-R-270-milhoes-para-apoiar-projetos-do-agronegocio-&ordem=40