Brasília – Professores de escolas públicas de todo o país paralisaram hoje (14) suas atividades e dedicaram o dia à discussão das reivindicações da categoria.
A categoria pede urgência na aprovação do projeto de lei que estabelece um piso salarial nacional para todos os professores.
A paralisação nacional foi organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE).
Segundo o presidente da CNTE, Roberto Leão, o projeto deveria ter sido votado no ano passado, para que o piso entrasse em vigor em 2008.
“Este ano tem as eleições municipais e, por isso, queremos que o projeto seja aprovado até abril, ou maio no máximo. Se não for votado até então, corre o risco de ficar para depois, e será mais um ano perdido”, disse Leão, em entrevista à Rádio Nacional.
Leão lembrou que, em algumas regiões, há docentes que recebem menos de um salário mínimo. Segundo ele, por isso é importante estabelecer um piso nacional para a categoria. Atualmente, o projeto de lei está sendo apreciado pela Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados e depois segue para a Comissão de Constituição e Justiça. O texto estabelece vencimento inicial de carreira de R$ 950, o que não inclui gratificações.
Cada estado organizou sua própria programação para o dia de hoje. No Distrito Federal, o Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) optou pela redução da carga horária em todos os turnos. O restante do período deveria ser aproveitado para atividades envolvendo alunos e a comunidade escolar. O objetivo era debater as políticas do governo local na área da educação.
“Combinamos entre os professores que hoje teríamos um dia diferente para discutir a questão da educação pública. Nos três últimos períodos, fomos para o auditório, convocamos os pais e os alunos, e foi muito bom, a participação foi muito boa”, avaliou a coordenadora do colégio Elefante Branco, Cleonice Gomes.
Entretanto, nem todas as escolas do Distrito Federal participaram do movimento. No Centro de Ensino Fundamental Caseb, as aulas foram normais, conforme informou o vice-diretor, João Francisco Neves.
O estudante do 2° ano do ensino médio Pedro Gabriel Trancoso, do colégio Elefante Branco, reclamou de ter tido apenas uma das seis aulas programadas para o dia. “Eu teria aula de artes, matemática e química. Acho muito ruim [a paralisação] porque você acaba sendo prejudicado. Sem falar que tem que pagar a passagem de ônibus para assistir só a três aulas. Poucos alunos vieram”, disse ele.
Para a confederação, o balanço das ações foi positivo: em 18 estados, a paralisação teve adesão de 60% a 100% da categoria. “Do Acre ao Rio Grande do Sul, tivemos eventos, e em quase todos os estados, paralisação. O efeito que queríamos com essa paralisação era esse mesmo: chamar a atenção para a necessidade de aprovação do piso ”, afirmou o secretário-geral da CNTE, Denilson da Costa.
Por Amanda Cieglinski – Repórter da Agência Brasil.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.
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Mobilização pelo Piso atinge 26 estados
O Dia Nacional de Paralisação promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) em todas escolas da rede pública de ensino básico foi um sucesso. Vinte e seis estados participaram da mobilização, sendo que em dez deles a adesão chegou a 100%. Em 19 estados, não houve aula em mais de sessenta por cento das escolas públicas estaduais e municipais.
Na opinião do presidente da CNTE, Roberto Franklin Leão, o movimento foi positivo e conseguiu chamar a atenção para a necessidade urgente da aprovação do projeto do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) que se encontra em tramitação no Congresso Nacional.
“A nossa intenção é que o projeto do piso seja aprovado até abril, ou maio no máximo. Se não for votado até lá, corre o risco de ficar para depois das eleições e será mais um ano perdido”, explica Leão.
Saiba como foi a mobilização nos estados:
AC: A adesão atingiu 100% das escolas das redes estadual e municipal. Houve ato público em frente ao Palácio Rio Branco. A categoria, além da pauta nacional, reivindicou a formação continuada, a faculdade dos servidores de escola, implementação do Profuncionário, a 2ª parcela da isonomia com as demais secretarias do Estado, inflação mais ganho real, criação do fórum estadual para debater qualidade de ensino na escola pública e valorização profissional.
AL: 100% de adesão das escolas. O SINTEAL promoveu assembléia geral seguida de caminhada pelas ruas do centro e ato público no Calçadão do Comércio.
AP: Concentração em frente ao SINSEPEAP, com caminhada em direção ao Palácio do Governo e Prefeitura de Macapá. Foi realizado ato na Praça da Bandeira, para discutir as pautas nacional, estadual e municipal. 30% de adesão.
BA: APLB informa que houve 100% de adesão.
CE: Mobilização teve 100% de adesão em Fortaleza. No interior, APEOC realizou audiências públicas em diversas câmaras municipais. E o SINDIUTE mesmo com a rede municipal em recesso, convocou a categoria para encaminhar a Pauta nacional.
DF: SAE promoveu assembléia geral em sua sede no CONIC. O SINPRO não paralisou atividades, mas reduziu os turnos de aulas para discutir o Piso Nacional, a valorização profissional, a Escola de Tempo Integral e o Projeto de Aceleração do governo Arruda.
ES: Houve 100% de adesão, inclusive na Serra, Vila Velha e Viana. Em Cariacica, 40%.
O SINDIUPES realizou ato público na Praça Oito.
GO: O movimento atingiu 70% das escolas. SINTEGO promoveu paralisação com manifestação e carreata pelas principais ruas de Goiânia. Em Quirinópolis também aconteceu manifestação.
MA: Profissionais de educação paralisaram atividades nas redes estadual e municipal
MG: Sind-UTE informa que a paralisação chegou a 75%. Houve assembléia estadual em Belo Horizonte e assembléias regionais preparatórias no interior.
MS: adesão de 75%. Em Campo Grande foi realizada palestra com Vitor Paro sobre a premiação de professores e debate. Em seguida, os participantes saíram em passeata pelas principais ruas de Campo Grande até a praça central da capital, onde ocorreu ato público para encaminhamento da pauta nacional. Nas 13 regionais da FETEMS também aconteceram atos públicos.
MT: 100% de adesão. Foi realizado ato público na praça Nossa Senhora do Carmo, em Várzea Grande, para marcar o Dia da Greve Nacional e o início da greve da rede estadual por tempo indeterminado. Não houve incidentes.
PA: Caminhada do Centro Arquitetônico de Nazaré até Secretaria Municipal de Educação, em Belém, defendendo a valorização profissional, o Piso e o plano de carreira. No interior, ocorreram atos públicos e entrega da pauta de reivindicações às prefeituras.
PB: 100% de adesão ao movimento em todo estado.
PE: 90% dos trabalhadores mobilizados pelo SINTEPE e SINPROJA paralisaram as atividades, para aderir à greve Nacional em Defesa do Piso. O SINTEPE , em conjunto com a CUT, articulou mais de 20 sindicatos municipais. Também promoveu panfletagem na Avenida Conde da Boa Vista e realizou debates na Faculdade de Filosofia do Recife (FAFIRE).
PI: Adesão de 100% da categoria.
PR: APP e SISMMAC promoveram caminhada da Praça Santos Andrade ao Palácio das Araucárias, em Curitiba, com representação de delegações dos 29 Núcleos Sindicais de todo o Estado. Após o ato público, aconteceu uma audiência com o Governo no Palácio das Araucárias (Sede do Governo), com três secretários de estado. O governo se comprometeu em apoiar o piso salarial, inclusive faz a defesa no Consed pelo secretário de Educação do estado.
RJ: Movimento atingiu diversos municípios do interior, houve manifestação com atos públicos e passeatas: Campos, Macaé, Barra do Piraí e Rio das Ostras e Laje do Muriaé.
RN: 100% de adesão em todo o estado. Houve assembléia, seguida de caminhada com ato no centro de Natal.
RO: 80% de adesão no estado e 100% na capital
RR: 70% de adesão na rede estadual e 60% na municipal.
RS: Aconteceu Ato Público em Porto Alegre e oito pessoas foram presas pela Brigada Militar. A adesão chegou a 80% em Ijuí.
SC: Está em greve, por tempo indeterminado, desde o dia 5/3. No Dia de Luta, foi realizado debate sobre a questão de Gênero.
SE: 100% de adesão em todo estado. Houve marcha estadual com a participação de cerca de 5 mil educadores da rede estadual e da base municipal de 71 municípios sergipanos, com distribuição de material explicativo sobre o piso.
SP: Na capital foi realizada reunião por Unidades de trabalho, organizada pelas 80 subsedes da AFUSE, dando prosseguimento à mobilização nacional pelo Piso. Não houve paralisação. A APEOESP e o SINPEEM também promoveram manifestação e passeata.
TO: Em Palmas, foi realizado ato público com cerca de 500 educadores. (adesão de 60%). Vários atos também ocorreram no interior.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cnte.org.br.