fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 13:17 Sem categoria

PRESIDENTE DO BC FALA EM MANTER A REDUÇÃO GRADUAL DOS JUROS

Valor Econômico – Assis Moreira

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, desembarcou ontem na Basiléia (Suíça) para se encontrar com as principais autoridades monetárias do planeta com uma curta mensagem: o Brasil melhorou seus fundamentos econômicos e agora a prioridade é o crescimento dentro da meta de inflação de 5,5% este ano.

Para isso, o presidente do BC considera desnecessário mudanças de orientação na condução econômica, inclusive no ritmo de redução das taxas de juros que este ano ainda não baixaram apesar de intensas pressões.

Ao seu ver, o país não pode desviar de caminho “quando as coisas agora estão dando certo”. “Temos que persistir e continuar na rota virtuosa, de aumento da taxa potencial de crescimento, diminuição gradual dos juros e da melhora do perfil da dívida pública”, afirmou em entrevista. Depois de constatar “não haver dúvida de que todos nós brasileiros desejamos taxas de juros menores”, o presidente do BC reiterou que “taxa de juros sozinha não define crescimento, e condições objetivas de crescimento vão muito além de política monetária”.

“Tambem sou Palocci e não abro”, afirmou com humor, numa referência as declarações do ministro chefe da Secretaria de Comunicação do Governo e Gestão Estratégica, Luiz Gushiken, para indicar apoio a toda estratégia econômica do governo Lula, sob críticas diante dos resultados da economia no ano passado.

Meirelles insistiu que estão sendo criadas as condições para retomar o crescimento, e que são elas que definem o risco macroeconômico do país e, em última análise, a taxa de juros. Indagado até que ponto o risco-país justamente é afetado pela crise de corrupção deflagrada em Brasília, o presidente do BC foi sucinto: “Hoje, o Brasil está em condições de enfrentar dificuldades pontuais externas ou internas sem abalos graves”.

Henrique Meirelles fará hoje uma exposição aos seus pares de vários países, em uma reunião no Banco de Compensações Internacionais (BIS), conhecido como o banco central dos bancos centrais. Ele vai apresentar duas propostas que o governo Lula considera essenciais na sua cruzada para assegurar um crescimento sustentável ao país.

A primeira é tornar permanente o chamado “cheque especial” do Fundo Monetário Internacional (FMI), ou seja, empréstimos emergenciais a partir das revisões normais, sem necessidade de acordos formais. “Os países passam a decidir como fazer suas políticas. Países como o Brasil não precisam hoje de orientação externa”, observou. Segundo Meirelles, o conceito é similar ao atual acordo do Brasil com o FMI. “O Brasil já tem linha de US$ 14 bilhões se houver problema”.

A segunda proposta é excluir investimentos públicos, com critérios de retorno pré-definido, da contabilização dos gastos para superávit primário. Para Meirelles, há “muita boa vontade” do FMI sobre as duas propostas. O Brasil também já articulou apoio de outros emergentes, como México, Coréia do Sul e Tailândia. Mas os países industrializados não dão mostras de querer colocar mais dinheiro no FMI, para garantir o “cheque especial” aos emergentes.

Meirelles apresentará uma análise da economia brasileira numa perspectiva dos últimos 25 anos para mostrar “a dimensão da melhora do Brasil nos seus fundamentos”. O presidente do BC indicará que o superávit fiscal de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB) tem sido obtido sem recurso à receita extraordinária e é por isso “sustentável para vários anos”. Também mencionará projeções do mercado, que são bem melhores que as previsões atuais do BC.

O BC prevê melhora para US$ 13 bilhões dos investimentos diretos estrangeiros, comparado a US$ 10,1 bilhões em 2003. Salientará a importância da diversificação dos investimentos. O banco prevê superávit de US$ 20 bilhões da balança comercial, inferior ao ano passado, justamente por causa da recuperação da economia. Mas Meirelles vai notar que as projeções do mercado indicam que a cifra de US$ 24,831 bilhões de 2003 pode se repetir.

Na mesma linha, indicará que o déficit previsto para as contas correntes, de 0,73% do PIB, já se transforma em superávit, nas projeções do mercado. Meirelles destacará igualmente a redução do percentual da dívida pública interna indexada ao câmbio, de 41% para 21%, e o aumento do prazo dos títulos do Tesouro: a LFT de seis meses para até 60 meses, e a LTN de sete meses para 13 meses.

“Tudo isso mostra que estamos numa retomada sólida de crescimento”, diz o presidente do BC. E lamenta que ninguém tenha dado importância quando ele falou que no último trimestre de 2003 o Brasil cresceu mais que os Estados Unidos. “Crescemos no trimestre 6,1% em taxa anualizada comparado a 4% nos EUA, mas todo mundo só falou em desaceleração do PIB”, diz.

Por 13:17 Notícias

PRESIDENTE DO BC FALA EM MANTER A REDUÇÃO GRADUAL DOS JUROS

Valor Econômico – Assis Moreira
O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, desembarcou ontem na Basiléia (Suíça) para se encontrar com as principais autoridades monetárias do planeta com uma curta mensagem: o Brasil melhorou seus fundamentos econômicos e agora a prioridade é o crescimento dentro da meta de inflação de 5,5% este ano.
Para isso, o presidente do BC considera desnecessário mudanças de orientação na condução econômica, inclusive no ritmo de redução das taxas de juros que este ano ainda não baixaram apesar de intensas pressões.
Ao seu ver, o país não pode desviar de caminho “quando as coisas agora estão dando certo”. “Temos que persistir e continuar na rota virtuosa, de aumento da taxa potencial de crescimento, diminuição gradual dos juros e da melhora do perfil da dívida pública”, afirmou em entrevista. Depois de constatar “não haver dúvida de que todos nós brasileiros desejamos taxas de juros menores”, o presidente do BC reiterou que “taxa de juros sozinha não define crescimento, e condições objetivas de crescimento vão muito além de política monetária”.
“Tambem sou Palocci e não abro”, afirmou com humor, numa referência as declarações do ministro chefe da Secretaria de Comunicação do Governo e Gestão Estratégica, Luiz Gushiken, para indicar apoio a toda estratégia econômica do governo Lula, sob críticas diante dos resultados da economia no ano passado.
Meirelles insistiu que estão sendo criadas as condições para retomar o crescimento, e que são elas que definem o risco macroeconômico do país e, em última análise, a taxa de juros. Indagado até que ponto o risco-país justamente é afetado pela crise de corrupção deflagrada em Brasília, o presidente do BC foi sucinto: “Hoje, o Brasil está em condições de enfrentar dificuldades pontuais externas ou internas sem abalos graves”.
Henrique Meirelles fará hoje uma exposição aos seus pares de vários países, em uma reunião no Banco de Compensações Internacionais (BIS), conhecido como o banco central dos bancos centrais. Ele vai apresentar duas propostas que o governo Lula considera essenciais na sua cruzada para assegurar um crescimento sustentável ao país.
A primeira é tornar permanente o chamado “cheque especial” do Fundo Monetário Internacional (FMI), ou seja, empréstimos emergenciais a partir das revisões normais, sem necessidade de acordos formais. “Os países passam a decidir como fazer suas políticas. Países como o Brasil não precisam hoje de orientação externa”, observou. Segundo Meirelles, o conceito é similar ao atual acordo do Brasil com o FMI. “O Brasil já tem linha de US$ 14 bilhões se houver problema”.
A segunda proposta é excluir investimentos públicos, com critérios de retorno pré-definido, da contabilização dos gastos para superávit primário. Para Meirelles, há “muita boa vontade” do FMI sobre as duas propostas. O Brasil também já articulou apoio de outros emergentes, como México, Coréia do Sul e Tailândia. Mas os países industrializados não dão mostras de querer colocar mais dinheiro no FMI, para garantir o “cheque especial” aos emergentes.
Meirelles apresentará uma análise da economia brasileira numa perspectiva dos últimos 25 anos para mostrar “a dimensão da melhora do Brasil nos seus fundamentos”. O presidente do BC indicará que o superávit fiscal de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB) tem sido obtido sem recurso à receita extraordinária e é por isso “sustentável para vários anos”. Também mencionará projeções do mercado, que são bem melhores que as previsões atuais do BC.
O BC prevê melhora para US$ 13 bilhões dos investimentos diretos estrangeiros, comparado a US$ 10,1 bilhões em 2003. Salientará a importância da diversificação dos investimentos. O banco prevê superávit de US$ 20 bilhões da balança comercial, inferior ao ano passado, justamente por causa da recuperação da economia. Mas Meirelles vai notar que as projeções do mercado indicam que a cifra de US$ 24,831 bilhões de 2003 pode se repetir.
Na mesma linha, indicará que o déficit previsto para as contas correntes, de 0,73% do PIB, já se transforma em superávit, nas projeções do mercado. Meirelles destacará igualmente a redução do percentual da dívida pública interna indexada ao câmbio, de 41% para 21%, e o aumento do prazo dos títulos do Tesouro: a LFT de seis meses para até 60 meses, e a LTN de sete meses para 13 meses.
“Tudo isso mostra que estamos numa retomada sólida de crescimento”, diz o presidente do BC. E lamenta que ninguém tenha dado importância quando ele falou que no último trimestre de 2003 o Brasil cresceu mais que os Estados Unidos. “Crescemos no trimestre 6,1% em taxa anualizada comparado a 4% nos EUA, mas todo mundo só falou em desaceleração do PIB”, diz.

Close