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Salários caem 11% em sete anos

O salário médio pago pelas empresas brasileiras passou de R$ 590 para R$ 859 entre 1996 e 2003. Mas, se descontada a inflação, em termos reais houve uma queda de 11% nos ganhos mensais dos trabalhadores assalariados – o valor “real” hoje seria de R$ 525,29. Em número de salários mínimos, a média caiu de 5,5 para 3,7 nesse período. É o que mostra a pesquisa Cadastro Central de Empresas (Cempre), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Das 15 atividades pesquisadas pelo IBGE, somente a construção apresentou aumento na remuneração. Em 2003 os trabalhadores do setor ganhavam, em média, 4,4 salários, frente a 4,2 em 1996. A atividade melhor remunerada é a de intermediação financeira, seguros e previdência complementar, cujos assalariados recebiam, em média, 10,2 salários mínimos mensais em 2003 – mesmo assim, com redução considerável frente aos 15,1 salários pagos sete anos antes.

De acordo com o estudo, em todo o Brasil o número de empresas com pelo menos um empregado saltou de 992 mil para 1,5 milhão de 1996 a 2003. O comércio era o setor com maior participação nesse quesitos nos dois anos, com 48,4% e 52,2% do total, respectivamente. Apesar de ocupar o segundo lugar no número de empresas, a indústria de transformação é o setor que mais emprega no país – excluindo-se administração pública.

No Paraná, o ranking é diferente. A administração pública, que em 1996 era a maior empregadora do estado, foi ultrapassada pelas indústrias de transformação e pelo comércio, que passaram a responder por, respectivamente, 24,8% e 20% dos assalariados. Hoje, a administração pública ocupa 17,8% do total de 1,8 milhão de empregados do estado.

Estranhamente, o setor da agricultura e pecuária emprega, segundo o IBGE, apenas 25,4 mil pessoas no estado. De acordo com uma das coordenadoras da pesquisa, isso pode ser reflexo do fato de que os trabalhadores foram classificados conforme a atividade principal de suas empresas – por isso, muitos deles podem ter sido incluídos em outros setores, como alimentação. Além disso, só foram contabilizados os empregados registrados.

Na divisão por estados, o Paraná respondia em 2003 por 5,6% dos assalariados do país – índice levemente superior aos 5,4% de sete anos antes. Os maiores responsáveis por esse aumento, de acordo com o IBGE, foram comércio varejista, confecção de artigos de vestuário e acessórios, serviços e fabricação de veículos.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

Por 10:15 Notícias

Salários caem 11% em sete anos

O salário médio pago pelas empresas brasileiras passou de R$ 590 para R$ 859 entre 1996 e 2003. Mas, se descontada a inflação, em termos reais houve uma queda de 11% nos ganhos mensais dos trabalhadores assalariados – o valor “real” hoje seria de R$ 525,29. Em número de salários mínimos, a média caiu de 5,5 para 3,7 nesse período. É o que mostra a pesquisa Cadastro Central de Empresas (Cempre), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Das 15 atividades pesquisadas pelo IBGE, somente a construção apresentou aumento na remuneração. Em 2003 os trabalhadores do setor ganhavam, em média, 4,4 salários, frente a 4,2 em 1996. A atividade melhor remunerada é a de intermediação financeira, seguros e previdência complementar, cujos assalariados recebiam, em média, 10,2 salários mínimos mensais em 2003 – mesmo assim, com redução considerável frente aos 15,1 salários pagos sete anos antes.
De acordo com o estudo, em todo o Brasil o número de empresas com pelo menos um empregado saltou de 992 mil para 1,5 milhão de 1996 a 2003. O comércio era o setor com maior participação nesse quesitos nos dois anos, com 48,4% e 52,2% do total, respectivamente. Apesar de ocupar o segundo lugar no número de empresas, a indústria de transformação é o setor que mais emprega no país – excluindo-se administração pública.
No Paraná, o ranking é diferente. A administração pública, que em 1996 era a maior empregadora do estado, foi ultrapassada pelas indústrias de transformação e pelo comércio, que passaram a responder por, respectivamente, 24,8% e 20% dos assalariados. Hoje, a administração pública ocupa 17,8% do total de 1,8 milhão de empregados do estado.
Estranhamente, o setor da agricultura e pecuária emprega, segundo o IBGE, apenas 25,4 mil pessoas no estado. De acordo com uma das coordenadoras da pesquisa, isso pode ser reflexo do fato de que os trabalhadores foram classificados conforme a atividade principal de suas empresas – por isso, muitos deles podem ter sido incluídos em outros setores, como alimentação. Além disso, só foram contabilizados os empregados registrados.
Na divisão por estados, o Paraná respondia em 2003 por 5,6% dos assalariados do país – índice levemente superior aos 5,4% de sete anos antes. Os maiores responsáveis por esse aumento, de acordo com o IBGE, foram comércio varejista, confecção de artigos de vestuário e acessórios, serviços e fabricação de veículos.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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