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Resultados dos bancos: analistas elevam previsões

Os analistas elevaram as projeções para os resultados dos bancos neste ano, depois de avaliar e digerir os bons números do primeiro semestre. O analista José Francisco Cataldo, da corretora ABN AMRO Real, estima que as ações dos bancos têm um potencial médio de 20% de valorização. Já o analista do UBS, Bruno Pereira, aumentou em 1,7 ponto em média a taxa de retorno anualizada esperada para os quatro maiores bancos de varejo, Bradesco, Itaú, Unibanco e Banco do Brasil (BB).
As previsões otimistas só não devem se confirmar, alertou Pereira, se houver alguma mudança no cenário esperado de continuada recuperação da economia, com consumo aquecido e início da queda dos juros.
“Os bancos souberam se posicionar muito bem para o cenário que começou a ficar mais favorável com a recuperação de 2003, com o crescimento acelerado do crédito, do empréstimo consignado e das operações com cartão”, afirmou Pereira.
A revisão de rentabilidade mais expressiva feita pelo analista do UBS foi a do Bradesco, cujo retorno esperado para este ano passou de 27,6% para 31%; e a do próximo, de 25,4% para 28,5%. Em seguida, ficou o Banco do Brasil, cuja rentabilidade projetada para este ano subiu de 22,6% para 25%; e a de 2006, de 20% para 21,9%. Em relatório enviado a clientes. Pereira notou que o crédito ao consumo não dá sinais de desaceleração e a qualidade do crédito continua apoiando um crescimento sólido.
A expectativa de queda dos juros no próximo ano vai acelerar o ciclo de expansão do crédito uma vez que virá combinada com inflação mais baixa e maior crescimento econômico. “As margens se mostraram mais resistentes do que se supunha, enquanto o aumento dos créditos de maior retorno e o alongamento das operações oferecem aos bancos a oportunidade de travar ganhos elevados por períodos mais longos e enfrentar a pressão sobre os spreads”, avalia Pereira.
O analista do Pactual, Pedro Guimarães, também vê a questão de um prisma semelhante. Para ele, um dos motivos pelo qual o Bradesco está surpreendendo no cenário atual é a disponibilidade de funding barato. O especialista informou que o Bradesco tem um volume elevado de R$ 14,5 bilhões em planos de pensão indexados ao IGP-M, que apresentou deflação nos últimos três meses, permitindo grande ganho de margem quando comparado com o retorno da taxa Selic. Guimarães acredita que a vantagem vai diminuir no último trimestre, quando a inflação subir.
Para Cataldo, “os bancos têm sido uma boa alternativa de investimento no cenário de turbulência dos últimos três meses. É uma boa opção defensiva e rende bons dividendos”, disse Cataldo acrescentando que outros setores podem dar retorno maior.
Assim como os outros analistas, Cataldo ressaltou os ganhos dos bancos com o crescimento das operações de crédito mais rentáveis, especialmente da carteira de pessoas físicas, beneficiadas ainda pelos juros altos.
Observou, também, que o crédito cresceu sem comprometimento da qualidade das carteiras. Além disso, os grandes bancos estão com provisões acima do mínimo exigido pelo Banco Central (BC), formando um colchão de reserva.
Fonte: Valor Econômico

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Resultados dos bancos: analistas elevam previsões

Os analistas elevaram as projeções para os resultados dos bancos neste ano, depois de avaliar e digerir os bons números do primeiro semestre. O analista José Francisco Cataldo, da corretora ABN AMRO Real, estima que as ações dos bancos têm um potencial médio de 20% de valorização. Já o analista do UBS, Bruno Pereira, aumentou em 1,7 ponto em média a taxa de retorno anualizada esperada para os quatro maiores bancos de varejo, Bradesco, Itaú, Unibanco e Banco do Brasil (BB).

As previsões otimistas só não devem se confirmar, alertou Pereira, se houver alguma mudança no cenário esperado de continuada recuperação da economia, com consumo aquecido e início da queda dos juros.

“Os bancos souberam se posicionar muito bem para o cenário que começou a ficar mais favorável com a recuperação de 2003, com o crescimento acelerado do crédito, do empréstimo consignado e das operações com cartão”, afirmou Pereira.

A revisão de rentabilidade mais expressiva feita pelo analista do UBS foi a do Bradesco, cujo retorno esperado para este ano passou de 27,6% para 31%; e a do próximo, de 25,4% para 28,5%. Em seguida, ficou o Banco do Brasil, cuja rentabilidade projetada para este ano subiu de 22,6% para 25%; e a de 2006, de 20% para 21,9%. Em relatório enviado a clientes. Pereira notou que o crédito ao consumo não dá sinais de desaceleração e a qualidade do crédito continua apoiando um crescimento sólido.

A expectativa de queda dos juros no próximo ano vai acelerar o ciclo de expansão do crédito uma vez que virá combinada com inflação mais baixa e maior crescimento econômico. “As margens se mostraram mais resistentes do que se supunha, enquanto o aumento dos créditos de maior retorno e o alongamento das operações oferecem aos bancos a oportunidade de travar ganhos elevados por períodos mais longos e enfrentar a pressão sobre os spreads”, avalia Pereira.

O analista do Pactual, Pedro Guimarães, também vê a questão de um prisma semelhante. Para ele, um dos motivos pelo qual o Bradesco está surpreendendo no cenário atual é a disponibilidade de funding barato. O especialista informou que o Bradesco tem um volume elevado de R$ 14,5 bilhões em planos de pensão indexados ao IGP-M, que apresentou deflação nos últimos três meses, permitindo grande ganho de margem quando comparado com o retorno da taxa Selic. Guimarães acredita que a vantagem vai diminuir no último trimestre, quando a inflação subir.

Para Cataldo, “os bancos têm sido uma boa alternativa de investimento no cenário de turbulência dos últimos três meses. É uma boa opção defensiva e rende bons dividendos”, disse Cataldo acrescentando que outros setores podem dar retorno maior.

Assim como os outros analistas, Cataldo ressaltou os ganhos dos bancos com o crescimento das operações de crédito mais rentáveis, especialmente da carteira de pessoas físicas, beneficiadas ainda pelos juros altos.

Observou, também, que o crédito cresceu sem comprometimento da qualidade das carteiras. Além disso, os grandes bancos estão com provisões acima do mínimo exigido pelo Banco Central (BC), formando um colchão de reserva.

Fonte: Valor Econômico

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