COE Itaú Unibanco discute unificação das fundações de previdência
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú Unibanco reuniu-se nesta quinta-feira 18 na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, com conselheiros eleitos dos fundos de pensão do conglomerado para discutir, entre outros assuntos, a unificação das fundações que gerenciam os planos de previdência complementar dentro da holding.
Atualmente, existem 14 fundos de pensão fechados no grupo Itaú Unibanco, divididos entre cinco fundações, o que provoca retrabalho, aumento nos custos contratuais de prestação de serviços, de administração e de sistemas, além de diluir a representatividade dos participantes, que somados chegam a quase 60 mil.
Assim, a COE, através dos conselheiros eleitos nos diferentes planos, vem discutindo com o Banco Itaú a unificação das fundações numa única entidade, que agregue todos os participantes, garanta a representação de ativos e assistidos e permita a fiscalização e acompanhamento pleno de todos os planos.
“Depois do bem sucedido processo de criação do Novo Plano PAC (Itaubanco CD), a COE vem se concentrando nesse objetivo e já nas primeiras tratativas os conselheiros eleitos colocaram pontos importantes para a continuidade das negociações visando a unificação, o que é importante para o banco mas também para os funcionários”, afirma André Luis Rodrigues, conselheiro deliberativo eleito da Fundação Itaubanco.
As premissas
As premissas negociais apresentadas pelos eleitos são a garantia da representação para ativos e assistidos nos planos que possibilite a fiscalização e acompanhamento da gestão de cada fundo, aumentando a representação nos conselhos deliberativo e fiscal; a criação de conselhos de gestão por grupos de planos e a criação de um comitê ou comitês de acompanhamento de investimentos, permitindo maior transparência e fiscalização para os participantes. Outra medida importante é que um representante dos participantes esteja na diretoria executiva da nova fundação.
“A grande premissa, contudo, continua sendo a criação de um fundo fechado privado para o conjunto dos funcionários que estão no conglomerado, mas que não participam de nenhuma entidade fechada de previdência complementar e no máximo possuem um plano privado, do tipo PGBL ou VGBL”, acrescenta Mauri Sérgio Martins de Sousa, também conselheiro fiscal eleito da Fundação Itaubanco.
Segundo ele, os planos privados seguem regras estabelecidas pela Susep (Superintendência de Seguros Privados), o órgão regulamentador dos fundos de previdência aberta, são muito flexíveis e não garantem fiscalização adequada nem proporcionam bons rendimentos como os planos fechados. E dependendo do modelo do plano aberto, os benefícios são inferiores ou não vitalícios para os que dele participam.
“A inclusão de todo o conglomerado em plano fechado de previdência complementar é importante para todo o grupo e para o fortalecimento da cultura previdenciária, além de significar maior poder de fogo nas entidades de previdência, nas instâncias governamentais e permitir que o conjunto dos funcionários tenham acesso a renda complementar digna, acompanhada e fiscalizada por representantes eleitos, que junto com a patrocinadora (Itaú) transformariam a Nova Fundação Itaubanco em uma das maiores fundações de previdência fechada complementar do país”, conclui José Altair Monteiro Sampaio, conselheiro deliberativo eleito do Funbep.
Outros temas
Além das questões relativas à previdência complementar, os representantes dos funcionários do Itaú Unibanco debateram outras reivindicações dos trabalhadores, entre elas:
Plano de saúde – A COE Itaú Unibanco decidiu realizar uma pesquisa com os funcionários sobre a satisfação com o plano de saúde no banco. O formulário da pesquisa será disponibilizado em breve para as federações para que sejam encaminhadas ao sindicatos, que deverão fazer a pesquisa junto aos bancários de suas bases.
Emprego – Os trabalhadores decidiram dar centralidade ao tema do emprego no próximo período nas ações da COE. Os membros da COE fizeram relatos sobre a quantidade de demissões que vêm ocorrendo em suas bases. A comissão avaliou que não está ocorrendo um processo massivo de demissões no país.
Organização – A COE Itaú Unibanco irá participar do encontro nacional de dirigentes sindicais, que deve ser realizado de 9 a 11 de fevereiro de 2011, em São Paulo. A reunião definirá a pauta específica dos trabalhadores de cada banco para o próximo período.
Fonte: Contraf-CUT.
FONTE: www.contrafcut.org.br.
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Reunião da COE Itaú debate questões específicas
Realizada nesta quinta-feira (18), na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, a reunião com bancários da COE Itaú Unibanco debateu temas de interesse da categoria, entre os mais importantes para 2011 a defesa do emprego. “Pois mais que se diga que não existem demissões, existe uma rotatividade muito grande”, esclarece Marcio Kieller, membro titular da COE Itaú Unibanco.
Os dirigentes demonstraram preocupação com boatos da implantação de Plano de Demissão Voluntária (PDV) pelo banco, já que não há nada debatido entre a COE e a direção do Itaú. “Existe uma quantidade elevada de bancários, principalmente com 5 a 10 anos de casa, que pedem para sair e muitas vezes vão trabalhar em outros bancos”, explica Kieller.
Entre os temas também debatidos na reunião destacam-se a discussão do papel e da forma de atuação da COE. A Contraf-CUT deverá promover em fevereiro de 2011 uma Conferência Nacional com 700 dirigentes das COE de todos os bancos para debater três pautas: previdência, emprego e conjuntura do Governo Dilma.
Fusão de fundações – A COE quer participar das discussões para fusão dos fundos de pensão, que deverão ser agrupados na representatividade, com a criação de um conselho de gestão por plano, sem alterar a estrutura desses planos e sem perder o controle dos investimentos. O objetivo da COE é maior fiscalização dos fundos de pensão pelos movimentos sindicais.
“Dentro dessa discussão também debatemos a possibilidade de inserir todos os bancários do Itaú Unibanco num plano de previdência complementar fechado, uma das bandeiras de luta do movimento sindical”, relembra Kieller. Para essa questão, a Contraf se posicionou pela negociação com a inclusão de todos, já que 40% dos funcionários do banco não possuem previdência complementar e o Itaú já indicou que sua posição sobre o assunto é beneficiar todos os funcionários.
Outras demandas – A reunião da COE também deliberou sobre o encaminhamento de outras demandas que incluem a exigência do bom funcionamento do 0800 do Itaú; cobrar o conhecimento mais aprofundado dos programas próprios do banco; cobrar salários equivalentes para bancários que ocupam os mesmos cargos; cumprimento de metas acordadas por escrito; vencimento do convênio médico em 2011. A Contraf-CUT irá realizar pesquisa de satisfação sobre o plano em uso.
Por: Paula Padilha.
FONTE: www.bancariosdecuritiba.org.br.