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Requião confirma que conta de luz não aumenta no Paraná

O governador Roberto Requião confirmou nesta terça-feira (16) que a conta de luz dos 3,5 milhões clientes da Copel não irá sofrer aumento por conta do reajuste a ser anunciado em breve pela Aneel. A decisão de não repassar aos consumidores o reajuste, de 13,5%, tem o propósito de não prejudicar a economia paranaense e, ainda, atrair novos investimentos para o Estado.

“O Paraná é o estado do país que está equilibrado no que diz respeito ao desenvolvimento. O Brasil tem recessão técnica, há três meses está perdendo indústrias e desempregando e o Paraná, não. Houve ligeira queda de 1,4%, o que significa que estamos mantendo nossa posição, enquanto outros estados tiveram redução expressiva”, disse Requião.

“Aumentando a tarifa de energia elétrica agora, os acionistas teriam lucro maior e o Estado teria um ganho na arrecadação do ICMS, mas na outra ponta, a do crescimento, nós teríamos problemas”, argumentou. “Então, nós resolvemos recusar esse aumento, mantendo o preço da nossa energia onde está e, dessa forma, fazendo com que o Paraná tenha uma eletricidade ainda mais barata em relação aos outros estados”.

Diferencial

Para o governador, manter as tarifas de eletricidade nos patamares atuais é um forte diferencial em favor da economia paranaense. “A Copel é uma empresa com expressiva lucratividade, que tem planejamento de médio e longo prazo e que já tem a menor tarifa do país”, afirmou. “Agora, ela terá uma tarifa excepcionalmente mais baixa que as cobradas no restante do Brasil, pois o seu compromisso com a lucratividade não se sobrepõe ao interesse social da geração de empregos, do incremento de renda e da melhoria na qualidade de vida da população”.

Segundo o governador, aumentar a tarifa seria aumentar a lucratividade da Copel, mas à custa do desestímulo às atividades produtivas e redução da renda para os trabalhadores. “Com o crescimento do consumo de energia elétrica, a Copel recuperará o percentual que não repassou como tarifa na quantidade comercializada e não no preço”.

Requião sugeriu a empresários e investidores que olhem com mais atenção para as condições oferecidas pelo Paraná, no momento de decidir onde sediar seus novos empreendimentos. “Temos energia elétrica abundante e expressivamente mais barata que a de outros estados, porque o Paraná não é administrado com a visão neoliberal do lucro máximo no menor tempo, que levou a economia mundial ao desastre e que comprometeu irremediavelmente grandes e poderosas corporações multinacionais”, declarou. “O Paraná tem um governo vinculado aos interesses do povo e do país, que devem se sobrepor sempre à visão argentária dos que priorizam o lucro como objetivo”.

Comparação

Ao apresentar os mecanismos utilizados pela Aneel para determinar os percentuais de reajuste nas tarifas de energia elétrica, o presidente da Copel, Rubens Ghilardi, comparou os preços praticados hoje pela Companhia e os de outras concessionárias pelo Brasil. As conclusões são expressivas.

“A tarifa residencial da Copel teria de subir 14% para igualar-se à segunda menor tarifa residencial do país, enquanto a tarifa das indústrias teria que ser aumentada em 22%, a dos estabelecimentos comerciais 23% e a dos rurais, 20%”, informou Ghilardi. “Considerando todas as classes de consumo, a tarifa média da Copel teria de ser majorada em 21% para alcançar quem tem a segunda menor tarifa de energia elétrica do Brasil”.

O presidente esclareceu que a Copel tem conseguido conciliar “perfeitamente bem” o seu papel social de empresa pública comprometida com as ações de governo e os interesses de seus acionistas. “Quem investiu na Copel não tem do que reclamar pois trata-se de uma das empresas mais sólidas e lucrativas do país”, resumiu Ghilardi.

“Nos últimos três anos, nosso lucro líquido tem superado a marca de R$ 1 bilhão e temos feito todos os investimentos necessários para expandir o sistema elétrico, ampliar a participação da empresa no mercado, assegurar condições para a continuidade do projeto de crescimento do Paraná e aumentar a eficiência empresarial da Copel, tudo sem descuidar da nossa missão social”.

Ghilardi também aproveitou para comentar que as tarifas cobradas pela Copel são praticamente as mesmas desde junho de 2006. “De lá para cá, tivemos em junho de 2007 reajuste médio negativo de 1,22% e, no ano passado, reajuste de 0,04%”, detalhou. “Dessa forma, é possível dizer que o bom desempenho da Copel, seja em termos de lucratividade, de competitividade dentro do setor ou dos investimentos que tem feito, pode ser atribuído muito mais à seriedade da sua gestão, exigência inegociável do governador Requião, que ao tamanho do reajuste de suas tarifas”.

Sobre o índice de reajuste deste ano, que será anunciado oficialmente pela Aneel nos próximos dias, o presidente da Copel disse que vem negociando com a Agência a adoção de “mecanismos de amortecimento” para que esse percentual não tenha reflexos na conta de luz paga pelos consumidores.

Na sua área de concessão, composta por 393 dos 399 municípios paranaenses, a Copel atende a 3 milhões 523 mil unidades consumidoras, sendo 2 milhões 782 mil residências, 63.641 indústrias, 295 mil estabelecimentos comerciais e 335 mil propriedades e domicílios rurais.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.aenoticias.pr.gov.br.

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