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Presidente do BC destaca inflação sob controle

O Brasil possui um sistema de metas de inflação sob controle e, em 2005, pela primeira vez desde a implementação do regime de metas, o país terminou o ano com expectativas de inflação para os próximos dois anos “firmemente ancoradas nas metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional”. A avaliação é do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que participou ontem de audiência pública conjunta na Comissão Mista de Orçamento. Ele fez a prestação de contas do segundo semestre de 2005, em cumprimento à Lei de Responsabilidade Fiscal.
Em 2005, o IPCA fechou o ano em 5,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo Meirelles, com menos impacto para as faixas de menor renda da população. “Esse resultado decorre, principalmente, da menor inflação do grupo alimentação, com maior peso na cesta de consumo dos trabalhadores de baixa renda. Isso demonstra um avanço gradual e sólido de um regime econômico com responsabilidade”, disse.
Questionado sobre a possibilidade do estabelecimento de uma meta de crescimento para o país, Meirelles disse que o tema se apresenta há alguns anos, mas sem resultados. “A experiência de ditar ao BC uma meta de crescimento não prosperou. O BC só tem um instrumento, que é o de política monetária, e não pode perseguir metas diferentes. A grande experiência hoje é a inflação na meta”, defendeu. Para 2006/2007 o Conselho Monetário Nacional estabeleceu meta de inflação de 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.
Sobre uma queda mais acentuada da taxa de juros básica (Taxa Selic), o presidente do Banco Central disse que a redução é “um desejo de todos nós”. Mas alertou que o BC as determina com o critério de não provocar resultados de inflação. “Essa decisão não demanda valentia, mas responsabilidade”, disse.
Para o presidente da Comissão de Orçamento, deputado Gilmar Machado (PT-MG), a exposição do presidente do BC reforça a intenção do governo de manter uma política de redução de juros com princípios claros de sustentabilidade.
Fonte: Informes

Por 09:28 Sem categoria

Presidente do BC destaca inflação sob controle

O Brasil possui um sistema de metas de inflação sob controle e, em 2005, pela primeira vez desde a implementação do regime de metas, o país terminou o ano com expectativas de inflação para os próximos dois anos “firmemente ancoradas nas metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional”. A avaliação é do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que participou ontem de audiência pública conjunta na Comissão Mista de Orçamento. Ele fez a prestação de contas do segundo semestre de 2005, em cumprimento à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Em 2005, o IPCA fechou o ano em 5,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo Meirelles, com menos impacto para as faixas de menor renda da população. “Esse resultado decorre, principalmente, da menor inflação do grupo alimentação, com maior peso na cesta de consumo dos trabalhadores de baixa renda. Isso demonstra um avanço gradual e sólido de um regime econômico com responsabilidade”, disse.

Questionado sobre a possibilidade do estabelecimento de uma meta de crescimento para o país, Meirelles disse que o tema se apresenta há alguns anos, mas sem resultados. “A experiência de ditar ao BC uma meta de crescimento não prosperou. O BC só tem um instrumento, que é o de política monetária, e não pode perseguir metas diferentes. A grande experiência hoje é a inflação na meta”, defendeu. Para 2006/2007 o Conselho Monetário Nacional estabeleceu meta de inflação de 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Sobre uma queda mais acentuada da taxa de juros básica (Taxa Selic), o presidente do Banco Central disse que a redução é “um desejo de todos nós”. Mas alertou que o BC as determina com o critério de não provocar resultados de inflação. “Essa decisão não demanda valentia, mas responsabilidade”, disse.

Para o presidente da Comissão de Orçamento, deputado Gilmar Machado (PT-MG), a exposição do presidente do BC reforça a intenção do governo de manter uma política de redução de juros com princípios claros de sustentabilidade.

Fonte: Informes

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