fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 19:38 Sem categoria

Responsáveis pelo Banco do Brasil no Paraná precisam seguir o exemplo de São Paulo e ouvir os sindicalistas sobre a falta de condições de trabalho na instituição

Acorda BB: campanha recebe apoio de gestores em São Paulo

No mesmo hotel onde realizou reunião com sindicalistas, o Banco do Brasil reuniu todos os gestores e gerentes de São Paulo para expor o estágio das negociações com a Nossa Caixa e os motivos do banco para adquirir o banco. A Contraf-CUT e o Sindicato de São Paulo aproveitaram a ocasião e puderam dialogar com cerca de mil bancários comissionados de todo o estado sobre a fusão com a Nossa Caixa e a campanha Acorda BB.

“Fizemos um excelente diálogo com os gestores no que diz respeito às reivindicações da campanha e tivemos bom apoio quanto à volta do pagamento das substituições. Está cada vez mais claro para todos que o banco cometeu um grande equívoco que deve ser corrigido”, afirma William Mendes, secretário de Imprensa da Contraf-CUT e funcionário do banco, que esteve no evento.

Os gestores também apoiaram a demanda pelo aumento das dotações de funcionários por dependência. Eles relataram encontrar grande dificuldade no cumprimento das metas que o banco tem destinado para São Paulo, especialmente pela falta de funcionários. “A campanha segue firme e na próxima quarta, dia 28, faremos mais um dia nacional de luta no BB, mobilizando todos os bancários por melhores condições de trabalho”, sustenta William.

Fonte: Contraf-CUT.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.

=================================================

Banco do Brasil avança sobre o patrimônio do povo de São Paulo; banco deverá adquirir o Banco Nossa Caixa

Sindicato não admite demissões e retirada de direitos dos bancários

Representantes dos trabalhadores já estão em contato com BB e governo federal para cobrar empregos no processo de venda da Nossa Caixa

São Paulo – Imediatamente após o anúncio de abertura do processo de venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil, o Sindicato entrou em ação na defesa dos direitos dos bancários. Já foram feitos contatos com a direção do BB e com o governo federal exigindo manutenção dos empregos e direitos, transparência e negociação durante a transição (veja no quadro abaixo as reivindicações).

“Não admitimos demissões e queremos a manutenção de todos os direitos dos bancários”, afirma o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino. “Se houver qualquer afronta aos empregos e aos direitos desses trabalhadores paralisaremos as agências”, completa Marcolino.

O Sindicato também quer a garantia da direção do BB e do governo federal de que não haverá fechamento de agências e de que a Nossa Caixa permanecerá exercendo seu papel fundamental de banco público fomentador da economia paulista que vinha sendo aviltado pelos últimos governantes do estado.

“Os cidadãos paulistas devem se mobilizar na proteção do seu último banco”, diz Raquel Kacelnikas, funcionária da Nossa Caixa e diretora do Sindicato. “Temos amplo conhecimento na área de contas jurídicas e atuamos com força no segmento imobiliário. Temos as contas de mais de um milhão de funcionários públicos, o que evidencia o potencial desse setor que pode ser mais bem desenvolvido. Só não faz esse banco crescer quem não tem competência”, diz Raquel, com o conhecimento de quem atua na Nossa Caixa há 31 anos.

Serra mentiu – Raquel ressalta que todo o movimento sindical ligado à Central Única dos Trabalhadores alertou a sociedade e promoveu uma série de ações, desde 2001, contra o risco que o último banco público estadual de São Paulo corria nas mãos do governo PSDB.

Após a tentativa de venda das sete subsidiárias criadas na Nossa Caixa – tentativa mal disfarçada de privatização barrada pelos bancários na Justiça –, o PSDB recorreu ao enfraquecimento do banco, talvez para justificar sua venda. As correções de depósitos judiciais e de poupança de clientes a título de ressarcimento de confiscos decretados por planos econômicos registraram um impacto grande nos lucros. Depois disso, os R$ 2 bilhões retirados pelo governador José Serra para a manutenção da folha de pagamento dos funcionários públicos de São Paulo foram o golpe fatal, já que a amortização do valor foi estabelecida em um prazo pequeno.

“Lamentavelmente acertamos ao dizer que Serra mentiu em sua campanha, quando dizia aos eleitores que queria fortalecer a Nossa Caixa. Fez o contrário, enfraqueceu”, destaca a dirigente.

Sem demissões nem retirada de direitos

Não tem conversa. O Sindicato não vai admitir qualquer ataque sobre os empregos ou direitos dos trabalhadores. E reivindica:

– Transição negociada
– Transparência nas negociações
– Manutenção dos empregos
– Respeito aos direitos dos bancários
– Manutenção da previdência e da assistência médica
– Integração do PCS da Nossa Caixa ao do Banco do Brasil
– Não fechamento de agências

Caso essas reivindicações não sejam atendidas, haverá greve na Nossa Caixa. O Sindicato fará reuniões nos locais de trabalho, plenárias, assembléias para organizar os bancários. Os trabalhadores devem participar de todas as atividades. O caminho para resistir a qualquer investida contra os empregos e os direitos é a organização. Serão utilizados todos os meios, inclusive judiciais, para preservar os direitos e os empregos dos funcionários da Nossa Caixa e do BB.

Por Cláudia Motta – 21/05/2008.

==================================================

Nossa Caixa: reunião com direção do BB trata de garantia de empregos e direitos

Movimento sindical foi convidado pela presidência do Banco do Brasil para conversar sobre a compra da Nossa Caixa

São Paulo – Importantes compromissos foram assumidos pela direção do Banco do Brasil em relação à possível aquisição da Nossa Caixa. Em reunião realizada na manhã dessa sexta, dia 23, vice-presidentes e o presidente do BB, Antonio Lima Neto, informaram aos dirigentes sindicais do estado de São Paulo, da Contraf-CUT e a deputados da Assembléia Legislativa que se comprometem a manter e respeitar contratos, empregos e direitos. Além disso, garantiram, que caso a compra da Nossa Caixa pelo BB seja concretizada, o movimento sindical acompanhará todo o processo de fusão.

Quanto à rede de agências, a direção do BB informou haver poucos casos de duplicidade, o que significa que não devem ser fechados locais de trabalho. E que em caso de transferência de empregados, tudo será negociado.

“É claro que há um avanço no fato de a direção de um banco que pretende comprar outro chamar os representantes dos trabalhadores a negociar mesmo antes do início do processo de fusão”, avalia o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino. “No entanto, não podemos relaxar. Uma coisa é assumir o compromisso, a outra é o compromisso se consolidar. Os bancários, tanto da Nossa Caixa, quanto do Banco do Brasil devem estar atentos e mobilizados. Só assim conseguiremos fazer valer os direitos de todos os trabalhadores”, afirma Marcolino.

No estado – “Este foi só o primeiro passo contra as possíveis demissões e redução de direitos recorrentes em casos de aquisições e fusões. Vamos cobrar medidas que garantam esse compromisso. Agora queremos nos reunir com o governador José Serra e com o presidente da Nossa Caixa, Milton Luiz de Melo Santos, para que sejam suspensas todas as demissões no banco de forma a reduzir o clima de insegurança entre os trabalhadores”, disse Marcolino.

Na segunda-feira, o Comando dos Empregados da Nossa Caixa vai se reunir para elaborar uma pauta oficial de reivindicações a ser entregue ao presidente do banco, aos parlamentares da Assembléia Legislativa e ao Governo do Estado de São Paulo. Marcolino destaca que além dos empregos e direitos, deve haver o compromisso de manter o banco público estadual como fomentador da economia paulista. “Isso é muito importante para toda a sociedade.”

“O Sindicato estará o tempo todo ao lado dos trabalhadores. Mas é fundamental que os bancários também comuniquem aos dirigentes sindicais qualquer demissão ou ameaça. A organização dos funcionários da Nossa Caixa e do BB é que vai fazer a diferença nesse processo todo”, completa Marcolino.

Por Cláudia Motta – 23/05/2008.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.

Close