(São Paulo) O que o Santander Banespa tratava de esconder agora escancarou. O grupo acaba de assumir sua posição de que os caixas devem vender produtos, caindo em contradição. A prova recente é o seu guia de bolso, chamado “Ponto de Venda – Gerando Oportunidades de Negócio no Caixa, e distribuído a todos os funcionários do banco.
“O Sindicato de São Paulo já havia denunciado esse abuso, mas o banco sempre negou que cobrasse uma postura de ‘vendedor’ dos caixas, que não participam de nenhum programa de remuneração variável. Ou seja, mesmo vendendo produtos eles não vão ganhar nada”, disse o diretor do Sindicato Camilo Fernandes.
O diretor destaca que o foco de trabalho do caixa estará alterado, prejudicando seu desempenho e até o atendimento aos clientes.
“Ao se preocupar com a venda, o caixa deixará automaticamente em segundo plano o bom atendimento aos clientes, porque terá sob suas costas a tensão de cumprir metas de vendas. Lidar com dinheiro e recebimento de contas já é uma responsabilidade muito grande. Todo bancário sabe disso”, lembra Camilo, que completa: “Cabe ao caixa, no máximo, encaminhar o cliente ao gerente. Este sim, o responsável por oferecer produtos e serviços”.
Este e outros assuntos serão tema da reunião, no início de julho, do Comitê de Relações Trabalhistas. “Vamos questionar a postura do banco, exigindo que esses funcionários não sejam cobrados pela venda de produtos”, finaliza o diretor.
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo
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Por Mhais• 29 de junho de 2006• 11:25• Sem categoria
Santander admite que quer caixas como vendedor
(São Paulo) O que o Santander Banespa tratava de esconder agora escancarou. O grupo acaba de assumir sua posição de que os caixas devem vender produtos, caindo em contradição. A prova recente é o seu guia de bolso, chamado “Ponto de Venda – Gerando Oportunidades de Negócio no Caixa, e distribuído a todos os funcionários do banco.
“O Sindicato de São Paulo já havia denunciado esse abuso, mas o banco sempre negou que cobrasse uma postura de ‘vendedor’ dos caixas, que não participam de nenhum programa de remuneração variável. Ou seja, mesmo vendendo produtos eles não vão ganhar nada”, disse o diretor do Sindicato Camilo Fernandes.
O diretor destaca que o foco de trabalho do caixa estará alterado, prejudicando seu desempenho e até o atendimento aos clientes.
“Ao se preocupar com a venda, o caixa deixará automaticamente em segundo plano o bom atendimento aos clientes, porque terá sob suas costas a tensão de cumprir metas de vendas. Lidar com dinheiro e recebimento de contas já é uma responsabilidade muito grande. Todo bancário sabe disso”, lembra Camilo, que completa: “Cabe ao caixa, no máximo, encaminhar o cliente ao gerente. Este sim, o responsável por oferecer produtos e serviços”.
Este e outros assuntos serão tema da reunião, no início de julho, do Comitê de Relações Trabalhistas. “Vamos questionar a postura do banco, exigindo que esses funcionários não sejam cobrados pela venda de produtos”, finaliza o diretor.
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo
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