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Por 23:28 Sem categoria

Reunião no Ministério do Planejamento traz muito argumento e nenhuma proposta concreta

Plenária nacional da Condsef no dia 6 vai definir os rumos da luta da maioria dos servidores do Executivo. Paralisação por tempo indeterminado não está descartada

Nem montante orçamentário, nem especificação de prioridades. De concreto o Ministério do Planejamento apenas voltou a afirmar que não há a possibilidade de acatar qualquer proposta de política de reajuste linear para o conjunto dos federais. No momento o governo pretende priorizar o atendimento de demandas específicas buscando tratar distorções que ainda prejudicam muitas categorias. O secretário de Recursos Humanos, Duvanier Ferreira, informou que as prioridades devem ser definidas e tratadas nas mesas de negociação específicas já em curso. A Condsef tem uma reunião específica agendada para o dia 2 de agosto onde vai tratar pauta dos setores de sua base, entre elas o debate da extensão de tabela salarial criada pela Lei 12.277/10. Apesar dos diversos argumentos apresentados para justificar que não vai negociar reajuste linear, as entidades nacionais saíram novamente do Planejamento sem nenhuma proposta concreta. E é sem proposta que os servidores de diversas categorias seguem realizando assembleias onde discutem a necessidade de iniciar paralisação por tempo indeterminado pelo atendimento de demandas urgentes.

Nesta segunda, 25, representantes do Fórum de Entidades voltam a se reunir para analisar as conseqüências da falta de avanços no processo de negociação com o governo. Além de uma reunião no dia 2 de agosto, a Condsef também aguarda a confirmação de reuniões pré-agendadas para tratar pautas de servidores da Imprensa Nacional, Incra, C&T, INPI, Inmetro, Tecnologia Militar, Area Ambiental, Inep, FNDE, AGU e SPU. Esta última aguarda a assinatura de um termo de acordo de uma greve realizada pelo setor. A Condsef solicitou ao Planejamento outra reunião para discutir demandas dos servidores readmitidos pelo processo que anistiou demitidos na época do governo Collor.

Plenária define paralisação – No dia 5 de agosto a Condsef realiza mais uma reunião do seu Conselho Deliberativo de Entidades e Direção Nacional. No dia 6 uma plenária nacional vai reunir representantes de todos os setores da base da entidade para definir os rumos da luta da maioria dos servidores do Executivo. Está na pauta votar a paralisação de atividades por tempo indeterminado a partir de agosto. O objetivo é pressionar pela apresentação de propostas concretas aos trabalhadores e para que o governo cumpra acordos e compromissos firmados em processos de negociação iniciados ainda no governo Lula.

A falta de propostas e de um posicionamento mais claro do governo para a administração pública tem acirrado os ânimos dos trabalhadores públicos. A Condsef segue defendendo as principais demandas dos setores de sua base. Entre as propostas defendidas pela entidade está a extensão de tabela salarial da Lei 12.277/10 para os servidores de nível superior e concessão de mesmo percentual de reajuste (78%) aos trabalhadores de nível intermediário e auxiliar.

Os servidores da base da Confederação devem continuar participando de assembleias nos estados que discutem as negociações em curso. A participação ativa é fundamental para assegurar a pressão necessária para que os trabalhadores conquistem os avanços esperados.

Por CONSEF.

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Greve dos técnicos das universidades federais ameaça início do semestre letivo

Brasília – A greve dos técnicos administrativos das universidades federais já dura 45 dias. Até agora, não houve reunião alguma para discutir as reivindicações dos servidores. Segundo o governo, só haverá negociação se o movimento for suspenso. Sem perspectiva de diálogo, a categoria promete reforçar a paralisação, o que pode atrasar o início das aulas no segundo semestre, comprometendo o calendário universitário.

O movimento tem a adesão de servidores de 39 das 59 universidades federais. De acordo com o Ministério do Planejamento, o impasse foi criado pela Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra), que decidiu deflagrar a greve durante a negociação. Entre as reivindicações da categoria, está o reajuste do piso salarial em pelo menos três salários mínimos. Segundo a entidade, o vencimento desses servidores hoje é R$ 1.034.

Apesar de não terem ligação direta com o trabalho desenvolvido em sala de aula, os servidores são responsáveis por atividades administrativas importantes, como o processamento da matrículas. De acordo com o coordenador-geral da Fasubra, Paulo Henrique Silva, o movimento grevista agora tentará prejudicar esse processo.

“Esse é um ponto, dentro das universidades, que nos favorece. É um processo necessário de resistência para que a gente possa ter uma resposta”, disse Silva. Segundo ele, o comando de greve também vai intensificar a paralisação de serviços prestados pela categoria nos hospitais universitários.

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) espera que o problema seja resolvido durante o período de férias e não comprometa o próximo semestre letivo. “Quando há conflito de interesses, só a conversa resolve”, disse o secretário-executivo da associação, Gustavo Balduíno. Os reitores, informou, participaram do processo de interlocução entre os servidores e o governo. Até o momento, acrescentou, os prejuízos causados pela paralisação foram superados.

“Apostamos na responsabilidade do movimento sindical”, destacou Balduíno. “A categoria [dos técnicos] não causará prejuízos aos alunos e professores. A universidade oferece um conjunto de serviços de extrema importância que precisa funcionar em benefício da sociedade – e não em benefício do reitor ou do governo.”

Edição: João Carlos Rodrigues.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://agenciabrasil.ebc.com.br

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