fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 22:13 Sem categoria

Quem financia a dívida pública interna federal?

Aumenta participação de fundos de investimentos na dívida pública em janeiro

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Tesouro Nacional divulgou hoje (2) a composição de detentores, por categoria, de títulos públicos federais da dívida interna no mês de janeiro. O resultado da dívida pública federal (DPF) foi anunciado no último dia 27, mas sem a informação.

De acordo com o documento disponível na página do Tesouro na internet, a categoria fundos de investimentos registrou elevação no estoque de títulos da dívida federal interna de R$ 451,11 bilhões, em dezembro de 2011, para R$ 469,30 bilhões, em janeiro de 2012. Esse volume de recursos representa um crescimento na participação relativa de 25,3% para 27,22%, no período.

Houve crescimento ainda na dívida federal interna em títulos, na categoria não residentes, de R$ 202,33 bilhões, em dezembro, para R$ 205,57 bilhões, em janeiro. Nesse caso, a participação passou de 11,35% para 11,92%.

Já a categoria instituições financeiras registrou redução na participação, de R$ 561 bilhões (31,47%) para R$ 514,65 bilhões (29,85%) de dezembro para janeiro.

No grupo Previdência, também houve queda, de R$ 274,84 bilhões para R$ 246,61 bilhões. Com isso, a participação diminuiu de 15,41% para 14,03%. A categoria governo reduziu a participação de R$ 157 bilhões para R$ 151,37 bilhões (de 8,81% para 8,78%).

O Tesouro informou ainda que os não residentes contam com 80,09% em títulos prefixados (em que o investidor conhece a rentabilidade do título ao adquirir os papéis), enquanto a categoria Previdência é composta de 77,06% de títulos corrigidos pela inflação.

Edição: Juliana Andrade

============================================

COPOM reduz taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual. A taxa baixou de 10,5% para 9,75% ao ano, diferentemente do que esperava a maioria dos analistas financeiros, de acordo com a pesquisa Focus, divulgada na última segunda-feira (5) pelo BC, que apontava para uma redução de 0,5 ponto percentual.

De acordo com nota divulgada ao fim da reunião, o Copom ressaltou que “dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 9,75% ao ano, sem viés, por cinco votos a favor e dois votos pela redução da taxa Selic em 0,5 ponto percentual”.

A redução da taxa que remunera os títulos públicos depositados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) beneficia o consumidor que depende de financiamentos, o empresário que pode investir e gerar empregos, bem como o trabalhador, a atividade produtiva em geral e o crescimento sustentável da economia.

Para o investidor, no entanto, o cenário com juros menores não é o melhor já que o aumento da rentabilidade, nesse caso, está diretamente associado a juros maiores. Para os banqueiros, juros mais altos também são mais interessantes porque ganham com títulos públicos na rolagem da dívida imobiliária e contratam empréstimos externos, a juros baixos, para internalizá-los e ganhar a taxa Selic, que continua a taxa nominal mais alta do mundo.

Embora a Selic sirva para balizar as taxas de juros cobradas pelo sistema financeiro nacional (SFN) e nos financiamentos do comércio em geral, os juros bancários mostram total discrepância com a decisão do Copom. De acordo com pesquisa da Fundação Procon de São Paulo, no mês passado, a taxa média dos sete maiores bancos no empréstimo pessoal era 5,87% ao mês, ou mais da metade do que a Selic cobra no ano. E a taxa média do cheque especial era 9,53% ao mês.

Edição: Lana Cristina

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO http://agenciabrasil.ebc.com.br

=======================================

Contraf-CUT cobra corte mais rápido da Selic e queda dos juros bancários

A Contraf-CUT avalia como positiva a trajetória de queda da Selic, mantida com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de cortar a taxa básica de juros em 0,75%, anunciada na noite desta quarta-feira (7). No entanto, ainda falta ousadia para promover cortes mais profundos e acelerar a retomada da economia, desaquecida pelo erro do governo federal de aumentar os juros em meio à crise internacional.

“O Brasil continua com uma das maiores taxas de juros do mundo, o que impacta também na nossa dívida pública. Em 2011 o pagamento de juros da dívida pública consumiu R$ 216,1 bilhões somente até novembro. É o ‘bolsa-banqueiro’, o maior programa de transferência de renda do governo, beneficiando os mais ricos”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. “É fundamental acelerar a queda na Selic e também pressionar os bancos por juros menores, incentivando as áreas produtivas e a criação de emprego”, completa.

A decisão atual foi a quinta queda consecutiva na taxa, em processo iniciado em agosto de 2011. Antes disso, porém, o governo realizou sucessivos aumentos na Selic, entre abril de 2010 e julho de 2011, levando a taxa de 8,75% para 12,50%.

“O resultado foi o baixo crescimento do PIB, que aumentou apenas 2,7% no ano passado. A Contraf-CUT alertou desde o início para o erro de ceder às pressões do mercado financeiro e aumentar os juros, mas fomos ignorados. O BC preferiu olhar apenas para a inflação e sacrificou o crescimento da economia e a geração de emprego e renda para os trabalhadores”, diz Cordeiro. “Agora, a direção do BC precisa acelerar o processo de derrubada da taxa básica para corrigir a barbeiragem que fez lá atrás”, completa.

Derrubar o spread

Cordeiro alerta ainda para a necessidade de intervenção do governo para reduzir o spread bancário. “Mesmo após as sucessivas quedas da Selic, os bancos não reduziram os juros cobrados de consumidores e empresas. A queda da taxa Selic barateia o custo do dinheiro para os bancos. Mas mesmo assim, eles continuam sugando livremente a economia real do país, ao praticar taxas de juros até dez vezes maiores que as do mercado internacional. Isso precisa mudar”, afirma.

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou recentemente que a queda do spread é uma prioridade do governo para 2012. “Esperamos que sejam adotadas medidas contundentes. Os bancos públicos podem ter um papel fundamental nesse sentido, baixando os juros e servindo de balizadores do mercado. Mas para isso, precisam passar a cumprir sua função social e deixar de participar do jogo de lucro fácil do mercado”, defende Cordeiro, lembrando que os cinco maiores bancos do país acumularam impressionantes R$ 50,7 bilhões em lucros em 2011.

A Contraf-CUT defende a realização de uma Conferência Nacional do Sistema Financeiro, nos moldes de outros conferências setoriais realizadas pelo governo federal nos últimos anos. “Queremos discutir com a sociedade o papel dos bancos. Como concessões públicas, eles têm de prestar contas à sociedade e colaborar com o desenvolvimento econômico e social do país. O que fazem hoje, ao oferecer crédito prioritariamente para o consumo em detrimento da produção e com juros altíssimos, é exatamente o inverso do que a sociedade espera”, afirma.

Fonte: Contraf-CUT

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br

Close