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Quarta Marcha: Lula promete mandar Convenções 158 e 151 da OIT ao Congresso

(São Paulo) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu representantes dos trabalhadores nesta quarta-feira, dia 5, e prometeu encaminhar para o Congresso Nacional a ratificação das Convenções 151 e 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Lula também determinou a participação de trabalhadores, eleitos pelos próprios empregados, nos conselhos de administração das estatais. Esses foram os primeiros resultados da 4ª Marcha Nacional da Classe Trabalhadora, que reuniu cerca de 40 mil pessoas em Brasília nesta quarta. Depois de um dia inteiro de manifestações, o presidente Lula recebeu uma comissão dos trabalhadores e debateu as reivindicações da Marcha.

“A ratificação da Convenção 158 é de extrema importância para a categoria bancária, pois proíbe que as empresas lucrativas dispensem os trabalhadores sem motivo. Neste momento em que os bancos Santander e ABN estão se fundindo, precisamos muito que esta Convenção da OIT entre em vigor. Há muito tempo lutamos para que o Brasil cumpra a 158 e este é o momento em que estamos mais próximos de concretizar nosso objetivo”, destaca Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT.

Já a Convenção 151 da OIT aplica-se a todas as pessoas empregadas pelas autoridades públicas (em todos os níveis municipal, estadual e federal) e dá garantias à organização que tenha por fim promover e defender os interesses desses trabalhadores.

Redução da jornada

Durante a 4ª Marcha Nacional da Classe Trabalhadora, o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), recebeu os trabalhadores e afirmou que a Casa vai retomar os debates sobre a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem a redução dos salários. Chinaglia lembrou que as reivindicações devem ser levadas aos líderes dos partidos que compõem o parlamento, que precisam apoiar sua inclusão na pauta.

“Assumi o compromisso de pegar os vários segmentos da sociedade e fazer debates para que a Câmara delibere. Em princípio, sou favorável, principalmente se considerarmos que esse é um mecanismo para gerar empregos”, afirmou o parlamentar.

A redução da jornada é um dos eixos da Marcha. Segundo o Dieese, a medida pode gerar 2 milhões de empregos no País, com aumento de custos de 2% para as empresas.

A Marcha

Cerca de 40 mil trabalhadores tomaram as ruas de Brasília nesta quarta-feira para promover a 4ª Marcha Nacional da Classe Trabalhadora. A chuva não atrapalhou o ânimo dos manifestantes, que desde o início da semana partiram dos quatro cantos do país rumo à capital federal. Como nos anos anteriores, os bancários participaram em peso da Marcha.

Entre as reivindicações da 4ª Marcha está a redução da jornada de trabalho, mais e melhores empregos e o fortalecimento da seguridade social e das políticas públicas. Logo às 7h, uma multidão começava a se formar no estacionamento do estádio Mané Garrincha. No meio da manhã, uma passeata levou os trabalhadores para a Esplanada dos Ministérios, onde foram feitas duas paradas: uma em frente ao Ministério da Saúde e outra no Ministério da Previdência e Trabalho.

A marcha seguiu para entregar a pauta de reivindicações aos presidentes do Senado, Tião Viana (PT-AC), e da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Logo a seguir, por volta das 12h15, começou o ato político em frente ao Congresso Nacional.

O presidente da CUT, Artur Henrique, disse que o principal foco da manifestação é a geração de empregos “para todo o conjunto da sociedade”. “Queremos o cumprimento da determinação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que não permite demissões arbitrárias e a redução da jornada, sem diminuir os salários.”

Fonte: Contraf-CUT, com informações do Seeb SP, CUT e Agência Brasil.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.

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